quarta-feira, setembro 28, 2011

A MULHER, LUTAS E CONQUISTAS



A MULHER NOS PRIMÓRDIOS DA HUMANIDADE - O papel da mulher estava definido dentro de uma particularidade: elas eram consideradas como um recurso financeiro e tratada pelos homens das formas tribais mais remotas do planeta, como um animal ou pedaço de terra adquirido. Ela detinha, portanto, uma condição de submissa e subalterna desde as mais remotas eras.
MULHER NA ANTIGUIDADE - Predomínio das deusas Afrodite, Semíramis, Rhianom, Astartéa, Cibele, Freya, Frigga, Ostara, Innana, Nisara, Nungal, Nigirimm, Figuras representativas e que exerceram papéis sociais e religiosos: a Nossa Senhora de Babalon e da besta que monta, bem como da RaínhaBoudica, entre outras.Lilit, Jezabel, Kun-Bau de Kish, entre profetisas, vestais, volvas, guerreiras, escravas revoltosas, poetas, tocadoras de músicas, sacerdotisas, além de cortesãs e prostitutas.
A MULHER NA GRÉCIA ANTIGA - Entre os gregos, todavia, devida a predominância e prazer masculino, além da concorrência dos escravos, a mulher já se encontrava humilhada, escravizada, degradada, sendo, pois, considerada instrumento para simples reprodução. Exemplo disso era o tratamento dispensado pelos espartanos que entendiam a mulher apenas como responsável por uma raça forte, concebendo filhos sadios e belos, sendo obrigadas a educá-los. Já os atenienses dividiam as mulheres em classes, mantendo a esposa legítima quase em clausura e instruindo as que se destinavam às cortesãs. Entre o universo judeu, a mulher detinha uma posição de absoluta inferioridade em relação ao homem, em conformidade com a lei mosaica. Tem-se, com isso, que a opressão sofrida pela mulher é resultado das transformações ocorridas nas relações humanas desde as primeiras sociedades que se conhece, ocorrendo momentos no final da Antiguidade, em que ela era colocada em situações de superioridade e que, em muitas culturas, a mulher era vista como um ser especialmente capaz de realizar certos encantamentos e receber favores das divindades. Safo foi uma poeta grega que viveu na cidade lésbia de Mitilene, ativo centro cultural no século VII a.C.. Nascida algures entre 630 e 612 a.C., foi muito respeitada e apreciada durante a Antiguidade, sendo considerada "a décima musa" por Platão.
A MULHER NA IDADE MÉDIA - Era do Obscurantismo: A mulher era um zero, desprezadas tanto pelos homens como por elas mesmas, mantendo a condução secular de Eva como a arquiteta responsável pela queda do homem. A Mariolatria – Séc. XII: a costela de Adão, era destinada à união social com o homem. Martas: aquelas que vivem e morrem nas cidades O culto à Maria Madalena que era a figura da prostituta que se arrependera para seguir Jesus, dando-se oportunidade à construção de lares para arregimentar e converter as decaídas que haviam reconhecido o erro de sua trajetória. A dama honorável pelo jogo do amor palaciano, oriundo do amor puro dos árabes e da importação do culto à Virgem Maria de Bizâncio. A dama da Cavalaria, os demônios súcubus e íncubus.
A MULHER NA IDADE MODERNA – SÉCULOS XV – XVIII - Surge o capitalismo e a caça às bruxas: a sexualidade e a prostituição feminina. As mulheres da burguesia desempenharam um papel fundamental na economia familiar: ajudavam o marido nos negócios e empregava-se no serviço doméstico ou em oficinas têxteis. As cortesãs eram as amantes dos ricos e poderosos nobres que lhes providenciavam bem-estar, luxo e com isso podiam frequentar as cortes, em troca da sua companhia, e seus favores. As mulheres do estrato mais desfavorecido encarregavam-se dos trabalhos domésticos e agrícolas. A prostituição feminina: o aumento da pobreza, a expulsão dos camponeses das suas terras e a grande quantidade de mulheres sem meios para casar, aumentou o número de prostitutas pobres.
A MULHER NA CONTEMPORANEIDADE - Já no século XX, deu-se o movimento do operariado estadunidense iniciado em 1903, proporcionando a criação da Women’s Trade Union League, enfrentando as crises industriais de 1907 e 1909, redundando na grande manifestação realizada em 1908, quando as mulheres socialistas denominaram esse movimento de Dia da Mulher. As greves de 1910 levadas a cabo por protestos étnicos e políticos, levaram ao atendimento de uma série de reivindicações da classe trabalhadora. Em 1911, um grande incêndio irrompeu na TriangleShirtwaistCompany, no qual morreram 146 pessoas, 125 mulheres e 21 homens, a maioria deles judeus. Já em 1917, exatamente no dia 8 de março, trabalhadoras russas do setor de tecelagem entraram em greve por melhores condições de vida e trabalho, e contra a entrada do czar na Primeira Guerra Mundial. A partir de então, passou-se a defender essa data como o dia que deveria ser dedicado à mulher, abrangendo as lutas delas tanto no continente americano, como no continente europeu e asiático, por melhores condições de vida e de trabalho, como também pelo direito de voto. Nas décadas seguintes uma série de acontecimentos foi deflagrada e até os dias hoje, as mulheres mantêm em pleno século XXI, o combate a eventos de natureza sórdida e misógina. Faz-se necessário mencionar que todas as lutas das mulheres incorporaram não só as suas reivindicações, como a das crianças, dos idosos, dos oprimidos, de sufrágio, da educação para todos e de todas as pautas contendo as condições necessárias para o respeito à dignidade do ser humano. Veja mais aqui e aqui.



FESTA BRINCARTEFoto: Iracy Mergulhão. - BRINCARTE: 5 ANOS – Já está no blog Brincarte a postagem com fotos de toda festa de comemoração do aniversário, ocorrido no último dia 24 de setembro, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas, em Maceió. Confira no Brincarte.




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terça-feira, setembro 27, 2011

A ARTE DE MARIANA MASCHERONI



MUSA TATARITARITATÁ: MARIANA MASCHERONI


Fotos: Imagens recolhidas do perfil MySpace de Mariana Mascheroni.





PAS DE DEUX




No palco do meu coração sedento jamais houvera tamanha fascinação, jamais houvera, porque algo mais infrene se fizera aroma de seiva na noite fria de agosto: a presença resplendente do seu corpo de mulher.

Ah, jamais houvera tão irresistível: à meia luz seu jeito maçã desolada, cabeça pendida no ombro da solidão. Na horagá, a minha chegada de sempre: a captura. E franze o rosto, cerra as pálpebras, morde os lábios e estremece suplicante a suspirar o magnetismo do coração que palpita na sintonia que nos impele um ao outro. Nada a deter e o amor embala na rede dos devaneios quando nos píncaros da sedução se insinua num écarté para me provocar com requisições de gracejos acariciantes, a me insultar no entalhe pujante de costas com o pé na barra a dar-me todos os regalos de um ensaio fotográfico particular, ali exclusivo estourando meus sentidos.

Ah jamais houvera e nossos corpos fremem de desejos e já me precipito envolvê-la para o embalo íntimo de um atittude libidinoso, colados um no outro a inalar o incenso dos nossos laços de sentimentos transpassados. Mas judia de mim a rodopiar com seu magnetismo. Rodopia incólume na noite enquanto eu afio os dentes. E rodopia mais o seu bailado sem fim, até que possessa, de repente, me leva ao nocaute num grand decárt sobre meu corpo.

Ah, Cinderela exata do meu tope, Loba certa do meu querer. E eu sou todo delírio nessa festa que jamais houvera. E na agonia dos quereres imponho poder nas minhas mãos que se acercam de sua feição, alisam seu rosto, se apossam de sua feitura para arrancá-la ao beijo, nos enroscando na dança. E aos solavancos murmuramos arrastados pelo tapete de pétalas no assoalho da pulsação vital, atrás da porta, das cortinas, esgotando calcinados nosso parque de diversão que traz o repique dos sinos no júbilo, crepitando a nossa fogueira de ímpeto selvagem nas alturas das suas nuvens para chover meu amor, na invasão da sua selva com todos os segredos de entrega e felicidade.

Ah jamais houvera e ofegantes usufruímos a vida e com ela nossos turbilhões mais que enlouquecidos derrubam colunas, grilhões, capitéis, pedestais, leis e limites, até alcançar o podium do grand finale a nos fartar embriagados da sidra dos nossos corpos desforrados.

Ah, jamais houvera pas de deux como devaneio do amor na noite fria de agosto, jamais houvera.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.










MARIANA MASCHERONI- A bailarina e professora carioca Mariana Mascheroni participou de importantes repertórios clássicos como Coppélia, Bela Adormecida, Lago Dos Cisnes, entre outros. Atualmente está cursando o CQID de Ballet Clássico do Sindicato da Dança do Estado do Rio de Janeiro. Ela também é manequim profissional formada pela Escola Quartier Latin do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Rio de Janeiro. Veja mais dela no MySpace e no YouTube. Hoje é o aniversário dela, aqui a nossa homenagem. Confira mais Musa Tataritaritatá.




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