sexta-feira, maio 16, 2008

A EDUCAÇÃO NA SOCIOLOGIA DE MAX WEBER



A EDUCAÇÃO NA SOCIOLOGIA DE MAX WEBER - A contribuição de Max Weber está na proposta analítica das condições da produção da ciência e da carreira universitária na Alemanha, para isso utiliza-se de comparações com as condições nos Estados Unidos, pois, esse é o país que mais se contrasta com a realidade alemã Nesse seu esforço, Weber apresenta a tendência da racionalização, burocratização e a especialização cada vez maior na Alemanha. Sobre a burocratização da universidade e a comparação desta às empresas, o autor afirma que os docentes das universidades estão passando pelo mesmo processo de desapropriação de suas ferramentas e da especialização do trabalho que os artesões haviam passado com o aparecimento da indústria, apresentando contrastes na universidade, na carreira docente e na ciência. O autor pontua especificidades entre a erudição e a docência; o diletante e o perito; o líder e o professor; a ciência e a arte; o profeta e o demagogo; o acaso e a capacidade.Ele reafirma a tese do desencantamento do mundo, assinalando que o destino de nossos tempos é caracterizado pela racionalização e intelectualização e, acima de tudo pelo “desencantamento do mundo”. Precisamente os valores últimos e mais sublimes retiraram-se da vida pública, seja para o reino transcendental da vida mística, seja para a fraternidade das relações humanas diretas e pessoais. Para o autor, esse desencantamento é resultado da dominação racional-legal burocrática. Essa problemática Weber vai sistematizar em seu texto “Burocracia”, presentando as especificidades da burocracia de “tipo ideal”.educação, preocupado em indicar o tipo de formação exigida pela moderna burocracia na busca cada vez maior da eficiência e da técnica, a exigência cada vez maior de peritos na ocupação dos cargos nas estruturas públicas como das privadas, sendo os “exames especiais” e seus certificados os critérios de seleção. A idéia de formação, treinamento e educação na ocupação dos cargos nas estruturas burocráticas como a da formação do homem culto, educação para a vida, vai ser mais bem desenvolvida em “Os letrados chineses”, onde Weber apresenta como a China organizou uma estrutura de formação e educação dos ocupantes de cargos em sua burocracia. Uma das singularidades dessa formação está em seu caráter laico e literário. A relação da educação com a burocracia chinesa e o conjunto da sociedade, onde durante doze séculos, a posição social na China foi determinada mais pelas qualificações para a ocupação de cargos do que pela riqueza. Essa qualificação, por sua vez, era determinada pela educação, e especialmente pelos exames. A China fizera da educação literária a medida do prestigio social de modo o mais exclusivo, muito mais do que na Europa durante o período dos humanistas, ou na Alemanha. Essa educação dos letrados, funcionários, dava-lhes prestígio e carisma, não porque possuíam qualidades sobrenaturais, mas por dominar os conhecimentos da escrita e da literatura, legitimados pelos exames que “comprovavam se a mente do candidato estava embebida de literatura e se ele possuía ou não os modos de pensar adequados a um homem culto e resultantes do conhecimento da literatura. Aí,  Weber apresenta seus “tipos ideais” de pedagogia e sua finalidades: a pedagogia do carisma e, seu oposto, a pedagogia do treinamento e entre essas a pedagogia do cultivo assim descrita pelo autor. Com relação à pedagogia do cultivo essa tem como finalidade “educar um tipo de homem culto, cuja natureza depende do ideal de cultura da respectiva camada decisiva. E isto significa educar um homem para certo comportamento interior e exterior na vida. Os tipos ideais de pedagogia e suas diferenças são as mesmas apresentadas pelo autor nos tipos ideais de dominação, ou seja, a pedagogia do carisma esta para a dominação carismática como a pedagogia do cultivo esta para a dominação tradicional e a pedagogia do treinamento esta para a dominação racional-legal. Portanto, no campo da educação Weber também se mostra saudoso das formas pré-capitalista e pessimista em relação às formas capitalistas de sociedade. Veja mais aqui e aqui.



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