quinta-feira, março 07, 2013

ANTHONY GIDDENS & ARIANO SUASSUNA

A TEORIA DA ESTRUTURAÇÃO DE ANTHONY GIDDENS[...] O conceito de estrutura inclui o da dualidade da estruturam, que se relaciona com o caráter recorrente da vida social e expressa a mútua dependência da estrutura e da ação. Por dualidade da estrutura quero dizer que as propriedades estruturais dos sistemas sociais são tanto o meio como o resultado das praticas que constituem tais sistemas. A teoria da estrutura assim formulada rejeita qualquer diferenciação entre o sincrônico e o diacrônico. A identificação da estrutura com aquilo que restringe também é rejeitada: a estrutura possibilita ao mesmo tempo que restringe [...] De acordo com esta concepção, as mesmas características estruturais participam no individuo (ator) e no objeto (sociedade). A estrutura forma a pessoa e a sociedade de maneira simultânea. [...]. TEORIA DA ESTRUTURAÇÃO – Por essa teoria, em ciências sociais são possíveis dois tipos de generalizações. As primeiras se referem à previsibilidade da ação social pelo conhecimento que os atores sociais têm das convenções sociais que regulam suas atividades. A noção de ator é importante esquema e leva a uma diferença-chave na teoria entre consciência prática e consciência teórica. Como atores sociais, conhece-se o sentido das ações (consciência prática), embora não seja capaz de expor verbalmente as razões (consciência teórica). Essa teoria social inclui a noção de condições inadvertidas da ação, confeito que se refere aos fatores inconscientes com influencia na ação, que operam à margem da compreensão que os atores sociais têm dos motivos que guiam seus atos. O segundo tipo de generalizações faz referencia às consequências não-intencionais da ação no sentido de reprodução social, ou seja, à continuidade das instituições sociais, distanciando-se dos cientistas naturais que explicam a ordem social como alheio às ações dos indivíduos. O autor analisa as condições de reprodução do sistema social, considerando que os agentes sociais, no curso de suas interações, também podem mudar as práticas sociais anteriores, desenvolvendo pautas de comportamento diferentes das manifestadas no passado. Por isso, a noção de reprodução social tem um sentido contingente e histórico e, portanto, sujeito às ações dos atores sociais. As condições inadvertidas da ação e as consequências não-intencionais estão envolvidas na reprodução das instituições sociais. Os atores sociais extraem de suas atividades e das dos outros um conhecimento que lhes serve para orientar em suas ações (registro reflexivo); do mesmo modo, são capazes de compreender seu sentido (intenções, razões), embora nem sempre saibam expressá-lo verbalmente (racionalização da ação) e, finalmente, existem desejos que guiam suas ações e dos quais não necessariamente são conscientes (motivação para ação). Os outros dois aspectos-chaves da teoria são os espaço e tempo. A vida social acontece em um lugar e em um espaço temporal, referindo-se à contextualização da vida social para indicar o caráter situacional da interação. A escola, como organização social, é um lugar onde os encontros se realizam em uma estrutura física (dividida em regiões como são as salas de aula ou as salas de pessoal) e temporal (começo e final das aulas).

TEORIA SOCIAL – O livro Teoria social hoje, organizado por Anthony Giddens e Jonathan Turner, trata da importância dos clássicos, behaviorismo e pós-behaviorismo, interacionismo simbólico, a teoria parsoniana e a busca de uma nova síntese, teorização analítica, estruturalismo, pós-estruturalismo e a produção da cultura, etnometodologia, teoria da estruturação e práxis social, analise dos sistemas mundiais, análise de classe, teoria crítica, sociologia e método matemático, entre outros assuntos.

A TRANSFORMAÇÃO DA INTIMIDADE – [...] Com a emergência da modernidade, a emoção torna-se de muitas maneiras uma questão de política de vida. No reino da sexualidade, a emoção como um meio de comunicação, e também de compromisso e de cooperação com os outros, é especialmente importante. O modelo do amor confluente sugere uma estrutura ética para a promoção de emoção não-destrutiva na conduta do indivíduo e da vida comunitária. Proporciona a possibilidade de uma revitalização do erótico - não como uma habilidade especial das mulheres impuras, mas como uma qualidade genérica da sexualidade nas relações sociais formadas pela mutualidade, ao invés do poder desigual. O erotismo é o cultivo do sentimento, expresso pela sensação corporal, em um contexto comunicativo; uma arte de dar e receber prazer. Despojado do poder diferencial, ele pode reviver aquelas qualidades estéticas a que Marcuse se refere. Definido desse modo, o erótico permanece oposto a todas as formas de instrumentalidade emocional nas relações sexuais. O erotismo é a sexualidade reintegrada em uma ampla variedade de propósitos emocionais, entre os quais o mais importante é a comunicação. Do ponto de vista do realismo utópico, o erotismo é resgatado daquele triunfo da vontade que, de Sade a Bataille, parece marcar a sua distinção. Interpretado, como já foi observado, não como um diagnóstico, mas como uma crítica, o universo sadeano é uma antiutopia que revela a possibilidade do seu oposto. No passado, a sexualidade e a reprodução estruturavam uma à outra. Até se tornar completamente socializada, a reprodução era externa à atividade social como um fenômeno biológico; organizava o parentesco e também era organizada por ele, além de conectar a vida do indivíduo à sucessão das gerações. Quando diretamente ligada à reprodução, a sexualidade era um meio de transcendência. A atividade sexual criava um vínculo com a finitude do indivíduo, e ao mesmo tempo era a portadora da promessa de sua irrelevância; considerada em relação a um ciclo de gerações, a vida individual era parte de uma ordem simbólica mais abrangente. Para nós, a sexualidade ainda conduz um eco do transcendente. Mas se é este o caso, com certeza ela está cercada de uma aura de nostalgia e desilusão. Uma civilização sexualmente viciada é aquela em que a morte ficou despojada de significado; a esta altura, a política de vida implica uma renovação da espiritualidade. Deste ponto de vista, a sexualidade não é a antítese de uma civilização dedicada ao crescimento econômico e ao controle técnico, mas a incorporação do seu fracasso. A TRANSFORMAÇÃO DA INTIMIDADE – O livro A transformação da intimidade: sexualidade de amor & erotismo nas sociedades modernas, do sociólogo inglês Anthony Giddens, trata a respeitro das experiências do cotidiano, relacionamentos, sexualidade, Foucault e a sexualidade, o amor romântico e outras ligações, o amor com compromisso e relacionamento puro, amor e sexo e outras inclinações, o significado sociológico da codependencia, distúrbios pessoais, problemas sexuais, contradições do relacionamento puro, repressão, civilização e a intimidade como democracia.

ANTHONY GIDDENS - O sociólogo britânico Anthony Giddens é considerado um dos teóricos mais importantes e influentes da atualidade por conseguir consolidar uma visão da sociologia que explica o comportamento das pessoas e o desenvolvimento das sociedades a partir da relação entre as macroestruturas e as interações que acontecem nos microssistemas, bem como de que as forças sociais determinam a vida individual, resgata o papel dos atores na consolidação e mudança dessas macroescrutura. Tornou-se importante filosofo social por ter sido pioneiro da Terceira Via e um dos primeiros a tratar acerca da Globalização, centrando-se na reformulação da teoria social e reexame da compreensão do desenvolvimento e da modernidade, envolvendo temáticas diversas como a história do pensamento social, a estrutura de classes, elites e poder, nações e nacionalismos, identidade pessoal e social, a família, relações e sexualidade. Veja mais aqui.

REFERÊNCIAS
GIDDENS, Anthony. A transformação da identidade: sexualidade de amor & erotismo nas sociedades modernas. São Paulo EDUEP, 1993.
______. Em defesa da sociologia. São Paulo: UNESP, 2001.
______; TURNER, Jonathan (Orgs.). Teoria social hoje. São Paulo: Unesp, 1999.
ÁLVARO, José Luis; GARRIDO, Alicia. Psicologia social: perspectivas psicológicas e sociológicas. São Paulo: McGraw-Hill, 2006.
 
ARIANO SUASSUNA: INICIAÇÃO À ESTÉTICA – A obra “Iniciação à estética”, de Ariano Suassuna, aborda temas como a estética e seu método, a natureza e objeto da estética, as opções iniciais da estética, as fronteiras da beleza, a teoria platônica, a teoria aristotélica, a teoria plotínica, a teoria kantiana, a beleza segunda a estética idealista alemã, a síntese realista e objetivista, as categorias da beleza, a arte, a concepção tradicional da arte, as teorias kantiana, hegeliana e tomista da arte, a beleza artística e a da natureza, o feio na arte, a arte e a moral, arte gratuita e arte participante, oficio, técnica e forma, o universo das artes, a hierarquia e classificação das artes, a escultura, a arquitetura, a pintura, a música, a literatura, a dança e a mímica, as artes de espetáculo, os métodos da estética, a estética filosófica, Fechner e a estética empirista, a estética psicológica, a estética historicista e sociológica, a estética fenomenológica. Veja mais aqui.

FONTE BIBLIOGRÁFICA
SUASSUNA, Ariano. Iniciação à estética. Recife: Universitária, 1975.




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