sábado, dezembro 03, 2016

ENTRE TOMBOS & TOPADAS A GENTE LEVA A VIDA!


QUEM VÊ CARA, NÃO VÊ CORAÇÃO – Imagem: arte by Valmir Singh - Quantas e tantas vezes nos deparamos com alguém simpática, amável, acolhedora, sorridente e prestimosa, a nos encantar com sua amabilidade estonteante e, mal viramos as costas, bota as unhas de fora e de tão sonsa se revela vilã entre os piores algozes. Não damos mesmo conta das muitas situações agradáveis que nos fazem fascinantemente embevecidas por estarmos ao lado de alguém educada, fala mansa, imperturbável e comovente, quando, ao dobrarmos a primeira esquina, desvela-se daquela atraente figura a mais insana crueldade. Quem de nós não conheceu alguém que se fez amiga íntima e confessou-se interesseira bisbilhotando fraquezas para mexericos. Quem entre nós não se viu no compadrio da mais alta conta que não tenha se evidenciado depois vítima de um pernóstico enganador; que se fez solícito para angariar recompensas escusas e se aproveitar da nossa lerdeza de pensarmos no outro quando está sofrendo; que pra gente não se fez solidário só para ver-nos conduzido à morte; quem não vivenciou a amizade se fez partidária só para delatar nossos mais íntimos sentimentos pra nos expor ao ridículo; quem não se viu diante de um falante que só tinha por propósito enganar a todos; quem não viu gente que se fez poderoso para ter todos sob o seu mando; quem não teve a constatação de alguém que por menos de 30 dinheiros vendeu a alma, a mãe e todas as amizades; quem não teve a consternada compreensão sobre alguém que se fez todo ouvidos só para nos apunhalar pelas costas nas horas da nossa precisão; quem não teve uma experiência dessas e, na desilusão, chegou à triste conclusão de que nem sempre as pessoas aparentam aquilo que elas realmente são, que se mostraram o tempo todo como bondosos e não passavam de um Capitão Gancho ou Dorian Gray, que nos faziam crer ser um craque da bola quando eram nada mais que um perna-de-pau; que falavam pelos cotovelos elogiosamente quando escondiam suas frustrações e inveja. Já diziam Tunay/Sérgio Natureza: as aparências enganam aos que odeiam e aos que amam, reiterando o vetusto ditado de que beleza não se põe à mesa e aquele de que coração é terra que ninguém vê. Vou de Belchior: o passado é uma velha roupa colorida que não nos serve mais. Não adianta morrer de tristeza ou decepção, a vida passa. Aprendemos a lição, coração aberto, sorriso largo, pé na estrada e que venham falsas ou superficiais que terão sempre um riso franco, braços abertos dispostos a experienciar o que a tiver que nos proporcionar. Não adianta a gente ter medo do desconhecido ou ficar pé atrás, vai ou não vai, faz ou deixa de fazer, não adianta mesmo. Afinal, viver pode ser difícil, mas é um bocado gostoso sentir-se vivo! Por isso, venha o que vier, sou da vida! © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.

Curtindo o álbum Sisask: Spirale Symphonie, op. 68 / Gavrilin: Klavierskizzen zum Ballett Anuschka (Antes, 1999), da pianista e professora Fany Solter.

Veja mais sobre:
O natal de Popó, Joseph Conrad, Maria Clara Machado, Nino Rota, Virginia Woolf & a psicanálise, Lars von Trier, Catherine Deneuve, Björk, Étienne-Maurice Falconet, Viviane Mosé & William Etty aqui.

E mais:
A espera de Bia & Elas fazem poesia e sexo aqui.
Tributos, Direito Tributário & LAM na Educativa FM aqui.
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DESTAQUE:
A arte do fotógrafo estadunidense Jack Mitchell (1925-2013).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor francês Fabien Clesse.
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
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sexta-feira, dezembro 02, 2016

QUEM SABE A VIDA O AMOR QUE NOS FAZ VIVO!


SE ESSA RUA FOSSE MINHA – Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez. - Se essa rua fosse minha, não seria de mais ninguém. Seria só minha para eu dar pra ela como um presente de aniversário dela que se comemora todo dia. Aí, se essa rua fosse minha eu transformava em alameda, toda feita de seixos só pra ela poder passar dançando na sua esfuziante alegria a me saudar. Colocava um Sol com algumas nuvens para que ela pudesse mudar de um lado pra outro quando chegasse. Em cada casa um jardim florido sem muros com portas e janelas abertas e floridas com todos os versos de boas vindas feitos de pétalas dos mais variados matizes e com cantos dos pássaros a lhe seguir os passos até escolher em qual delas quisesse entrar. Quando findasse de percorrer toda extensão da minha rua, ela teria às mãos uma lua apaixonada para que pudesse dividir confidências, entre as mais inquietas estrelas, sobre como conquistar cada vez mais o coração dos seus apaixonados. Aí eu chegaria com o Sol para premiar o namoro, permitindo que uma parte da rua fosse noite e, a outra, fosse dia, e a gente pudesse viver a mais exaltada das paixões. Mas como essa rua não é minha, fiz como se fosse o meu quintal ali tão nosso, nossa rua, nosso recanto, tudo isso dentro do meu coração só pra ela todo dia. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui

 Curtindo o álbum Chiquinha Gonzaga por Clara Sverner (Ergo – Azul Music, 1998), da pianista Clara Sverner. Veja mais aqui.

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Quando tolinho deu uma de bundão e quase bate as botas, Anita Malfatti, Toninho Horta, Anaxágoras de Clazómenas, Carlos Pena Filho, André Helbo, Francis Ford Coppola, Selmo Vasconcellos, Ginaldo Dionisio, Literatura de Cordel & A Mãe da Lua aqui.

E mais:
O romance de Sólon e Belita, cordel de Raimundo Nonato da Silva aqui.
A menina dos olhos do bocejo eterno aqui.
O lance da minissaia & Zine Tataritaritatá aqui.
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DESTAQUE: OS MANUSCRITOS DE FELIPA, ADÉLIA PRADO
[...] Quanto a mim, só tive inconsciente depois dos 40 anos,uma iluminista ridícula... trabalho pela elisão, palavra que nunca usei, estou arriscando. A julgar por elipse, só pode ser exclusão, supressão, uma limpada. Tenho sempre a ideia de que engano as pessoas que me julgam letrada... pego as palavras no palpite, nunca deu errado porque só falo do que dói e grito todo mundo entende. Quando caio na tentação, sempre acho que peco quando escrevo. Deixo Teodoro ler alguma coisa [...] Ele fica com a mesma cara de quando me pediu em casamento, então é bom, não é? [...].
Trecho da obra Os manuscritos de Felipa (Record, 2007), da poeta, professora e filósofa Adélia Prado. Veja mais aqui, aqui e aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Imagem: arte da poeta, artista visual e blogueira Luciah Lopez.
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quinta-feira, dezembro 01, 2016

TUDO QUANTO PODE O SONHO, PODE O AMOR PROVAR!


OS AMORES DE EDNEIMAR, A VIÚVA NEGRA - Imagem: Meditando con las musas, do pintor e ilustrador italiano Pino Daen (1939-2010) - Edneimar amou. Da primeira vez, ciumenta, possessiva, implacável. Quase morre aos prantos adolescentes, tratada sob calmantes e prescrições médicas. Daquela vez quase não via futuro algum, havia perdido de vez a felicidade, doía-lhe a alma e o coração. Quando saiu do negrume dessa solidão, anos haviam passados e ela se viu nos braços da paixão pela segunda vez. Amou além da conta aos beijos e bocas e sexo, até ver-se arrancada de si, quase levada abismo abaixo. Safou-se das garras da infelicidade, não poupando sofrimentos. Pegou o beco às topadas, levou tudo nos peitos e seguiu em frente. Jurou nunca mais amar, bateu no peito, vida afora. Quando menos se esperava, amou pela terceira vez: uma tórrida paixão que lhe atravessava da vagina à alma coração adentro. Entregou-se sem limites, vida escancarada. Amou profundamente de tal forma imensamente que foi capaz de se perder de si para quase nunca mais voltar. Era a viva outra vez, além de tudo que já pudera. Mas eis que a vida prega das suas peças e o amor sucumbiu contra a sua vontade, negando-se a si e a tudo, revolvendo suas carnes e implodindo seus desejos. Coração dilacerado, juntando os trapos do que restava de amor-próprio, percebeu que homem algum é capaz de amar. Viu-se revoltada e sem estribeiras, arrancando os cabelos, punindo a si mesma. Não podia mais ser assim, nunca mais. Ao primeiro simpatizante deu-se submissa para, em pleno gozo, enforcar-lhe a vida. O segundo que lhe estendeu a mão, ela fez-se amante de todos os prazeres para emborcar-lhe roto na primeira sepultura aberta. O terceiro que lhe sorriu, enfeitiçou-se de todas as acrobacias libidinosas para vergar-lhe priápico no ápice do orgasmo, enterrado na vala da estrada que deixou pra trás. O quarto que lhe acenou e outros tantos que surgiram do nada, todos tragados pela sina de sua inexorável danação. Muitos expiraram sob sua sanha, era pouco, nada lhe satisfazia o íntimo. Insaciável de cio e vingança deu-se de frente entre fotos, cartas, versos e lembranças do último amor que lhe fizera da paixão o ódio mortal. E rasgou tudo, queimou nas brasas do corpo e esconjurou no incêndio do maior gozo a sua solidão e desespero, apagando forçosamente todos os pensamentos e imagens que guardara no mais recôndito do seu ser, daquele último e derradeiro amor, pra nunca mais. Não mais amara, substituindo um e outro por sua salvação, não havia como se satisfazer daquilo. Já condenada por si mesma, tornou-se, talqualmente todos os homens que tivera, incapaz de amar. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui

 Curtindo o talento e a arte da cantora e compositora Iara Rennó.

Veja mais sobre:
Nada como o sol raiando para um novo dia, Mary Del Priore, Mark Twain, George Frideric Handel, Kóstas Ouránis, Sarah Connolly, Mika Lins, Dora Carrington, Christopher Hampton, Emma Thompson, William-Adolphe Bouguereau, Melanie Lynskey, Mariza Lourenço, Sexualidade & Erotismo aqui.

E mais:
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O presente na festa do amor aqui.
O serviço público & a responsabilidade do servidor público aqui.
Os crimes de sonegação & o Direito Penal & Tributário aqui.
O tango noturno molhando o desejo aqui.
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DESTAQUE: YI YI
O drama Yi Yi (As coisas simples da vida, 2000), do diretor Edward Yang, conta a história que se passa entre um casamento e um enterro, o cotidiano de uma família da classe média de Taipei, visto pelos olhos do filho mais moço, um menino tímido e pensativo. O filme foi premiado em Cannes 2000 e o destaque fica por conta da atriz Elaine Jin.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
A arte do pintor australiano Norman Lindsay (1879-1969).
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CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: Dia Mundial de Combate à AIDS
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