segunda-feira, julho 24, 2017

HERMETO, SANGUINETI, JOCY OLIVEIRA, KEN LOACH, LAURIE ANDERSON, ORQUESTRA ARMORIAL, FARAUT, EUGENE J. MARTIN & DIÁRIO DE BORDO

DIÁRIO DE BORDO - Imagem: A Nutcracker (2000), do pintor afro-americano Eugene J. Martin (1938-2005). - Recomeça segunda a semana, ânimo na fé e pé direito, apruma o estreito sem prantos, o que não afunda bóia, nem é para tanto, distnguir o que é jóia do que não vale quanto e o que é que é, no entanto. Segue à risca, sai do espanto que é terça, arrisca e petisca, ter saúde e saudade na cabeça é o que equivale enquanto debreia da primeira pra segunda espessa e trisca até sair da porneia, não pela metade se vale a pena, não se enganche na azaléia arisca, nem o que na hora se empena. Ah, já é quarta ou quarentena, reveja o roteiro, outros dramas na contracena, entre o falso e o verdadeiro, outro é o cheiro da açucena, outros carreiros e força na habena. A quinta é serena na manhã, pra tudo tem jeito, quem não está sóbrio é tantã, pra quem não sabe direito tem o tino, o opróbrio é coisa malsã, coisa de bater pino, levar-se em defeito pro desatino, engata o cambão. Já é sexta no coração e nem bate o sino, se não é besta, muda o destino e se apronta, revisa as contas e o apurado, tira a prova dos nove, tudo examinado nas catanas, o que deu já foi, o que não deu, só na outra, tanto faz dezenove ou coisa escrota, tanto fez ou fedeu arrependido, quem não ganha perde e só ao menos tem aprendido. Chega sábado e o final de semana, bem entendido, a coisa muda de figura, se um pingo ou destamanho, criatura, leva nos peitos até bingo pra reaver os ganhos, embolsa o tacanho que já é domingo e o que fez da vida? Achada ou perdida, qualquer jeito, olha pra trás e nada feito, o que tiver por troco é o que sobrou na desvalida, quem olha pros lados ou domina a direção ou cai na contramão, nunca é tarde pra quem não tem tempo ou lugar, preste atenção, pra quem faz ou fez, busca fartura, só escassez, se quer acertar vá de talvez e agora? Sonhe acordado, não viva dormindo, olha a hora se desfez, nem é mais domingo, é segunda outra vez. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

ÚLTIMO PASSEIO DE EDOARDO SANGUINETI
Eu sou o sonho asmático, fantasmático, mecano e automático e patético, e paródico
Patológico, psicológico pneumático, de uma voz vivaz em contra-luz, com filigrana
Honesta, de mesmo grão e trama, e grama, arcaico tanto, é apotropalco tanto,
De me ficar entalado, empalhado, fossilizado, entre as quelas de suas teias telegráficas, holográficas, oleográficas, gráficas, para assustar-te os teus mortos tortos,
Espantalhesco fonema fresco, antomorceguesco epirema picaresco, faunesco grotesco, simiesco, poetema piratesco, papagaiesco, galesco, falante em ponto
E linha, em ponto e vírgula, perturbador compungido, provocador estafante tripudiante
Diarróico logorróico, alfabético estóico, estético emético, herpético energético, erótico
Hermético, harpa sonora até agora vibrante, carpa canora timidamente abocante, e por
Fortuna, ao teu anzol afiado, ao teu chamado, numa má hora muito andantye, face de lua
Galante minguante, croante pensante:
Assim dizia e, dizendo assim, a minha voz sumiu.
Ultimo passeio, poema extraído da obra Bisbidis (Febrinelli, 1987), do escritor italiano Edoardo Sanguineti (1930-2010).

Veja mais sobre:
Se não vai de um jeito, vai de outro, A marcha da insensatez de Barbara Tuchman, Eduque com carinho de Lidia Natalia Dobrianskyj Weber, a música de Kyung-Wha Chung, a pintura de Joan Miró & Eugène Leroy, a arte de Anna Dart & Eugene J. Martin,.a poesia de Bárbara Lia, a fotografia de Faisal Iskandar, Revista Poética Brasileira & Mhário Lincoln aqui.

E mais:
Processo civilizador de Norbert Elias, O caminho dos sonhos de Marie-Louise von Franz, Simon Bolívar, sonetos de Lope de Vega, a música de Saint-Saëns & Denise Duval, Salomé de Oscar Wilde, o cinema de Carlos Saura, a arte de Sarah Bernhardt, a pintura de Ernst Hochschartner & Janet Agnes Cumbrae Stewart aqui.
Eu etiqueta de Carlos Drummond de Andrade, Formação da Literatura Brasileira de Antônio Cândido, a música de Adolphe-Charles Adam, a pintura de Antonio Bedotti Organofone, a arte de Benedito Pontes & a poesia de Ana Mello aqui.
Robimagaiver & pipoco da porra aqui.
Dr. Ciuça Gorda & os cavaleiros do pós-calipso do nó cego, As aporias de Zenão de Eleia, os sonetos de Francesco Petrarca, O teatro situação de Jean-Paul Sartre, Viridiana de Luis Buñuel & Silvia Pinal, a escultura de Denise Barros, a música de Carlos Santana, a pintura de Max Liebermann & Georgy Kurasov aqui.
Sou mato, sou mata, sou Mata Atlântica, A hora dos ruminantes de José J. Veiga, Técnicas de teatro popular de Augusto Boal, a música de Peter Scartabello, a arte de Patricia Galvão – Pagu & Pristine Cartera, a pintura de Georges Rouault & Tom Fedro aqui.
O desenlace da paquera entre Melzinha & Brothão, Aracelli, meu amor de José Louzeiro, Violência doméstica & sexual de Lucidalva Mª do Nascimento, a música de Geraldo Azevedo & Neila Tavares, Violência contra a mulher, a arte de Yukari Terakado, Nina Kuriloff & Geneviève Salamone, Marcha das Vadias, Todo homem que maltrata uma mulher não merece jamais qualquer perdão aqui.
Sujeito, indivíduo, quem?, Principios fundamentais de Filosofia, Folhas da relva de Walt Whitman, Ecce homo de Friedrich Nietzsche, Bailarina de Claudio Adrian Natoli, a música de Emmanuelle Haïm, a arte de Emerson Pingarilho & Kate Wiloch, Sally Trace, a pintura de Lasar Segall & Carolyn Anderson aqui.
Se não deu e fedeu, só na outra, meu!, A literatura fantástica de Tzvetan Todorov, 47 contos de Juan Carlos Onetti, a poesia de Carlos Drummond de Andrade, a música de Yann Tiersen, a fotografia de JR, a pintura de Asha Carolyn Young, a xilogravura de Marcelo Soares, a arte de Luiz Paulo Baravelli, Kenny Cole & Tom Wesselmann aqui.
O sisifismo da semana, Tempo & expressão literária de Raúl H. Castagnino, Quingunbo & a poesia norte-americana, a pintura de Mary Addison Hackett & Alain Bonnefoit., a música de Paulinho da Costa & Meghan Lindsay, a arte de Steve Hester & Robert Rauschenberg, a arte urbana de Nina Moraes & Trampo aqui.
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PÃO & ROSAS DE KEN LOACH
O filme Pão & Rosas (Bread and Roses, 2000), do engajado cineasta britânico Ken Loach, conta a história de um ativista estadunidense que luta pelos direitos dos oprimidos e cruza com duas imigrantes mexicanas que trabalham como faxineiras em um prédio comercial que abraçam sua causa e lutam contra os patrões, colocando em risco o emprego delas e as relações familiares até o direito de permanência em território americano.  Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com o compositor, arranjador e multi-instrumentista Hermeto Pascoal; a compositora, pianista e escritora Jocy Oliveira; a iniciativa de criação da arte erudita com elementos da cultura popular Orquestra Armorial & Quinteto Armorial, oriundos do movimento criado pelo escritor e dramaturgo Ariano Suassuna; e a artista experimental e performática compositora estadunidense Laurie Anderson. Para conferir é só ligar o som e curtir.

A ARTE DE PHILIPPE FARAUT
A arte do escultor & multi-artista francês Philippe Faraut.
 

sábado, julho 22, 2017

O MEDO DE BAUMAN, QUINTETO VIOLADO, DUOFEL, MEREDITH MONK, RACHEL PODGER, SOPHIA NARRETT & RALPH LEWIS.

VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ? - A primeira resposta foi o medo de barata, pois a catsaridafobia é a mais comum entre todas as fobias. A ofidiofobia aparece logo em seguida na mesa das revelações: rastejado de cobra deixa o cabelo em pé de muita gente. Os musófobos também logo se entregam: qualquer remexido de catitas ou guabirus, logo sobem em cima da cadeira. O aracnófobo fica todo arrepiado a qualquer menção de teias, seja das mais pirrototinhas às caranguejeiras, extensivo aos lacraus e similares. Os melissófobos não podem ouvir falar de mel, zangão ou abelha-raínha, que se borram todo. Isso afora tantos outros medos estranhos e incomuns que aparecem. Nem ignoro, pois desde bem criancinha com o boi da cara preta ao não faça isso que o bicho vai lhe pegar, que metem medo na gente, seja no seio familiar, na escola, nos templos, nas relações sociais, tudo sobrecarregado de interditos e punições. No meu tempo mesmo tinha o Velho do Saco, aquele que levaria qualquer criança que causase contrariedade aos pais ou adultos, ou que fosse desobediente ou tranquinas. Eu mesmo cheguei ao ponto de ter medo pavoroso até o do coração de Jesus aceso no alto da sala, de tanto medo que pais e parentes imprimiram na infânca, de passar noites e mais noites sem dormir por causa de um bicho horroroso que havia embaixo da cama. Por conta disso, não largava o cós da saia da minha mãe. Temendo tudo, mortos-vivos, vampiros, espíritos erráticos, a La Ursa, os ETs, os astronautas que foram pra Lua, cavernas, terrenos baldios, casas abandonadas, alagadiços e charcos, ora, fui crescendo e perdendo alguns desses temores, contudo ganhando outros tantos e novos na adolescência. Tanto é que há os medrosos que distribuem seus medos generosamente para todos, como aqueles que temem até qualquer surpresa, a ponto de passar mal ou cair duro com qualquer insinuação de agouros ou acidentes, bem como aqueles geradores das brabas e perogosas circunstâncias malévolas, as quais a gente nem saber mesmo como apareceram, ou de estranhos pânicos que nem sabíamos que tínhamos antes, como os acrófobos ou os abissófobos: as alturas e o abismo são verdadeiros terrores porque levam às quedas intermináveis; os nictóofobos que podem ter ablepsifobia ou acluofobia: o medo de escuro e da cegueira; os isolófobos não podem ficar só, os pirófobos diante de qualquer centelha ou riscado de fósforos, ou os mirmecóbofos que correm diante de qualquer formiga e por aí vai. Os tripanófobos como eu não podem ver seringa ou injeção, lona na hora. Os brontófobos, ceraunófobos ou tonitrófobos não se sentem bem em dias de tempestades com trovoadas e relâmpagos. Os tatófobos possuem o terrível medo de serem entrerrados vivos, ou aqueles que por causa dos filmes viraram selachófobos e, por tabela, talassófobos: nem vão mais à praia temendo serem devorados por cações ou mesmo tubarões. Os que se tornaram tanatófobos que pensam que vão ficar pra semente, ou os que chegaram aos extremos, como os fobófobos ou pantófobos: tudo mete medo, até mesmo as fobias. Quando não ficam paralisados, congelam arrepiados dos pés à cabeça, choram, gritam, mesmo diante de uma lagartixa ou morcegos, sentem tonturas ou mesmo uma fraqueza nos joelhos diante de um caçotinho ou dum cururu no canto do terraço, ou de gafanhotos, libélulas, lesmas, vagalumes, da mesma forma que diante de despachos ou de catimbós. Encontrei quem me dissesse que morre de medo de ladrões, quem não? Fazem questão de dizer que basta qualquer mal-encarado já vai logo se escondendo. Ué? Há quem se renda à rupofobia ou misofobia: basta ver qualquer poeirazinha lá no mais escondido de qualquer móvel que logo perde o controle aos tremeliques. Ou agoráfobos aos montes, bibliófobos incorrigíveis: se eu soubesse quem inventou estudo eu mataria. E fronemófobos nem se fala: ah, dá medo pensar muito e descobrir que não tem mais jeito pra nada, só a morte. Curioso mesmo foi me deparar com eisoptrófobos, sobretudo nesse tempo umbigocentrista de metrossexuais e glamourosas, não é pra menos diante da espetacularização, banalização e naturalização da violência pelos veículos de comunicação de massa, tanto nos telejornais como em programas alarmistas montados sob os mais duvidosos alardes ideológicos. Parece mais que imprimir o medo é a arma pro consumo, desconfio, principalmente pras prescrições de medicamentos com teores de panacéia e do lazer que vende felicidade gratuita. Não me surpreende saber que há medo pra tudo e pra todo mundo, distribuídos no varejo ou no atacado, basta só escolher o mais apreciável pras manias de cada um e meter-se patologicamente no meio dessa redoma. Eu, hem!?! © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

O MEDO LÍQUIDO DE BAUMAN
Bizarro, embora muito comum e familiar a todos nós, é o alívio que sentimos, assim como o súbito influxo de energia e coragem, quando, após um longo período de desconforto, ansiedade, premonições sombrias, dias cheios de apreensão e noites sem sono, finalmente confrontamos o perigo real: uma ameaça que pode mos ver e tocar. Ou talvez essa experiência não seja tão bizarra quanto parece se, afinal, viermos a saber o que estava por trás daquele sentimento vago, mas obstinado, de algo terrível e fadado a acontecer que ficou envenenando os dias que deveríamos estar aproveitando, mas que de alguma forma não podíamos -  e que tornou nossas noites insones... Agora que sabemos de onde vem o golpe, também sabemos o que possamos fazer, se há algo a fazer, para afastá-lo – ou pelo menos aprendemos como é limitada nossa capacidade de emergir incólumes e que tipo de perda, dano ou dor seremos obrigados a aceitar. [...] Podemos profetizar que, a menos que seja controlada e domada, nossa globalização negativa, alternando-se entre privar os livres de sua segurança e oferecer segurança na forma de não-liberdade, torna a catástrofe inescapável. Sem que essa profecia seja feita e tratada seriamente, a humanidade pode ter pouca esperança de torná-la evitável. O único início promissor de uma terapia contra o medo crescente e, em última instância, incapacitante é compreendê-lo, até o seu âmago – pois a única forma promissora de continuar com ela exige que se encare a tarefa de cortar essas raízes. O século vindouro pode muito bem ser a época da derradeira catástrofe. Ou pode ser o tempo em que um novo pacto entre os intelectuais e o povo - agora significando a humanidade em seu conjunto – seja negociado e trazido à luz. Esperemos que a escolha entre esses dois futuros ainda nos pertença.
Trechos da obra Medo líquido (Zahar, 2008), do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017), tratado sobre a origem, a dinâmica e os usos do medo, o pavor da morte, o medo e o mal, o horror do inadministrável, o terror global e o pensamento contra o medo, fazendo um inventário dos medos presentes e apresentando um diagnóstico mapeado das origens comuns das ansiedades contemporâneas, analisando os obstáculos para o pleno conhecimento da situação e eimaninando os mecanismos que possam deter a influencia do medo sobre as vidas humanas. Veja mais aqui, aqui, aqui & aqui.

Veja mais sobre:
Quando ela dança tangará no céu azul do amor, A condição pós-moderna de François Lyotard, Estética da desaparição de Paul Virilio, a música de Anna-Sophia Mutter, a pintura de Alex Alemany & Eloir Junior, a arte de David Peterson & Luciah Lopez, a poesia de Isabel Furini & Carlos Zemek aqui.

E mais:
Elucubrações das horas corridas, O pensamento comunicacional de Bernard Miège, O outro por si mesmo de Jean Baudrillard, a arte de David Lynch & Edilson Viriato, a coreografia de Doris Uhlich, a pintura de Vicente Romero Redondo & Sandra Hiromoto, a música de Sarah Brasil, Efigênia Rolim & Érica Christieh aqui.
Por onde é que anda o doro, hem?, A revolução de Fernando Morais, O Uruguai de Basílio da Gama, Teatro & ciência de Bertolt Brecht, a pintura de Cristoforo Munari, a música infantil de Adriana Calcanhoto, Olga Benário Prestes, o cinema de Patrice Chéreau & Isabelle Adjani, arte de Rollandry Silvério & Brincarte do Nitolino aqui.
Reino dos sonhos, A palavra na democracia & na psicanálise de Osman Lins, a poesia de Denise Levertov, Mal educação de música de Renato Borghetti, a pintura de Laszlo Moholy-Nagy & Mike Todd aqui.
Mentes & máquinas de João de Fernandes Teixeira, Gerontodrama & Neurociência, a poesia de Basilio da Gama, a pintura de Edward Hopper & Odete Maria Figueiredo, a música de Silviane Bellato, Zacarias Martins & Programa Tataritaritatá aqui.
A poética do espaço de Gaston Bachelard, Neurociência cognitiva de Steven Pinker, Visão hoslística em psicologia e educação, a música de Renato Borghetti, a pintura de Antonio Rocco, Mácia Malucelli, Menalton Braff & Diego Lucas aqui.
Literatura de cordel: Melancia & Coco Mole aqui.
Retrato do artista quando jovem de James Joyce aqui.
Barrigudos, afagando o ego aqui.
Literatura de cordel: História da princesa da Pedra Fina, de João Martins de Athayde aqui.
A arte de Jozi Lucka aqui.
Ah, se em todo lugar houvesse amor, Origem do indivíduo reprimido de Herbert Marcuse, Exército da arte de Vladimir Maiakovski, Teatro pobre de Jerzy Grotowski, o cinema de Ken Loach & Eva Birthistle, a pintura de Edgar Degas, Os Saltimbancos de Chico Buarque, Brincarte & Literatura Infantil & O lobisomem zonzo aqui.
Entre topadas e sonhos, Linguagem poética de Jean Cohen, a poesia de Ledo Ivo, Esferas de Peter Sloterdijk, a coreografia de Pina Bausch, a música de Miguel Álvarez-Fernández & a pintura de María Blanchard aqui.
Juramento, a poesia de Federico Garcia Lorca, Entre o passado e o futuro de Hannah Arendt, Memorável viagem ao Brasil de Johan Nieuhof, a música de Gabriel Pareyon, a fotografia de Lionel Wendt, a pintura de Vera Rockline & Leonid Afremov, a arte de Rufino Tamayo & Sergio Ramirez aqui.
Os feitiços da paixão, Ação cultural para a liberdade de Paulo Freire, Aforismos de Oscar Wilde, Poesia viva do Recife de Juareiz Correya, a música de Yanto Laitano, a coreografia do Corpo, a pintura de Ernst Ludwig Kirchner, a arte de Ericka Herazo & Larry Carlson aqui.
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MEDOS & SUPERSTIÇÕES DE RALPH LEWIS
Deve-se compreender que a superstição jamais existe onde as causas reais de uma coisa ou condição são conhecidas, ou onde o fato pode suplantar a suposição. [...] Quase todo homem acredita que nada realmente acontece por acaso e que existe uma causa para todas as coisas, conhecidas ou desconhecidas do homem. Se o homem compreende a causa, ele tente utilizá-la ao máximo ou procura evitar seus resultados, se os considera perigosos ou prejudiciais. Quando, contudo, não consegue perceber ou compreender a causa, ainda, assim, não declara que a ocorrência foi um acidente. Em vez disso, a atribui, com mais frequencia, a uma causa desconhecida. Porém, a menos que seja bastante inteligente, na maioria das vezes, atribui as causas desconhecidas a poderes sobrenaturais; isto é, se não pode perceber uma causa ou compreendê-la, em sua opinião, ela deve pertencer a outro mundo ou esfera de influencia. Nisso vemos, também, o ego do homem. Este tema e respeita as coisas que não pode compreender ou dominar. [...] Para evitar sermos supersticiosos, o que temos de fazer, é, primeiramente, tentar compreender as causas das coisas; se não conseguirmos, não devemos presumir que conhecemos a causa. Tal presunção, sem base em fatos, é perigosa. Segundo, lembrar-nos de que não existe o chamado sobrenatural; há apenas leis Cósmicas e naturais que existem por todo universo. O sobrenatural é um termo inventado pelo homem, para explicar-se a si mesmo, ou tentar explicar o que não compreende. [...]
Trechos extraídos da obra O santuário do eu (Renes, 1976), do escritor e místico Ralph M. Lewis (1904-1987), que adotou o pseudônomo de Sir Validivar. (Imagem: Sanctuary by Sarah Treanor). Veja mais aqui, aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com o conjunto instrumental-vocal Quinteto Violado, a violinista e maestro britânica Rachel Podger, o Duofel formado pela dupla de violonistas Fernando Melo e Luiz Bueno, e a compositora, performer, vocalista, cineasta e cenógrafa estadunidense Meredith Monk. Para conferir é só ligar o som e curtir.

A ARTE DE SOPHIA NARRETT


sexta-feira, julho 21, 2017

ETIENNE SOURIAU, CHIQUINHA GONZAGA, EDU LOBO, DAVE ST-PIERRE, RENATO BORGHETTI, ZÉLIA DUNCAN, LEILA DINIZ & TODAS AS MULHERES DO MUNDO!

A REDENÇÃO DO AMOR - Imagem: arte da poeta, artista visual & blogueira Luciah Lopez. - Ao amanhecer ainda ouvia o seu sussurro a me chamar “Etienne!”. Alvoroçado, eu a procurava enquanto sua melíflua voz ecoava ao ouvido. Cadê você, minha Isabeau? Sabia-lhe presente, mas não a encontrava. Ela estava em mim, eu me sentia nela, sabíamos, ela o meu amor e eu o seu. Cadê-la? Inútil procura, nem mais a voz, só a certeza dentro de mim de que ela estava em mim e ao meu redor, sempre. Até que surgia um belo falcão, asas abertas, crocitando nas imediações, se aproximando, chegando mais perto de mim. Contornava montanhas e pradarias com o seu voo veloz, sempre se achegando como se falasse comigo e eu entendia que o seu piado era aviso de emboscadas ou malsinações. Estava sempre atento aos seus sinais, pipiava pra me guiar o caminho a seguir durante a manhã e toda tarde. No primeiro crepúsculo, a sua transformação: era ela a amada Isabeau d’Anjou, a mulher que povoava meus sonhos e pensamentos. No afã de abraçá-la, tudo escurecia e não via mais nada, apenas o seu cheiro e toque como se estivesse o tempo inteiro comigo. Ouvia sua voz cantarolando, sua suave mão a me alisar carinhosamente, sabia da sua presença na minha noite longa, por meus sonhos mais inusitados, mesmo que eu não visse nada e não tivesse nada além que a sensação de sua envolvente emanação, sabia da sua presença na minha carne e alma. Sempre que a aurora apontava na barra do horizonte, eu acordava e ainda via a sua imagem suplicante se desfazer de braços estendidos a me chamar como se eu me mantivesse sonhando, sua expressão se esmaecendo até desaparecer por completo pra meu mais desolado desgosto. Dali a pouco, logo surgia em voo a sua plumagem cinzento-azulada no dorso e asas, o bico escuro e a cabeça preta, como se me chamasse e mais se aproximando, até depois de muito rondar, definitivamente pousar arfante ao meu braço e se tornar meu talismã, insígnia ao meu peito de capitão valente e cavaleiro negro solitário. E me guiava pelo mundo afora até levar-me aos esconderijos do monge Imperius que temia pela nossa presença. Sua insistência em ter com ele levou-me a capturá-lo e prisioneiro exigi que se explicasse e me contasse o que estava ocorrendo. Deu-me ele ciência da traição em que fora forçado e que, por conta disso, fomos condenados pela maldição do bispo de Áquila a estarmos sempre juntos, eternamente separados. Como assim? Quanto mais explicava menos eu entendia, coisas de sina do destino, fatalidade de maldições. Não acreditava nisso, a minha única crença depois de todas as lutas e batalhas triunfantes e fracassadas era no meu amor por Isabeau e no dela por mim. Disposto a não mais dar-lhe atenção, o falcão recusou-se a sair do recinto, insistia em ficar, como se tivesse que prestar contas com o monge. Virei-me pra ele e, mesmo trêmulo de medo e a suplicar clemência e perdão genuflexo, Imperius detalhou: de dia você é o capitão Etienne Navarre e ela o seu fiel falcão; de noite ela é Isabeau e você o lobo negro protetor dela. Desconfiei que estivesse bêbado, como sempre, mas o Rato, jovem ladrão que eu mesmo salvei, poupando-lhe de prisão e morte certas, confirmou a narrativa nos mínimos detalhes, tudo o que o traidor depôs. Fitei o falcão e vi nos seus olhos a efígie de Isabeau, tal como eu presenciara no último crepúsculo. E como já estava prestes o ocaso, era a vez de rever o espetáculo até tudo escurecer. Assim foi e vi Isabeau sumir na minha escura e longa noite, deixando seu perfume, sua aura e sua presença invisível no meu coração e na minha alma. Ela estava e sempre esteve em mim. Não sabia o que fazer ao amanhecer quando tudo se repetia e como nos entregar como o nosso querer, já que ela estava pra sempre em mim e eu nela até o fim do interdito da maldição pra nossa redenção com o eclipse solar no dia sem noite e noite sem dia. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

TEATRO NA ESTÉTICA DE SOURIAU
[...] descobrir sob que ângulo de visão o mundo a ser apresentado é o mais interessante, o mais pitoresco, o mais estranho, o mais vibrante, ou o mais significativo. É exatamente - a analogia é esclarecedora - fazer no moral o que o cineasta faz no físico com sua câmara, procurando o melhor ângulo de tomada. [...] Uma situação dramática é a figura estrutural esboçada, num momento dado da ação, por um sistema de forças - pelo sistema das forças presentes no microcosmo, centro estelar do universo teatral; e encarnadas, experimentadas ou animadas pelos principais personagens daquele momento da ação. [...] Aliás, alguma vez um artista perdeu um mínimo de gênio por formular com clareza os dados positivos de sua técnica? Creio, porém, que, entre todas as artes, a do teatro é a que mais recorre a este gênero de conhecimentos, de cálculos, de formulações. Quem protestasse contra a idéia de qualquer cálculo nesses domínios, sisplemente estaria provando que nada entende da arte teatral, na qual sempre existiu muitos cálculos ou, se esta palavra ofende alguns sentimentais, muitos artifícios engenhosos e longamente meditados. Aliás, em que arte não há? [...].
Trechos extraídos da obra As duzentas situações dramáticas (Ática, 1993), do filósofo francês Etienne Souriau (1982-1979), autor da obra Chaves da Estética (Cultura Atual, 1973). Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
O aperto que virou vexame trágico, As estratégias sensíveis de Muniz Sodré, O soldado morto de Sophia de Mello Breyner Andresen, Tecnologias & esquecimento de Maria Cristina Franco Ferraz, a fotografia de Alexander Yakovlev, a pintura de William Mulready & Ângelo Hasse, a arte de Doris Savard, a música de Asaph Eleutério – Ninguém, Ricardo Loureiro & Radio Estrada 55 aqui.

E mais:
Cadê o padre Bidião?, História da criança e da família de Philippe Ariès, O sol também se levanta de Ernest Hemingway, Espelho convexo de Celina Ferreira, O teatro e seu duplo de Antonin Artaud, o cinema de música de Catherine Malfitano & Mawaca, a pintura de Emil Orlik & Miles Mathis, Programa Tataritaritatá & muito mais aqui.
A obra de arte e a reprodução de Walter Benjamin, Philippe Ariès, Neuropsicologia, Educação Sexual, a música de Charlotte Gainsbourg, a pintura de Emil Orlik, o teatro de Ruy Jobim Neto & a arte de Marco Leal aqui.
Literatura de cordel: È coisa do meu sertão, de Patativa de Assaré aqui.
Liberdade para aprender de Carl Rogers, A mistificação pedagógica de Bernard Charlot, a arte de Bernard Charlot, Voyeurismo, Curriculum podre& ficha suja, Zé Bilola toma na tarraqueta & muito mais aqui.
Quase meio dia, As revoluções científicas de Thomas Kuhn, Não morra antes de morrer de Yevgeny Yevtushenko, Os amores amarelos de Tristan Corbière, A consciência da mulher de Leilah Assumpção, a música de Debussy & Sandrine Piau, o cinema de Eric Rohmer & Françoise Fabian & Marie-Christine Barrault, a arte de Dian Hanson & Eric Kroll, a pintura de Hyacinthe Rigaud & Vittorio Polidori aqui.
Big Shit Bôbras - a profissão golpista do marido da Marcela, História Universal da Infâmia de Jorge Luis Borges, O mundo das imagens eletrônicas, a música de Fredrika Brillembourg, a pintura de Siron Franco & a arte de Miguelanxo Prado aqui.
Rua do Sol, Anatomia da destrutividade humana de Erich Fromm, Museu de tudo de João Cabral de Melo Neto, Confissões de Narciso de Autran Dourado, a arte de Ivan Serpa, a música de Dawn Upshaw & a fotografia de Larry Clark aqui.
As flores maio, Os cantos de Ezra Pound, O poço dos milagres de Carlos Nejar, Neurociências, a pintura de Fernand Léger, a música de Marku Ribas, a fotografia de Waclaw Wantuch & a arte de Luciah Lopez aqui.
Quando renasci pra vida depois de morrer pela primeira vez, Presenças de Otto Maria Carpeaux, Moll Flandres de Daniel Defoe, o teatro de Hugo von Hofmannsthal, a música de El Hadj N'Diaye & Érica García, a arte de Antonio Dias & Xul Solar aqui.
O pavor dos acrófobos à beira do abismo, o pensamento de Comenius, Jornada de um poema de Margaret Edson, Toponimia pernambucana de José de Almeida Maciel, a poesia alemã de Olívio Caeiro, a música de Leoš Janáček & Kamila Stösslová, a arte de Pierre Alechinsky & Philip Hallawel aqui.
Forte e sadio que nem o povo do tempo do ronca, Seis propostas para o próximo milênio de Ítalo Calvino, A geografia da fome de Josué de Castro, Poesia Moderna da Grécia, a música de Angela Gheorghiu, a fotografia de Evelyn Bencicova, a pintura de René Mels & Paul-Émile Bécat aqui.
Renascido da segunda morte, João Ternura de Aníbal Machado, Modernidade líquida de Zygmunt Bauman, a música de Jacob de Haan, Comunicação em prosa moderna de Othon Moacir Garcia, a ilustração de Andy Singer, a arte de Chris Cozen & Niki de Saint Phalle aqui.
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Livros Infantis do Nitolino aqui.
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TODAS AS MULHERES DO MUNDO
A premiada comédia Todas as Mulheres do Mundo (1966), do ator, dramaturgo e cineasta Domingos de Oliveira, com roteiro baseado nos contos A falseta e Memórias de Don Juan, de Eduardo Prado, conta a história de uma festa de Natal, quando um jornalista conta ao amigo sobre uma falseta acontecida entre ele e uma moça que é noiva de um outro e ele se apaixona, investindo numa conquista até ela ceder no envolvimento, mantendo-se amiga do ex-noivo, enquanto ele descarta relacionamento com inúmeras mulheres. O destaque do filme fica por conta da eternamente bela atriz Leila Diniz (1945-1972). Veja mais aqui, aqui e aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje é dia de especiais com o cantor, compositor, arranjador e instrumentista Edu Lobo: Camaleão & Limite das águas; da compositora, pianista e maestrina Chiquinha Gonzaga (1847-1935), interpretada pelos pianistas Leandro Braga & Clara Sverner; do músico instrumentista e acordeonista Renato Borghetti; e da cantora e compositora Zélia Duncan: Pelo sabor do gesto em cena & Tudo esclarecido. Para conferir é só ligar o som e curtir.

LIBAÇÃO & ENTRE VERSOS DE LUCIAH LOPEZ
no teu colo___________me esparramo!
Sou feito enchente, enxame, exangue pele sob as tuas mãos
Ah, as tuas mãos
sempre tão sedutoras e indecentes me percorrendo
em busca do céu e um cantinho do inferno
essa mistura nada piedosa
nada piegas
mas sabedora das delicias da carne
dos encaixes perfeitos e afoitos
quando te percebo a enxergar
meu corpo desnudo, bêbado e extasiado
pronto a receber a tua nudez de homem
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Libação, poema/imagens da poeta, artista visual & blogueira Luciah Lopez. PS: Neste domingo, 23/07, das 9:30 às 13:30hs, na Feira do Poeta – Largo da Ordem (ao lado da Casa Romário Martins), lançamento do livro Entre Versos: a palavra branca é nua, da autora. Confira mais aqui.

LA PORNAGRAPHIE DES AMES DE DAVE ST-PIERRE
O espetáculo La Pornografia des Âmes (2004), ensaio coreográfico do bailarino, coreógrafo e diretor canadense Dave St-Pierre, envolvendo pessoas comuns e seus dramas com a constatação de que as pessoas estão se tornando solitárias na multidão e que só se comunicam com atendentes de respostas, utilizando-se de dançarinas nuas, provocativas e perturbadoras, como frágeis e em movimento numa fantasia.
 

quinta-feira, julho 20, 2017

CANÇÃO AMIGA DE DRUMMOND, TOM JOBIM, ANA MARIA MACHADO, GUIOMAR NOVAES, SEBASTIÃO TAPAJÓS, MOHOLY-NAGY, TECA CALAZANS & TEXTO AMIGO

AMIZADE & DOS AMIGOS & AMIGAS - Imagem: arte do designer, fotógrafo, pintor e professor húngaro László Moholy-Nagy (1895-1946). -  Uma mão puxa outra e faz história, muitas até, indefinidamente imantadas, naturalmente, mesmo pra quem vê-las antagônicas, são complementares, sejam destros ou canhotos, simpáticos ou repulsivos, amantes ou desamados. Elas montam, desmontam, inventam e reinventam, fazem e desfazem, refazem, pegam e soltam, puxam e empurram, acenam, ajeitam, desajeitam, enfeitam, aprumam e desaprumam, levantam e abaixam, nadam, remam, cortam, emendam, cavam, tapam, amarram e desamarram, clicam, desenham, contornam, enfim, tanto abrem como fecham nos braços e abraços de côncavo e convexo, com força centrífuga ou centrípeta, aconchegantes ou desdenhosos, cruzados ou inflexíveis, abertos ou filantropos, peito aberto a quem chegar, ou não. Vão com os pés, um atrás do outro, vão adiante, pra cima ou pra baixo, pra onde quer que queiram, longe ou perto, prali ou pracolá, vão e voltam, pra onde der nas ventas, qualquer direção. Assim somos, receptivos de riso aberto, ou intragáveis caras fechadas com o seu mundinho restrito ao umbigo. Assim somos entre escolhas, acertos e desacertos. Uma mão amiga é sempre bem-vinda, um abraço fraterno sempre desejável. Há quem se disponha a doar, como há quem negue, quem se veja apenas a si, ou com todos na festa do coletivo, na solidariedade. A forma de ver é o que importa, há muitos modos de olhar, enxergar é possível até o visinvisível, da semente ao fruto, do nascer à morte que é a mesma coisa, só renascimentos. Assim somos pra viver e aprender a lição: o passado é história, pra que a gente aprenda a não repetir os erros; o futuro é mistério, o delicioso mistério da vida; e o presente é uma dádiva viver. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

CANÇÃO AMIGA DE DRUMMOND
Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças
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Canção amiga, extraído da obra Poesia completa (Nova Aguilar, 2002), do poeta, contista e cronista Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Veja mais aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

Veja mais sobre:
Eita! Vou por ali no que vem e que vai, Viajante numa noite de inverno de Ítalo Calvino, Os tempos da Praieira de Costa Porto, O efêmero de Louise Glück, Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, a música de Edson Zampronha, a arte de Laszlo Moholy-Nagy & Anke Catesby, Mike Edwards & Betina Muller aqui.

E mais:
Dr. Ciuça Gorda & os cavaleiros do pós-calipso do nó cego, As aporias de Zenão de Eleia, Sonetos de Francesco Petrarca, Teatro de situação de Jean-Paul Sartre, a música de Carlos Santana, Viridiana de Luis Buñuel & Silvia Pinal, a escultura de Denise Barros, a pintura de Max Liebermann & a arte de Georgy Kurasov aqui.
Psicologia da Gestalt, Sonetos de Petrarca, Poesias de Adrian Pãunescu & Erik Axel Karlfeldt, a arte de László Modoly-Nagy, a música de Carlos Santana, a pintura de Max Liebermann & a arte de Luiz Edmundo Alves aqui.
O culto da rosa: canção à flor, mulher amada, Totalidade & infinito de Emmanuel Lévinas, Mundo fantasmo de Bráulio Tavares, A arte do teatro de Edward Gordon Craig, Sinfonia erótica de Jess Franco & Susan Hemingway, a música de Wojciech Kilar, a pintura de Paul Delaroche & Paul-Émile Bécat, Fernanda Guimarães & muito mais aqui.
Conselho dum bebão na teibei, Gênero & violência de Heleieth Safiotti, História do Brasil de Cláudio Vieira, Contra o golpe de Emir Sader, Coluna social de Edu Krieger, a pintura de Salvador Dalí & Fecamepa aqui.
Enfermeira & a dor de ser mulher, O ser e o nada de Jean-Paul Sartre, História do desejo de Jean-Manuel Traimond, Artista do corpo de Don DeLillo, a música de Anton Webern & Leonore Aumaier, a pintura de Joseph Beuys & Nanduxa aqui.
E num é que a Vera toda-tuda virou a bruxa das pancs na boca do povo, Iluminações de Walter Benjamin, Marxismo & literatura de Cliff Slaughter, Os bruzundangas de Lima Barreto, a música de Guiomar Novaes, a pintura de Pedro Sanz, a arte de Paolo Serpieri & Sara Vieira, LAM na TV Gazeta de Alagoas & muito mais aqui.
Em mim a vida & o estouro dos confins de tudo, Ísis sem véus de Helena Blavatsky, O jardineiro do amor de Rabindranath Tagore, Corpus Hermeticum de Hermes Trismegistus, a música de Kitaro, a fotografia de Jovana Rikalo & a pintura de Ewa Kienko Gawlik aqui.
Os cinco prêmios do amor, História da criança e da família de Philippe Ariès, Laços de família de Clarice Lispector, a música de Egberto Gismonti, Divã de Martha Medeiros, a pintura de Gustav Klimt & Nelson Shanks aqui.
História Universal da Temerança, Versos em lá menor de Yde Schloenbach Blumenschein, A divina increnca de Juó Bananére, Savitu-Vrta & Savarasti, Ator e estranhamento de Eraldo Pera Rizzo, a música de Mônica Feijó, a arte de Alfred Pellan & Kellie Day aqui.
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AMIGO É COMIGO, DE ANA MARIA MACHADO
[...] Fiquei feliz. Isso para mim era o mais importante de tudo. Quanto mais o tempo passa, mais eu confirmo que amizade é uma das coisas mais importantes na vida da gente. Um verdadeiro tesouro. Tem toda razão aquela canção que diz: Amigo é coisa pra se guardar Do lado esquerdo do peito. De minha parte, pretendo guardar mesmo. Como algo muito precioso. Debaixo de sete chaves. [...]
Trecho de Amigo é coisa pra se guardar, extraído da obra Amigo é comigo (Moderna, 1999), da escritora e jornalista Ana Maria Machado. Veja mais aqui.

RÁDIO TATARITARITATÁ:
Hoje na Rádio Tataritaritatá é dia de especiais com o compositor, maestro, pianista, arranjador e violonista Tom Jobim (1927-1994): Passarim & Live Concert Festival International Jazz Montreal; da pianista Guiomar Novaes (1894-1979): Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro, Les Préludes Debussy Live & Philharmonic Hall NYC; do violonista e compositor Sebastião Tapajós: Villa=Lobos & El arte de La guitarra; e da cantora e compositora Teca Calazans em arte solo & em parceria com Heraldo do Monte. Para conferir é só ligar o som e curtir.

A ARTE DE MOHOLY-NAGY
A arte do pintor, fotógrafo e escultor húngaro Laszlo Moholy-Nagy (1895-1946). Veja mais aqui, aqui & aqui.