terça-feira, fevereiro 03, 2015

TRAKL, ELVGREN, MENDELSSOHN, AUSTER, GERTRUDE STEIN, WOODY ALLEN, SARAH KANE & O BIG SHIT BÔBRAS!!!!!


BBB: A LÁSTIMA DA IMITAÇÃO DO PIOR DO RUIM– Claro que os equívocos da humanidade são lastimáveis, avalie. E que mais? Repetem-se. Ainda mais: e se acumulam século após século. E o que é pior: num efeito em cadeia da bôba-torreiro! Quer dizer: somos o equívoco do erro do engano. Putzgrila!!! Trocando em miúdos: imergimos pras mais profundas funduras da mediocridade. E sem direito a retorno, nem se aceitando devolução. Pois é. É aquela do falhou, lascou! E o defeito de fabricação contaminou geral. Estelionato impune, nem pra recall. Como se não bastasse o que acontece no BBB, se você quiser saber, deve ir agora mesmo pro Big Shit Bôbras: todas as horas de todos os dias e de todas as noites duma forma fidedigna de se esbaldar. Ligue o som e confira aqui.

Imagem: Pin Up – The Normal Rockwell of Cheesecake!, de Gil Elvgren

Ouvindo a suíte Sonho de uma noite de verão (1826), do compositor alemão Felix Mendelssohn (1809-1847), com a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (OFES), sob a regência do maestro adjunto Leonardo David e as solistas sopranos Maristela Araujo e Meire Norma, narração de Uriel Oliveira e participação especial do Coro Sinfônico da FAMES, sob a regência de Sanny Souza.

A POESIA DO SOL E DO NASCIMENTO – O poeta expressionista austríaco Georg Trakl (188701914) é autor de uma poesia bastante elogiada por Ludwig Wittgestein, Martin Heidegger e Klaus Schulze. Trata-se de uma obra que é marcadamente subjetiva e angustiada com a melancolia do desespero humano, priorizando o mundo interior. Dele destacamos O Sol: Todos os dias o sol amarelo aparece sobre a colina./ Bela é a floresta, o animal escuro, / O homem, caçador ou pastor. / Avermelhado, o peixe sobe no regato verde. / Sob o céu redondo / O pescador segue, silencioso, na canoa azul. / Lenta a uva amadurece , o grão, / Quando calmo o dia se inclina, / O mal e o bem estão preparados./ Quando anoitece, / O peregrino ergue suavemente as pálpebras pesadas; / do desfiladeiro sombrio o sol desponta. E também o seu belíssimo e festejado poema Nascimento: Montanhas: negridão, silêncio, neve. / Vermelha, a caça sai da floresta; / Oh! O musgoso olhar do animal. / O silêncio da mãe; debaixo dos abetos negros / Abrem-se as mãos adormecidas,  / Quando, decaída, a lua fria aparece. / Oh! O nascimento do Homem. Nocturna, a água azul  / Rumoreja no fundo do rochedo. / Suspirando, o anjo caído observa o seu rosto. / Uma palidez acorda no quarto embotado. / Duas luas / Iluminam os olhos da velha empedernida. / Ó aflição! O grito do parto. Com asas negras / As têmporas do menino tocam a noite, / Neve que cai suavemente da nuvem purpúrea. Veja mais aqui.

CIDADE DE VIDRO DA TRILOGIA DE NOVA YORK – O escritor e cineasta estadunidense Paul Auster é autor é diversos livros, entre eles A trilogia de Nova York (Planeta De Agostini, 2003), que utiliza o método de caixa chinesa sucedendo histórias no interior umas das outras. Desse romance destacamos Cidade de Vidro (fragmento): “[...] A questão é a história em si, e não cabe à história dizer se ela significa ou não alguma coisa. [...] simplesmente deixando-se levar por suas pernas. Nova York era um espaço inesgotável, um labirinto de caminhos intermináveis, e por mais longe que ele andasse, por melhor que conhecesse seus bairros e ruas, a cidade sempre o deixava com a sensação de estar perdido. Perdido não apenas da cidade, mas também dentro de si mesmo. Toda vez que saía para dar uma volta, tinha a sensação de que estava deixando a si mesmo para trás e, ao se entregar ao movimento das ruas, ao reduzir-se a um olhar observador, ele se descobria apto a fugir da obrigação de pensar, e isso, mais do que qualquer outra coisa, lhe trazia uma certa paz, um saudável vazio interior. O mundo estava fora dele, em volta, à frente. E a velocidade com que o mundo se modificava sem parar tornava impossível para Quinn deter-se em qualquer coisa por muito tempo. O movimento era a chave da questão, o ato de colocar um pé diante do outro e se abandonar ao fluxo do próprio corpo. Ao caminhar sem rumo, todos os lugares se tornavam iguais e já não importava mais onde estava. Em suas melhores caminhadas, chegava a sentir que não estava em parte alguma. E isso, afinal, era tudo o que sempre pedia das coisas: não estar em lugar nenhum. Nova York era o lugar nenhum que ele havia construído em torno de si mesmo, e Quinn se deu conta de que não tinha a menor intenção de um dia deixá-la outra vez [...]”. Veja mais aqui.

A ÂNSIA NO TEATRO – A dramaturga inglesa Sarah Kane (1971-1999) é autora de diversas peças teatrais, entre elas Ânsia que se caracteriza pela profundidade psicológica dos personagens e pelas imagens agressivas e chocantes. Desta peça destacamos a passagem: “[...] E quero brincar de esconde-esconde e dar minhas roupas para você e dizer que eu gosto dos seus sapatos e sentar nos degraus enquanto você toma banho e massagear seu pescoço e beijar seus pés e segurar a sua mão e sair para jantar e não me importar quando você comer minha comida e encontrar você no Rudy e falar sobre o dia e digitar suas cartas e carregar suas caixas e rir da sua paranoia e te dar fitas que você não vai ouvir e assistir a belos filmes e assistir a filmes horríveis e reclamar do rádio e tirar fotos de você quando você estiver dormindo e levantar para te levar o café e pãezinhos e geleia e ir ao Florent e tomar café à meia-noite e deixar você roubar meus cigarros e nunca achar os fósforos e contar pra você sobre o programa de TV que eu vi na noite passada e te levar ao oculista e não rir das suas piadas e querer você de manhã mas deixar você dormir mais um pouco e beijar suas costas e acariciar sua pele e dizer quanto eu amo seu cabelo seus olhos seus lábios seu pescoço seus peitos sua bunda sua... e sentar nos degraus e fumar até seu vizinho chegar em casa e sentar nos degraus e fumar até você chegar em casa e me preocupar quando você estiver atrasada e me surpreender quando você chegar mais cedo e te dar girassóis e ir à sua festa e dançar até não poder mais e me desculpar quando eu estiver errado e ficar feliz quando você me perdoar e olhar suas fotos e querer ter te conhecido desde que você nasceu e ouvir sua voz no meu ouvido e sentir sua pele na minha pele e ficar assustado quando você estiver zangada e um de seus olhos ficar vermelho e o outro azul e seu cabelo cair para a esquerda e seu rosto parecer oriental e dizer para você que você é linda e te abraçar quando você estiver ansiosa e segurar você quando você se machucar e querer você toda vez que eu te cheirar e te ofender quando te tocar e choramingar quando estiver do seu lado e choramingar quando não estiver e babar nos seus seios e cobrir você de noite e sentir frio quando você tirar meu cobertor e calor quando você não tirar e me derreter quando você sorrir e me acabar por completo quando você gargalhar e não entender por que você acha que estou te rejeitando quando eu não estou te rejeitando e pensar como você pôde achar que alguma vez te rejeitei e pensar em quem você é e te aceitar de qualquer jeito e te falar sobre o garoto da floresta encantada que atravessou o oceano porque te amava e escrever poemas para você e pensar por que você não acredita em mim e sentir tão profundamente que eu não ache palavras pra expressar esse sentimento e querer te comprar um gatinho do qual eu teria ciúmes porque ele teria mais atenção do que eu e deixar você ficar na cama quando você tiver que ir e chorar como um bebê quando você finalmente for e me livrar das pontas e te comprar presentes que você não queira e levá-los de volta e pedir para você casar comigo e ouvir você dizer não mais uma vez mas continuar pedindo porque apesar de você achar que eu não estava falando sério eu sempre falei sério desde a primeira vez que te pedi em casamento e vagar pela cidade achando que ela está vazia sem você e querer o que você quer e achar que estou me perdendo mas saber que estou seguro quando estou com você e te contar o que eu tenho de pior e tentar te dar o que eu tenho de melhor porque você não merece nada menos do que isso e responder suas perguntas quando eu preferir não responder e dizer a você a verdade mesmo quando eu realmente não queira e tentar ser honesto porque eu sei que você prefere assim e achar que está tudo acabado mas agüentar por mais dez minutos antes de você me jogar fora de sua vida e esquecer quem eu sou e tentar ficar mais próximo de você porque é lindo aprender a te conhecer e vale a pena o esforço e falar mal alemão com você e falar hebraico pior ainda e fazer amor com você às três da manhã e de alguma forma de alguma forma de alguma forma expressar um pouco deste esmagador embaraçoso interminável excessivo insuportável incondicional envolvente enriquecedor-de-coração ampliador-de-mente progressivo infindável amor que eu sinto por você”. Veja mais aqui.


MEIA NOITE EM PARIS - A escritora e feminista estadunidense Gertrude Stein (1874-1946) é autora do livro Autobiografia de Alice B. Toklas, que se tornou a obra fundamental para a vanguarda das três primeiras décadas do século XX, identificada como precioso documento sobre as origens da arte moderna e de seus criadores. A obra é narrada por Alice, companheira da própria autora, reunindo jovens que se tornaram os maiores nomes das artes, a exemplo de Picasso, Joyce, Nijinski, Matisse, Hemingway, Cocteau, Pound, Apollinaire, Eliot e Fitzgerald, todos os que privavaram de convivência com a escritora. Tudo isso serviu de base para o desenvolvimento do filme Midnight Paris (Meia-Noite em Paris, 2011), uma comedia romântica e de fantasia, escrita e dirigida por Woody Allen, estrelado por Owen Wilson, Marion Cotillard e Rachel McAdams, e que foi o vencedor do Oscar de melhor roteiro original do próprio Woody Allen. 


ADRIANA DA MEIA-NOITE DE PARIS – Nada mais justo, então, que incluir na nossa campanha todo dia é dia da mulher, o papel desempenhado pela atriz Marion Cotillard na personagem Adriana do filme do Woody Allen, Midnight Paris (Meia-Noite em Paris, 2011). Veja mais aqui.

Veja mais sobre:
A mulher suméria aqui.

E mais:
Na Avenida Jatiúca, Maceió, Gilles Lipovetsky, Slavoj Žižek, Moema & Victor Meirelles, Quinteto Armorial, Michael Winterbottom, Anna Louise Friel, Felicien Rops & Juareiz Correya aqui.
Num brinca: a TPM de Vera, Stanley Lau, Johann Moritz Rugendas & Gladston Barroso aqui.
Neuroeducação aqui.
Paulo Freire: Pedagogia do Oprimido & da Autonomia aqui.
Psicopatologia, Vontade, Psicomotricidade & Direito Autoral aqui.
Erich Fromm & A dialética do concreto de Karel Kosik aqui.
Os amores de Edneimar, a viúva negra, Iara Rennó, Edward Yang & Elaine Jin, Norman Lindsay & Tudo quanto pode o sonho pode o amor provar aqui.
Se essa rua fosse minha, Adélia Prado, Chiquinha Gonzaga & Clara Sverner, Luciah Lopez & Quem sabe a vida o amor que nos faz vivo aqui.
Quem vê cara, não vê coração, Fany Solter, Valmir Singh, Jack Mitchell, Fabien Clesse & Entre tombos e topadas a gente leva a vida aqui.
Erotismo & pornografia: o tamanho da hipocrisia, Ferreira Gullar, Thomas Carlyle, Nadir Afonso, Maria Gadú, Edmund Joseph Sullivan & A alegria imensa para um, dois ou mais, todos aqui.
A ansiedade, a depressão & a medicalização, José Cândido de Carvalho, Maria Clodes Jaguaribe, Shirley Paes Leme, Aldemir Martins & Na festa das vitrines tudo é do umbigo & o bolso furado no âmago aqui.
Martin Buber, Pier Paolo Pasolin1, Abelardo & Heloísa, Julio Verne & Rick Wakeman, Gustave Courbert, Vangelis & Arriete Vilela aqui.
Lasciva da Ginofagia aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
História da mulher: da antiguidade ao século XXI aqui.
Palestras: Psicologia, Direito & Educação aqui.
A croniqueta de antemão aqui.
Fecamepa aqui e aqui.
Livros Infantis do Nitolino aqui.
&
Agenda de Eventos aqui.


CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Veja Fanpage aqui & mais aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.

Veja os vídeos aqui & mais aqui e aqui


ESPINOZA, AHMADOU KOUROUMA, TOULOUSE-LAUTREC, PSICANÁLISE & DIREITO, GERUSA LEAL, CLARA REDIG, OVÍDIO POLI JÚNIOR & LAJEDO

COMO QUEM ESPERA E JÁ FOI – Imagem: The Hangover , do pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901). - Como quem espera tal pedra...