quarta-feira, junho 25, 2014

GANDHI, ORWELL, MAURREN MAGGI & RICK WAKEMAN


 (Ouvindo 1984, do pianista clássico e tecladista de rock progressivo britânico Rick Wakeman, baseado na obra de George Orwell).

PENSAMENTO DO DIA: “Todo ser vivo é um poema de piedade [...] Uma vez que não temos o poder de criar, não nos assiste o direito de destruir. Cada homem é arquiteto do seu destino” (Mahatma Gandhi).


GANDHI – O advogado e fundador do Estado moderno indiano Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), popularmente conhecido como Mahatma Gandhi, foi o maior defensor do Satyagraha como um meio de revolução. A sua biografia é cheia de curiosidades: tornou-se noivo aos oito anos, casou-se aos doze, cursou as escolas públicas de Porbandar, tornou-se advogado em Londres e quando estava prestes a enriquecer renunciou a tudo, abandonando a prática da advocacia que, para ele, era “uma profissão imoral”. A respeito disso, um certo professor de Harvard comentando sobre o seu comportamento jurídico, recebeu de um aluno a afirmação que agir contra Gandhi seria injusto, ao que o professor respondeu: “Se quer justiça, moço, atravesse a rua e entre na Escola de Teologia; aqui é escola de Direito”. É que Gandhi defendia a rebelião através da greve religiosa contra a violência e por meio da desobediência à injustiça: “O soldado nunca deve temer a morte”. A não-cooperação pacífica era a única arma do mundo que habilitaria os fracos a vencer os fortes: “Foi esta a arma que produziu a vitoria dos primitivos cristãos contra os opressores romanos”. O objetivo de Gandhi era liquidar o inimigo transformando-o em amigo. Contudo, era incompreendido tanto por brancos como por hindus: “Sei que muitas pessoas no Ocidente – e mesmo aqui no Oriente – julgam impossível uma vitória não-violenta. Reconheço que podemos estar longe de alcançá-la; que talvez não se verifique durante a minha existência. Podem ser necessárias muitas gerações. Mas no fim o triunfo há de vir [...] Nenhum inimigo pode ser bastante forte ou bastante feroz para resistir ao fogo do amor [...] Na realidade, todos nós perdemos a vida na batalha universal da existência [...]”. Veja mais aqui


1984, GEORGE ORWELL – Quando li esse clássico da literatura mundial e das distopias, eu era ainda um adolescente cheio de ideias na cabeça. Ler 1984, escrito pelo jornalista e escritor inglês George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair – 1903-1950), deu-me um choque a ponto de ficar amedrontado com as perspectivas das sociedades totalitárias. É que à época a gente vivia na segunda metade dos anos 1970, em plena ditadura militar: totalitária e opressora. A ideia da vigilância absoluta e do controle do pensamento do Big Brother, num mundo tripartido e carregado pela verdade recontada diariamente pelo protagonista Winston Smith, ameaçava demais ao ponte dos maiores temores. No meio do cenário assombroso que vivíamos no Brasil, a obra atormentava as minhas ideias juvenis: o temor que o poder ditador alcançasse a vida privada: o Big Brother está de olho em você. E, por tabela, emendei logo leitura do “Um pouco de ar, por favor! (na sombra de 1984)”, a história de uma pessoa que vive à sombra da guerra, o alerta ligado pelas vinte e quatro horas do dia, vigilante de não pregar um olho sequer: a ditadura e a guerra fria. Estarrecedor. Todavia, essas obras me fizeram ter uma outra visão do poder e de como estamos sujeitos a tudo na vida: tudo por um triz. Releitura recomendada. Veja mais aqui

MAURREN MAGGI – A atleta de ouro e eterna musa Tataritaritatá, Maurren Maggi, comemora mais um aniversário de vida. Nossos parabéns e nossa homenagem aqui.


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