sábado, outubro 08, 2011

CENTO E OITENTA E SETE HORAS DE AMOR

CENTO E OITENTA E SETE HORAS DE AMOR - Imagem: Art by Ísis Nefelibata - Da primeira vez foram noventa e uma horas de mútua passagem pelas noites, dias e tardes da nossa expectativa pra nos fazer varar a madrugada até que a manhã fosse o nosso símbolo diuturno e plano de voo. Foram entregas e comedimentos, carícias e espreitas, festa e timidez. Da segunda vez foram noventa e seis horas de maior efusão na catarse das expectativas. Éramos ainda estranhos que se conheciam e de cabeça mergulhamos nas nossas intimidades a nos batizar de nós e de tudo que queríamos e pudemos. Foi festa da constatação a nos certificar que devíamos singrar na gente o que nos incendiava para seguir adiante. Ao todo foram cento e oitenta sete horas de fatos reais para que nos fizéssemos acesos e íntimos na vida. Foram cento e oitenta e sete horas para definir o alicerce do empreendimento sentimental a projetarmos na cabeça a plataforma crástina e toda a trajetória da estrada vindoura. Foram cento e oitenta e sete horas para eu descobrir a trina una que me deu apetite, fartei-me aos bocados e me senti feliz de antemão. De primeira chegou-me se arrastando súcuba a deliciosíssima vampira de carne faminta e sedenta qual Mulher Gato com seus apetites ilícitos a se mover em mim e me fazer maior e a se esborrar de gozo para me ensinar que o seu prazer era o meu prazer. Em seguida se fez presente no sonho de musa altruísta, materna, solidária a me fazer Osíris resgatado e me ensinar que a nossa entrega era o meu renascimento. Por fim, eis a guerreira aplicada, dona de casa e parceira, politicamente corretíssima e a me ensinar com a sua iniciativa a minha realização. Essas cento e oitenta e sete horas viraram noitedias que nos fizeram insones para sermos de nós mesmos os súditos e soberanos de nossa comunhão, até que o futuro nos faça prêmio com a remissão da cobiça e da gula que nos alimenta por todo esse tempo. Essas cento e oitenta e sete horas de fato se tornaram inúmeros momentos sucessivos e intermitentes para a manifestação do amor na realização de se amar. © Luiz Alberto Machado. Veja mais aqui.


Veja mais sobre:
O presente na festa do amor aqui.

E mais:
Primeiro encontro, a entrega quente no frio da noite aqui.
Primeiro encontro: o vôo da língua no universo do gozo aqui.
Ao redor da pira onde queima o amor aqui.
Por você aqui.
Moto perpétuo aqui.
O uivo da loba aqui.
Ária da danação aqui.
Possessão Insana aqui.
Vade-mécum – enquirídio: um preâmbulo para o amor aqui.
Eu & ela no Jeju Loveland aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
O flagelo: Na volta do disse-me-disse, cada um que proteja seus guardados aqui.
Big Shit Bôbras aqui.
A chupóloga papa-jerimum aqui.
Educação Ambiental aqui.
Aprender a aprender aqui.
Crença: pelo direito de viver e deixar viver aqui.
É pra ela: todo dia é dia da mulher aqui.
A professora, Henrik Ibsen, Lenine, Marvin Minsky, Columbina, Jean-Jacques Beineix, Valentina Sauca, Carlos Leão, A sociedade da Mente & A lenda do mel aqui.
Educação no Brasil & Ensino Fundamental aqui.
Bolero, John Updike, Nelson Rodrigues, Trio Images, Frederico Barbosa, Roberto Calasso, Irma Álvarez, Norman Engel & Aecio Kauffmann aqui.
Por você aqui.
Eros & Erotismo, Johnny Alf, Mário Souto Maior & o Dicionário da Cachaça, Ricardo Ramos, Max Frisch, Marcelo Piñeyro, Letícia Bretice, Frank Frazetta, Ricardo Paula, Pero Vaz Caminha, Gilmar Leite & Literatura Erótica aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
 Leitoras comemorando a festa do Tataritaritatá!
Arte by Ísis Nefelibata.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
 Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.





JUNG, BAUMAN, QUINTANA, GONZAGA, JOÃO CABRAL, DOROTHY IANNONE & ESCADA

UMA COISA DENTRO DA OUTRA – Imagem: Blue and wihte sunday morning , da artista estadunidense Dorothy Iannone . - Olá, gentamiga, um dia ra...