quinta-feira, março 07, 2013

MONARQUIA BRASILEIRA



MONARQUIA BRASILEIRA – Observando descritivamente a condução adotada pelo Estado brasileiro que resultou de uma enorme operação de conquista e ocupação de parte do Novo Mundo, empreendimento no qual se associaram a Coroa portuguesa, através dos seus agentes, e a Igreja Católica, representada primeiramente pelos jesuítas. Vê-se, pois, que tanto política como ideologicamente o resultado é de que ocorreu uma aliança entre o Absolutismo ibérico e a Contra-Reforma religiosa, preocupada com a posse do território recém descoberto e com a conversão dos nativos ao cristianismo.
Evidente que depois de transcorridos mais de 500 anos do lançamento dos seus fundamentos, o Estado brasileiro assumiu formas diversas, sendo gradativamente nacionalizado e colocado a serviço do desenvolvimento econômico e social.
Inicialmente, com o advento da invasão ou “descoberta do Brasil”, o governo português não se entusiasmou pela sua colonização. Esse interesse somente surgiu 30 anos após a conquista e posse do território brasileiro, em virtude de outros países europeus começarem a cobiçar as riquezas brasileiras.
Há que se considerar que fatores de ordem econômica também contribuíram para que Portugal resolvesse dar início à colonização do Brasil. O comércio português no Oriente começava a entrar em declínio, assim Portugal necessitando de novas alternativas comerciais, passou a ver o Brasil como opção.
A partir daí a História mostra que o Brasil passou a ser uma colônia de exploração, ou seja, cabia à colônia fornecer matéria-prima para as atividades manufatureiras localizadas nas metrópoles. Esta exploração que teve início por volta de 1500 permaneceu até o início do século XIX.
Na expansão do território é interessante notar que no início da colonização a área do Brasil que cabia a coroa portuguesa era menos de 33% da área do Brasil atual. Isto havia sido estabelecido num acordo entre Portugal e Espanha, em 1494, no Tratado de Tordesilhas.
A necessidade de conhecer as possibilidades minerais  da colônia levou os bandeirantes a avançarem para o interior, rumo ao oeste, que acabaram estendendo os domínios portugueses para além do Meridiano de Tordesilhas. No final do século XVII, descobriu-se ouro na região de Minas Gerais.
No século XVIII, a extração de ouro já abrangia as terras onde hoje são os estados de Goiás e Mato Grosso, já dando novo contorno ao mapa do Brasil, próximo do que é hoje.
Deve-se ressaltar que durante muito tempo o Brasil se caracterizou por uma economia agro-exportadora, portanto não havia trocas comerciais importantes entre as regiões brasileiras, essa condição somente sofreu alteração a partir de quando o país se industrializa e realiza a integração das economias regionais com o novo centro econômico, o eixo Rio-São Paulo.
É importante também ressaltar a cafeicultura como elemento que forneceu a condições para dar impulso ao início da expansão territorial.
Com inúmeros tratados e consecutivas atividades diplomáticas, conclui-se assim que o Brasil é um Estado de desenvolvimento natural, histórico-geográfico, de formação originária, ou seja, não resultado da conquista, anexação ou divisão pois este não pertenceu a nenhum outro Estado senão aos próprios nativos.
A formação étnica da população brasileira também sofreu os efeitos da colonização.  Para serem utilizados como mão de obra, os negros africanos foram trazidos, contra sua vontade, para o Brasil, resultando na participação da etnia negra no conjunto da nossa população.
Em virtude de ter se estabelecido uma economia agroexportadora de produtos primários para Portugal e Europa,  isto levou a uma concentração da população junto ao litoral e suas proximidades, fato que até hoje caracteriza a distribuição da população no território brasileiro.
A etnia brasileira foi constituída, assim, por europeus (portugueses, espanhóis, flamengos, franceses), africanos (em prol do trafico negreiro, na sua maioria angolanos) e americanos. Já no Brasil, estes encontraram os índios tupinambás, potiguaras, tabajaras, caetés, tupiniquins, tamoios, carijós, tapes, guaicurus, cariris e muitos outros. A fusão destas raças procedeu o tipo étnico brasileiro: o mameluco, o mestiço e o cafuso.
Na questão dos princípios, usos e costumes, ficou ao encargo de Portugal suprir. A organização política, a tradição religiosa, a língua comum. Do ponto de vista sociológico, há uma população nacional, sendo assim o Estado brasileiro um Estado Nacional.
A constituição do governo caminhou para forma federativa para a Monarquia, que quer dizer a forma de governo em que o poder se concentra exclusivamente no monarca (rei ou príncipe), que o detém em caráter vitalício. Nesse regime, o poder político do monarca emana de uma simples extensão de seu poder privado. O reino é propriedade particular do governante, e sua família exerce as funções de conselheiros, não havendo portanto distinção entre domínio público e privado. Em seguida a independência brasileira não modificou em quase nada as condições sócio-econômicas do povo. O sistema colonial somente foi extinto na medida em que bloqueava a liberdade comercial (que interessava à Inglaterra) e restringia a autonomia política das classes dominantes do Brasil. Quanto ao mais, pouca coisa mudou para o povo. A estrutura econômica de produção, que tinha como base a monocultura agro exportadora movida pelo trabalho escravo, foi plenamente preservada.
A história do Primeiro Reinado resume-se, fundamentalmente, nos sucessivos conflitos entre os grupos políticos absolutistas (que desejavam a recolonização do Brasil) e os brasileiros que desejavam preservar a independência e consolidar o estudo nacional.
Em 1824 foi outorgada uma nova Constituição que estabelecia a existência de quatro poderes: Poder Judiciário: composto pelos juízes e tribunais; Poder Legislativo: composto pelos senadores e deputados; Poder Executivo: o Imperador é o chefe do Executivo, exercendo-o por meio dos seus Ministros de Estado. Poder Moderador: era exclusivo do Imperador e definido como a "chave mestra" de toda a organização política. Estava acima de todos os demais poderes.
Logo após a morte de D, João VI, em 1826. D. Pedro passou a ser o legítimo sucessor do trono português. Entretanto renunciou a esse direito, abdicando em favor de sua filha D. Maria da Glória. Ocorre que seu irmão D. Miguel, conquistou o trono português, contrariando as regras da sucessão monárquica. Revoltado, D, Pedro I ocupou-se em elaborar planos para reconquistar o trono a que tinha direito. Devido à atitude de D. Pedro I, os liberais brasileiros temeram uma possível anexação do Brasil a Portugal. Após a abdicação de D. Pedro I e enquanto Pedro de Alcântara não atingiu a maioridade, o Brasil foi governado por regentes. O período regencial compreendeu três etapas: Regência trina Provisória, Regência Trina Permanente e Regência Una.
Com antecipação de sua maioridade, Pedro de Alcântara apesar dos seus quinze anos incompletos, foi considerado apto para assumir a chefia do Estado brasileiro. Isto se deu no dia 23 de julho de 1840, tendo início Segundo Reinado. Os dois partidos que marcaram a vida política do Império foram o Liberal e o Conservador. Não tinha grandes divergências ideológicas. Mas, ainda assim, disputavam com unhas e dentes as eleições da Câmara dos deputados. Ilustram bem essas disputas as chamadas Eleições do Cacete, de 1840, onde se fez largo uso de agressões para vencer o pleito eleitoral.
Os motivos iniciais para a Corte portuguesa permanecer no Brasil não existiam mais. Com ajuda da Inglaterra, os portugueses haviam afastado as tropas napoleônicas de seu país. O Reino estava sob a administração de Lord Beresford, comandante das tropas britânicas ali sediadas. Portugal encontra-se exaurido pela guerra contra os franceses e pela submissão aos ingleses. As classes abastadas tinham se aliado ao invasor e, após sua expulsão, se reorganizam para manter seus privilégios. Os portugueses, porém, haviam perdido o comércio colonial, e a crise econômica era insustentável. A burguesia mercantil ressentia-se da perda dos monopólios comerciais que lhe garantiam as rendas, mas aspirava participar do poder político, acalentando o ideal liberal.
Em agosto de 1820, uma revolução liberal eclodiu-se rapidamente pelo país. Os revolucionários queriam recuperar os privilégios coloniais. No final do ano, foram eleitas as Cortes Constituintes, visando pôr um fim ao absolutismo da dinastia de Bragança e exigindo o pronto retorno de D.João a Portugal. As idéias liberais que se propagam pela Europa e chegavam a Portugal. D.João e a Corte retornam a Portugal: No Brasil, as notícias do Reino informavam que daí por diante todos os cidadãos seriam iguais perante a lei. D.João adiava seu retorno, para articular uma estratégia contra as Cortes mais foi obrigado a ceder.Várias regiões brasileiras aderiram a Constituinte e formaram Juntas Governativas locais. As tropas do Rio, o povo e os liberais exigiram o imediato juramento de D.João VI à Constituição que está sendo elaborada pelas Cortes. Perante o povo ele fez o juramento prévio. Em 22 de abril de 1821, a Corte retornava a Portugal. O povo acusava o rei de partir levando as riquezas do tesouro. D.Pedro ficou no Brasil, ocupando o posto de Regente. Deputados brasileiros nas Cortes de Lisboa: Deputados brasileiros de diversas províncias foram a Lisboa lutar por princípios defendidos por José de Bonifácio de Andrada e Silva, como o tratamento igualitário entre os dois países. A euforia política logo se desfez. Houve divergências entre os próprios brasileiros, o que possibilitou às Cortes iniciar o processo de recolonização do Brasil. A máscara do liberalismo caía. A Assembléia era muito liberal, quanto aos assuntos de Portugal, mas conservadora a respeito do Brasil. A burguesia lusa forçava os deputados a votarem medidas que recolocariam o Brasil novamente como colônia. As cortes decretaram o isolamento da Regência de D.Pedro no Rio de Janeiro as províncias deviam se entender diretamente com Lisboa, a unificação do exército português e brasileiro sob um mesmo comando, o envio de tropas para Salvador, Recife e Rio de Janeiro, a supressão dos mais importantes órgãos da administração no Brasil, e a exigência de pronto retorno de D.Pedro para Portugal. "Diga ao povo que fico": As medidas recolonizadoras das Cortes geraram resistência no Brasil, mas a corrente anticolonialista estava dividida. O termo "brasileiro" era estendido para todos aqueles favoráveis à independência, tivessem ou não nascido no Brasil. A burguesia portuguesa procurava impedir que ocorresse a separação. O Brasil proporcionava-lhe produtos tropicais, couro, ouro e madeira a baixo preço, utilizados tanto para o comércio interno como para a exportação, com altos lucros. Os traficantes lusos também se beneficiaram do comércio de escravos. A elite brasileira rural, porém, não admitia a volta ao status colonial. A corrente anticolonialista estava muito dividida. Destacavam-se José Bonifácio, considerado um liberal moderado, e Gonçalves Ledo, radical, que representava os anseios dos setores urbanos mais intelectualizados e pregava o rompimento total e imediato com Portugal. A unidade territorial nacional estava ameaçada. Os radicais e republicanos podiam levar o país a se fracionar. O grupo moderado deseja uma monarquia centralizada no Rio de Janeiro, com D.Pedro à frente, sem que ocorresse uma revolução, pois esta não interessava à elite agrária e escravista. Havia a necessidade de uma definição. Um abaixo-assinado, com oito mil assinaturas, foi levado a D.Pedro por José Clemente Pereira em 9 de janeiro de 1822, pedindo sua permanência no Brasil. Pressionado pelo presidente do Senado da Câmara, ele comprometeu-se diante do povo a permanecer no Brasil, e a data ficou conhecida como Dia do Fico. O comprometimento de D.Pedro com o partido favorável à independência teve reflexos internos e externos. As Cortes intensificaram os decretos recolonizadores, enquanto as tropas Lusas sediadas no Brasil se movimentaram contra o regente. Em resposta, D.Pedro determinou que somente tropas que lhe jurassem obediência poderiam desembarcar. Instituiu o decreto do Cumpra-se (as leis portuguesas só seriam aplicadas após receber o visto de D.Pedro) recebeu da maçonaria o título de Defensor Perpétuo do Brasil e convocou uma Assembléia Geral e Constituinte.
A monarquia encabeçada pelo regente consolidava a hegemonia dos latifundiários, esvaziava o ideal republicano e refutava o federalismo, optando por uma forma unitarista, com o poder centralizado no Rio de Janeiro. A imposição da Independência necessitava apenas de um ato público e solene, que competia a D.Pedro. Em agosto de 1822, quando D.Pedro estava na capitania de São Paulo, chegaram ordens de Portugal para que ele voltasse prontamente a Lisboa, do contrário, seriam enviadas tropas ao Brasil. José Bonifácio enviou um mensageiro, encontrou D.Pedro próximo ás margens do Riacho do Ipiranga, em São Paulo, quando voltava de Santos. Os relatórios dos irmãos Andrada, José Bonifácio e Antonio Carlos de Andrada e Silva, de Lisboa e do Rio de Janeiro e a carta de sua esposa D.Leopoldina convenceram-no a proclamar a independência imediatamente. Era 7 de setembro de 1822. Os atritos com a Assembléia Constituinte: As figuras fortes da política brasileira eram o Imperador e o ministro José Bonifácio, que concordavam com o fortalecimento do Poder Executivo. José Bonifácio acreditava que parte desse poder devia ser exercido pelo ministério. Era o primeiro atrito, pois D.Pedro não abria mão de sua autoridade. Os irmãos Andrada tentaram conter a oposição radical que queria a descentralização do poder. Vários líderes desse grupo, como Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, foram exilados por discordarem do fortalecimento do Executivo. Os irmãos Andrada, porém, não conseguiram contentar os grupos opositores nas províncias.
As divergências entre o Imperador e José Bonifácio chegaram ao auge quando os inimigos dos Andrada em São Paulo receberam indulgência. O ministério Andrada caiu, e os irmãos foram para as fileiras da oposição. Os debates políticos mais acirrados ocorriam na Assembléia, convocada antes da independência, mas só reunida em maio de 1823. A oposição preparava um texto constitucional que enfraquecia o Poder Executivo. O Imperador, por sua vez, só aceitaria uma Constituição que lhe assegurasse substancial parcela do poder. Antonio Carlos e a Constituição da Mandioca: Uma comissão liderada por Antonio Carlos Ribeiro Andrada, irmão de José Bonifácio, foi encarregado de redigir o anteprojeto constitucional. O texto, baseado em constituições européias, prévia a submissão do monarca ao Poder Legislativo e o voto censitário: só votariam aqueles cuja renda fosse superior ao valor de 150 alqueires de mandioca. Por isso, o povo apelidou o anteprojeto de "Constituição da Mandioca". D.Pedro ameaçou fechar a Assembléia. Os debates ganharam as ruas do Rio de Janeiro com a publicação dos jornais Tamoio e A Sentinela, nos quais colaboravam os irmãos Andrada. Os ataques atingiam o Imperador, o ministério e os portugueses em geral. Ocorreram agressões entre os oposicionistas e facções que apoiavam D.Pedro.
Em 11 de novembro de 1823, tropas imperiais invadiram e fechou o prédio da Assembléia Constituinte, o episódio conhecido como Noite da Agonia. A Constituição de 1824 mantém os princípios do liberalismo moderado e fortalece o poder pessoal do imperador, com a criação do Poder Moderador acima dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Ela estabelece que as províncias passem a ser governadas por presidentes nomeados pelo imperador e divide o Legislativo em Senado vitalício, na prática escolhido pelo imperador, e Câmara dos Deputados, eleita por voto indireto e censitário. Os eleitores votam em suas províncias num colégio eleitoral que escolhe os deputados. Apenas os homens livres que cumprem algumas condições, inclusive de renda, participam das eleições. Esses requisitos são apurados nos censos. Após a dissolução da Assembléia Constituinte, D. Pedro I, justificando seu ato, declarou que convocaria uma outra Assembléia a qual deverá trabalhar sobre o projeto de Constituição que eu lhe hei de breve apresentar; que será duplicadamente mais liberal, do que a extinta Assembléia acabou de fazer.  Entretanto, isto não aconteceu. Foi nomeado um Conselho de Estado composto por dez membros pelo imperador, com a tarefa de redigir um projeto de Constituição.
Em 25 de março de 1824, em cerimônia solene realizada no Rio de Janeiro, o imperador D. Pedro I outorgou a Constituição Política do Império do Brasil. Esta Constituição estabelecia um Governo monárquico, hereditário, constitucional, representativo e afirmava que "(...) o Império é a associação política a todos os cidadãos brasileiros (...)". Também estabelecia que "cidadãos brasileiros" eram aqueles que, nascidos no Brasil, fossem "ingênuos" (filhos escravos nascidos livres) ou libertos, além daqueles que, apesar de nascidos em Portugal ou em suas possessões residissem no Brasil "(...) na época em que se proclamou a independência (...)", e que tivessem aderido a ela.  Esta Carta tinha, entre outras características, um sistema baseado em eleições indiretas e censitárias. Para votar e ser votado apontava requisitos quanto à renda. Isto denotava um caráter excludente na sociedade imperial, já que grande parte da população era composta por homens livres pobres e por escravos. Para a Câmara dos Deputados elegia-se inicialmente um corpo eleitoral que, posteriormente, seria responsável pela eleição dos deputados para um período de quatro anos.
A marca mais característica desta Constituição foi à instituição de um quarto poder, o Moderador, ao lado do Executivo, Legislativo e Judiciário. Este quarto poder era exclusivo do monarca e, por ele, o imperador controlava a organização política do Império do Brasil.  Por meio do Poder Moderador o imperador nomeava os membros vitalícios do Conselho de Estado os presidentes de província, as autoridades eclesiásticas da Igreja oficial Católica Apostólica Romana, o Senado vitalício. Também nomeava e suspendia os magistrados do Poder Judiciário, assim como nomeava e destituía os ministros do Poder Executivo.  Utilizando-se deste quarto poder, Dom Pedro I aprovava ou não as decisões da Assembléia Geral, além de convocar ou dissolver a Câmara dos Deputados. Dessa forma, o imperador concentrava um poder sem paralelo, o que demonstrava o caráter centralizador e autoritário da organização política do Império do Brasil. Tal situação não foi aceita por toda a sociedade imperial. Havia quem aprovasse, quem calasse por temor e quem contestasse. O protesto mais violento partiu da província de Pernambuco e se transformou no episódio conhecido como Confederação do Equador.
Vê-se, pois que o primeiro reinado consolida a independência, no entanto, ocorrem fatos como os dos políticos liberais, profundamente revoltados com as atitudes autoritárias de D. Pedro (o fechamento da assembléia constituinte, e a imposição da constituição feita pelo partido Português), pretendiam fundar uma republica independente do governo imperial do Brasil que iria se chamar confederação do equador.
Os lideres mais democráticos da Confederação defendiam a extinção do tráfico negreiro e mais igualdade social para o povo, tais idéias assutaram os proprietários de terra que se afastaram do movimento. Ao tomar conhecimento do movimento que se espalhava pelo nordeste, D Pedro tratou de organizar tropas militares para conter os revolucionários.
A guerra da ciplastina começou porque os habitantes da região, que hoje é o Uruguai, não aceitavam fazer parte do Brasil pois possuíam costumes e crenças diferentes. Por isso, acharam-se no direito de lutar pela independência política. Com isso D.Pedro declarou guerra , e gastou fortunas em dinheiro público com esta guerra aumentando ainda mais o déficit brasileiro.A Inglaterra que tinha interesses econômicos, promoveu a paz.
O estilo autoritário de D.Pedro tirou dele o apoio de grande parcela do povo, entre eles os liberais e moderados também os integrantes do partido português. A nossa balança comercial acumulava déficits em função do desequilíbrio das importações X exportações. E a divida externa que não parava de crescer, e piorava com o dinheiro que foi gasto para resolver conflitos. Apesar disso tudo, a crise estourou quando um jornalista liberal foi morto e a morte dele foi associada ao autoritarismo de D .Pedro. Isso fez com que mais pessoas forçassem contra D. Pedro. Tentando acalmar os ânimos, D.Pedro criou um ministério só de brasileiros, mas logo depois desfez este ministério pois não acatava totalmente suas ordens. Então, resolveu criar outro ministério, que só tinha portugueses, o que agravou de vez sua situação. Os liberais foram às ruas contra este ministério e D.Pedro tentou acabar com as manifestações, mas não contou com o apoio de ninguém, e então decidiu abdicar ao trono em favor de seu filho, que só tinha 5 anos d idade.
Com o período regencial, o Brasil ficou dividido em 3 grupos diferentes que dominaram a vida publica brasileira: o grupo dos restauradores, que lutavam pela volta de D. Pedro.E a volta ao antigo regime. Comerciantes portugueses ligados ao antigo regime; o grupo dos moderados, que lutava pela unificação do territorial do país. Defendiam a monarquia mas eram contrários ao absolutismo; e o grupo dos liberais exaltados, que lutavam pela descentralização do poder, pela autonomia das províncias, e muitos desejavam o fim da monarquia e queriam a república.
Com o segundo reinando, encontra-se que preocupados com a grande quantidade de rebeliões, o partido liberal passa a defender a idéia de antecipação da maioridade de D. Pedro . Com isso foi fundado o Clube da Maioridade. Em 1840 a Assembléia aprovou a tese de maioridade, e D. Pedro apesar dos 15 anos se tornou imperador. O primeiro ministério foi formado por representantes do partido liberal. Foi criado o cargo de presidente dos ministros, que caracterizou a criação do parlamentarismo. Mas no Brasil, foi conhecido como parlamentarismo às avessas, pois o legislativo não tinha autonomia, pois o poder moderador que o imperador detinha, fazia o que queria. Durante o II reinado, 2 partidos fizeram parte deste período. O Liberal e o Conservador. Eles tinham as mesmas ideologias, mas durante as eleições brigavam entre si por motivos meramente individuais.essas eleições foram conhecidas como eleições do cacete. Durante todo o II reinado eles se intercalaram no poder. O eixo econômico muda do nordeste/norte para o centro/sul A decadência das lavouras tradicionais da cana de açúcar, algodão e tabaco e exsurge-se o novo gênero, o café.
Quando, enfim, ocorre o fim da escravatura, os donos de terra pararam de apoiar o imperador, as manifestações republicanas crescem e é criado o partido republicano paulista, que por não aceitarem mais serem mandados pelo imperador a igreja também se revolta contra ele e os militares também se revoltam por não terem sido reconhecidos pela sua vitória na guerra do Paraguai. Com todos esses problemas, e sem nenhum apoio, D Pedro tenta reformar o país, mas já era tarde, e o Marechal Deodoro da Fonseca já havia declarado a republica, enviando uma carta a D. Pedro e pedindo que ele fosse embora do Brasil junto com a família. E foi o que fez d Pedro. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
COSTA, Luís C. Amad - HISTÓRIA DO BRASIL. São Paulo: Scipione, 1997
COTRIM, Gilberto. História do Brasil. Saraiva. São Paulo. 1993.
FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp, 2002.
MATOS, Clarence José de e NUNES, César A. – História do Brasil. São Paulo: Nova Cultural, 1994
NOVAIS, Fernando (Org). História da vida privada no Brasil: Império – a corte e a modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
REIS, José Carlos. As identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. Rio de Janeiro: FGV, 2000.
VIANA, Moacir da Cunha. Ensino Fundamental. Didática Paulista. São Paulo. 1998.
VIOTTI, Emilia da Costa. Da Monarquia à República: momentos decisivos. São Paulo, 1987




Veja mais sobre:
Quando te vi na Crônica de amor por ela, Marques Rebelo, Eduardo Giannetti, Luzilá Gonçalves, Francis Poulenc, William Shakespeare, Patrícia Petibon, Anatol Rosenfeld, Anésia Pinheiro Machado, Marcela Rafea, Franz von Bayros, Asztalos Gyula & Magda Zallio aqui.

E mais:
Marguerite Duras & Todo dia é dia da mulher aqui.
Pagu – Patrícia Galvão & Todo dia é dia da mulher aqui.
Serenar na Crônica de amor por ela, Dinah Silveira de Queiroz, Jacques Prévert, Validivar, Paulo Santoro, Arieta Corrêa, Wong Kar-Wai, Manuel Puig, Peter Greenaway, Elisete Retter, Shirley Kwan, Agi Strauss, A educação e seus problemas & Lilian Pimentel aqui.
A árvore de Humberto Maturana & Francisco Varela, Darel Valença Lins, Luiz Melodia, Terra Oca & Lady Francisco aqui.
Debussy, Pierre Bonnard, Laurindo Almeida, Carl Rogers, Emily Greene Balch & Pós-Modernidade aqui.
Projeto Tataritaritatá aqui.
Educação, Sexualidade & Orientação Sexual aqui.
Big Shit Bôbras: Ói nois aqui traveiz aqui.
Big Shit Bôbras: o despranaviado geral aqui.
A campanha do Doro Presidente aqui.
Tolinho & Bestinha: Quando Bestinha enfiou-se na bronca da vida e num teve quem desse jeito aqui.
O que deu, deu; o que não deu, só na outra aqui.
Aprendi a voar nas páginas de um livro aqui.
Canção de quem ama além da conta aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Todo dia é dia da mulher aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra: 
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.



GALEANO, BOLDRIN, FLORA PURIM, CAMPBELL, JACI BEZERRA, BRAGINSKY, ADONIRAN, INGRID PITT, RESILIÊNCIA & QUIPAPÁ

A ESCRITURA DO VISINVISÍVEL – A arte do pintor ucraniano Arthur Braginsky . – O que vejo a lágrima embaça porque tudo é muito adverso e av...