domingo, setembro 14, 2014

QUANDO A GENTE VAI À LUTA NÃO ADIANTA TRASTEJAR: OU VAI OU RACHA!


PENSAMENTO DO DIA – Quando a gente enfia o pé na jaca, não adianta judiar da mãe do guarda, nem do fiofó afolosado do prefeito. É só sair tropicando pra tirar o meladeiro e mandar ver como se nada tivesse acontecido.

HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO – Doro apareceu como sempre: candidato presidenciável sem partido, sem vergonha e sem ter onde cair morto. E foi logo dizendo: “Vote em Doro pela mudança!”. Oxe, aí eu perguntei: - Como é? Ele na lata respondeu: “Os caras tão falando tanto de mudança que num sei se eu tô fora do negóço ou se eles que enlouquecero”. Ué? Aí ele arremedou: “Será que desindoidei de vez ou os caras tão piradinhos de bigu na fumaça do braquearo que não me disseram que tá queimando, hem?”. Já vi a lorota. “Mudança? Pra mim a mudança tá só na cor da bosta que a fedentina entuia!”. Pra mim, os caras estão parafraseando Clarice Lispector: a mudança da mudança da mudança da mudança da mudança... ou, ainda, eles querem voltar antes da mudança da mudança da mudança e cair na ditadura dos milicos de 1964/85? É mudança demais pra meu juízo pouco. Claro, ora, que a coisa num tá lá que se diga que tá maior das lindezas, claro que não, ora ora! Longe de léguas de lonjura de chegar nem no chulé do que a gente deveria ter por básico. Valha-me esse negócio de horário eleitoral gratuito.

ÉTICA – “A ética pode ser definida como um estudo de padrões de conduta e de julgamento moral. É especialmente útil quando permite solucionar padrões ou julgamentos morais conflitantes. Não é algo assim tão simples quando decidir o que é certo ou errado. Dilemas éticos mais difíceis surgem quando dois princípios aparentemente corretos estão em conflito. Existem muitos exemplos desse tipo de conflito no mundo atual. O debate em prol da vida em contraposição ao direito de escolha (a opção de uma mulher por abortar o filho, por exemplo) é um conflito clássico entre dois valores – a vida e o direito de escolha. Existem várias outras situações. [...]”. Em vista disso, seja verdadeiro, proteja a privacidade, não crie comportamentos inadequados, não seja ofensivo, seja justo e equilibrado, evite estereótipos e proteja as crianças. E durma em paz (recolhido de Alan R. Andreasen, do livro Ética e marketing social: como conciliar os interesses do cliente, da empresa e da sociedade numa ação de marketing).

PASSADO, PRESENTE & FUTURO – “[...] O conhecimento histórico organiza a desordem e estabelece um significado ao que parece ser um caos, colocando o passado em perspectiva para explicar o presente. [...] o que fomos no passado pode mostrar o que somos no presente”. (Duane Schultz & Sidney Schultz, História da psicologia moderna).

NÃO DESISTA! – “Quando as coisas derem errado, como às vezes dão, quando sua estrada parecer uma subida sem perdão, quando as dívidas forem altas e os recursos a expirar, e você quiser sorrir, e só conseguir suspirar; quando a preocupação for a única coisa diante da sua vida – descanse, se precisar, mas não desista. A vida é caprichosa, vivem dizendo, conforme todos um dia acabam aprendendo, e muitos dos que lutam, acabam desistindo quando teria vencido se continuassem insistindo. Não desista, ainda que seu progresso pareça lento – você pode conseguir, com outra investida a contento. Muitas vezes o lutador deixa de perseverar quando a taça da vitória tão perto estava de conquistar, e acaba percebendo, já muito tarde, quando sobre a terra a lua lança sua luz prateada quão próximo ele estava da coroa dourada. O sucesso é o avesso do fracasso – continue lutando, ainda que o mais duro golpe possa vir – porque quando piores estão as coisas é que não se pode desistir”. E aconselho: leia Cândido e o Otimista de Voltaire, será um santo remédio. (recolhido de Charles M. Futrell, do livro Vendas: fundamentos e novas práticas de gestão).

O HOMEM DO MUNDO DESPEDAÇADO – Aos 23 anos de idade, um soldado russo, subtenente Zasetsky, levou um tiro no lado esquerdo da cabeça. O ferimento alterou seu comportamento de forma abrupta, conforme verificado no seu diário. Uma mudança experimentada por ele foi de visão fragmentada: “Desde que fui ferido, não pude mais ver um único objeto inteiro – nem uma única coisa. Mesmo agora, preciso usar minha imaginação para completar objetos, fenômenos ou qualquer coisa viva. Isto é, preciso representar sua imagem na mente e tentar lembrar-me deles como elementos completos – depois de poder observá-los, tocá-los ou obter alguma imagem deles”. Partes do corpo de Zasetsky aparecem distorcidas para ele: “Às vezes, quando estou sentado, subitamente sinto como se minha cabeça fosse do tamanho de uma mesa – exatamente desse tamanho -, enquanto minhas mãos, pés e tronco tornam-se bem pequenos. Quando fecho os olhos, sequer tenho certeza de onde está minha perna; por alguma razão, costumava pensar (e até sentir) que estava acima do ombro, e até mesmo acima da cabeça”. A percepção de espaço dele foi prejudicada de outra forma. Segundo ele: “Desde que fui ferido, às vezes tenho dificuldade para me sentar em uma cadeira ou em um sofá. Primeiro olho onde a cadeira está, mas, quando tento sentar, subitamente tenho de agarrar a cadeira porque sinto medo de cair no chão. Às vezes isso ocorre por que a cadeira está mais adiante do que eu imagino”. Talvez o mais triste de tudo é que as habilidades intelectuais dele ficaram profundamente prejudicadas: perdeu a capacidade de ler e escrever. Teve dificuldade de compreender o sentido de uma conversa ou de entender uma história simples. Outrora excelente estudante e pesquisador competente, não podia mais lidar com assuntos que lhe eram básicos: gramática, aritmética, geometria, física. Começando do zero, ele tentou desesperadamente reaprender. Procurou meios de compensar as capacidades intelectuais que perdera. Porém, nisso, jamais teve êxito, apesar dos diligentes esforços ao longo de mais de 25 anos. O caso dele frisa a importância do cérebro para o comportamento e a cognição (Registrado por Luria e recolhido de Linda Davidoff, Introdução à Psicologia).


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