sábado, dezembro 20, 2008

VELTA, A HEROÍNA BRASILEIRA




UM POEMA PARA VELTA

Luiz Alberto Machado

O amor emancipa, afinal é cego. É por ele que exulta e esvai o mundo.

Doce vinho,embevece, embriaga.

Não há explicação. Nada no amor se explica.

Pois é, exemplo disso, inexplicavelmente surge Velta: loira, gostosa, exorbitantemente sensual tal Kátia Flávia de um Fausto dali. Imensa, exageradamente deliciosa, como uma sexy musa daquelas de virar a cabeça, atravessar as horas, usurpar diâmetro do pescoço: biquíni, longilínea, trepidante.

Velta feito diva: sempre além do horizonte, inatingível.

Velta feito atriz: sucesso retumbante, star de ruminar da própria luz e escuridão.

Velta feito mulher a renunciar da sua bionergia e se transformar Kátia de tanga ousada e pronta para o amor.

Velta que é Kátia na sua motocicleta vermelha pela Avenida Paulista ou mesmo nos meus mais oníricos enleios pela Rota do Sol, por Tambaú, Boa Viagem, Jatiúca, Atalaia Velha, ah onde toda cidade é só a palma da sua mão que desdenhasse a heroína e que pudesse flagrar as suas vulnerabilidades e rendesse - desnudada fatal Vera Fisher -, como quem quedasse pronta para chorar e sorrir de nossas próprias desilusões de nada.

Velta como a louraça gostosa e exibicionista vestida de verde, como garota de borracha, pronta para ser a intrépida usurpadora que se entregava deliciada por saber que sou o seu Gilberto Gomes e seu pai não sabe que você é a endeusada heroína da minha glória deserdada.

Como a que me salvou a adolescência no meio das práticas mais íntimas por punhetas altissonantes em que era abduzida pelo meu desejo enlouquecido por todos os crayons de sua balzaqueana dinamite bad girl, com seu corpo opulento marcado pelo meu mais essencial apetite onde tudo transluzia no jeito de ardilosas nuances que me enfeitiçava a cabeça e me deixava maior que o domingo de uma semana qualquer.

Como a que me fez uivar atormentado em noites de lua cheia a delirar como lobisomem pela sua glamourizada voluptuosidade que sassarica na minha débil ousadia de priapo pronto para desposá-la no primeiro dia de nossa manhã ensolarada com todos os prazeres que temos direito e nos fazem valer o tamanho da vida adiada, da felicidade preterida, da remissão de todos os nossos anseios não realizados.

Como a oportunidade de desnudá-la ofegante sabendo meu corpo no seu como se eu fosse o homem de preto na oitava arte de nossas estripulias a venerar suas formas e a provar do seu sangue e sabor.

E nos encontramos, Velta,nos encontramos desde ontem que nem sabíamos no sonho da chegada e a manhã foi pouca, a tarde ínfima e a noite inexistiu porque toda vida se fez presente naquele pequeno momento em que beijei seus lábios, acariciei seus seios, alisei seu corpo, abocanhei seu ventre, sorvi sua carne, abusei de sua nudez, entranhei sua alma e pude viver muito mais que a minha própria vida naquele instante.

E nos encontramos, Velta,nos encontramos de verdade e a vida perto do que vivemos é muito pouca, porque o que vivemos é maior que o presente e carrega a eternidade da lembrança na mais absoluta imensidão do meu universo.



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