quarta-feira, abril 01, 2015

MASLOW, NAURO, LUZ DEL FUEGO, RACHMANINOFF, LEETEG, A PESCA DAS MULHERES & EDUCAÇÃO INFANTIL.


EDUCAÇÃO INFANTIL – Desde quando tive o primeiro contato com a criançada para uma manifestação artística, que tenho dedicado o meu trabalho nesses últimos trinta anos ao teatro, música e literatura infantis, e, ao mesmo tempo, me concentrado na pesquisa da Educação, tanto a Educação Infantil, como o Ensino Fundamental. O objetivo dos estudos voltados para a área de Educação é o de buscar a contribuição da arte na aprendizagem, desenvolvimento e formação da criança e do adolescente. Nesse sentido, o blog Brincarte do Nitolino tem dedicado especial atenção a esta temática. ATENÇÃO: Um recadinho pras crianças de todas as idades: Hoje é dia de reprise do programa Brincarte do Nitolino, nos horários das 10hs e das 15hs. Para conferir online é só clicar aqui ou aqui.

Imagem: Nude blonde woman, do pintor estadunidense Edgar Leeteg (1904-1953)

Ouvindo a ópera Francesca da Rimini, op. 25 (1905), do compositor, pianista e maestro russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943), com Chor and Orchesta of The Bolshoi Theatre, Moscowm Mark Ermler, 1975. Ópera baseada no quinto canto da primeira parte de A Divina Comédia – poema épico parte do Segundo Círculo do Inferno, do poeta italiano Dante Alighieri (1265-1321). Veja mais aqui.

A PESCA DAS MULHERES – Imagem de J. Lanzelotti (In: Estórias e lendas dos índios, Humberto Galdus (Org.) - Edigraf, s/d) - No livro Os Bororos Orientais (Companhia Editora Nacional, 1942), de Antonio Colbacchini & César Albisetti, encontrei a narrativa A pesca das mulheres: Por muitos dias a fio os homens foram pescar sem resultado nenhum e à tarde voltavam de mãos vazias à aldeia. Vinham tristes não só pela má figura que tinham feito como também pela desagradável recepção que lhes faziam as mulheres. Elas chegaram ao ponto de desafiar os homens para vem quem pescava mais. Certa manhã todas juntas foram ao rio onde, com altos gritos, chamaram as lontras. As lontras atenderam logo e, conhecido o desejo das mulheres, mergulharam na água e pescaram abundantemente. Então as mulheres voltaram à aldeia sobrecarregadas, entre admiração e a vergonha dos homens, que no dia seguinte pensaram em tirar desforra. Mas não pescaram coisa nenhuma e regressaram de mãos abanando, entre o escarnio das mulheres as quais, no dia seguinte, com o auxilio das lontras, realizaram nova e abundantíssima pescaria. A coisa era de fato extraordinária e os homens começaram a recear alguma cilada. E o quituiréu, que é uma ave, tomou a si o encargo de esclarecer o mistério. Ele, com toda cautela, seguiu as mulheres na pesca e viu o que acontecia. Feita a descoberta, voltou à aldeia, reuniu os homens e, juntos estabeleceram o que era preciso fazer: cada um devia preparar uma corda com visgo, e ficar pronto para o dia seguinte. À volta das mulheres, mantiveram-se mudos e indiferentes, a tal ponto que elas se queixavam dessa inesperada atitude. Na manhã seguinte, os homens foram pescar. Levando a corda com visgo, chegaram ao rio e, industriados pelo quituiréu, chamaram as lontras que, como de costume, saíram da água pensando que fossem as pescadoras de sempre. Mas, quando chegaram bem perto, os homens lhes atiraram a corda ao pescoço e estrangularam-nas. Uma apenas conseguiu fugir. Tendo saído tão bem a empresa, os homens voltaram satisfeitos à aldeia, combinando entre si nada contar às mulheres. Estas, mais uma vez, vaiaram os homens enquanto eles, no fundo do seu coração, riam a bom rir. No dia seguinte, as mulheres foram pescar, mas voltaram do rio com os cestos quase vazios. Cheias de raiva por terem os homens descoberto a sua esperteza, urdiram logo uma vingança. Prepararam uma bebida com certa fruta chamada pequi, mas sem lhe tirar os numerosíssimos e pequeninos espinhos que, debaixo da carne, rodeiam a semente. Os homens beberam, mas sufocados por causa dos espinhos que se fincaram na garganta, começaram a fazer ú ú ú ú, para libertar-se dos mesmos. E ficaram transformados em porcos, que também fazem ú ú ú ú... Veja mais aqui.

INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA DO SER – O livro Introdução à psicologia do ser (Eldorado, 1962), do médico e psicólogo estadunidense Abraham Maslow (1908-1970), aborda temas como a jurisdição mais ampla para a psicologia, a psicologia da saúde, o existencialismo, crescimento e motivação, necessidade de saber e o medo do conhecimento, crescimento e cognição, cognição do ser em experiências culminantes e como agudas experiências de identidade, alguns perigos da cognição do ser, resistência à rubricação do ser, criatividade nas pessoas individuacionantes, dados psicológicos e valores humanos, crescimento e saúde, saúde como transcendência do ambiente, tarefas para o futuro, proposições básicas para uma psicologia do crescimento e da individuação, psicologia social normativa, entre outros assuntos. Da obra destaco: Está surgindo agora no horizonte uma nova concepção de doença humana e de saúde humana, uma Psicologia que acho tão emocionante e tão cheia de maravilhosas possibilidades que cedi à tentação de apresentá-la publicamente, mesmo antes de ser verificada e confirmada, e antes de poder ser denominada conhecimento científico idôneo. Os pressupostos básicos desse ponto de vista são: 1. Cada um de nós tem uma natureza interna essencial, biologicamente alicerçada, a qual é, em certa medida, “natural”, intrínseca, dada e, num certo sentido limitado, invariável ou, pelo menos, invariante. 2. A natureza interna de cada pessoa é, em parte, singularmente sua e, em parte, universal na espécie. 3. É possível estudar cientificamente essa natureza interna e descobrir a sua constituição (não inventar, mas descobrir). 4. Essa natureza interna, até onde nos é dado saber hoje, parece não ser intrinsecamente, ou primordialmente, ou necessariamente, má. As necessidades básicas (de vida, de segurança, de filiação e de afeição, de respeito e de dignidade pessoal, e de individuação ou autonomia), as  emoções humanas básicas e as capacidades humanas básicas são, ao que parece, neutras, pré-morais ou positivamente “boas”. A destrutividade, o sadismo, a crueldade, a premeditação malévola etc. parecem não ser intrínsecos, mas, antes, constituiriam reações violentas contra a frustração das nossas necessidades, emoções e capacidades intrínsecas. A cólera, em si mesma, não é má, nem o medo, a indolência ou até a ignorância. É claro, podem levar (e levam) a um comportamento maligno, mas não forçosamente. Esse resultado não é intrinsecamente necessário. A natureza humana está muito longe de ser tão má quanto se pensava. De fato, pode-se dizer que as possibilidades da natureza humana têm sido, habitualmente, depreciadas. 5. Como essa natureza humana é boa ou neutra, e não má, é preferível expressá-la e encorajá-la, em vez de a suprimir. Se lhe permitirmos que guie a nossa vida, cresceremos sadios, fecundos e felizes. 6. Se esse núcleo essencial da pessoa for negado ou suprimido, ela adoece, por vezes de maneira óbvia, outras vezes de uma forma sutil, às vezes imediatamente, algumas vezes mais tarde. 7. Essa natureza interna não é forte, preponderante e inconfundível, como os instintos dos animais. É frágil, delicada, sutil e facilmente vencida pelo hábito, a pressão cultural e as atitudes errôneas em relação a ela. 8. Ainda que frágil, raramente desaparece na pessoa normal — talvez nem desapareça na pessoa doente. Ainda que negada, persiste subjacente e para sempre, pressionando no sentido da individuação. 9. Seja como for, essas conclusões devem ser todas articuladas com a necessidade de disciplina, privação, frustração, dor e tragédia. Na medida em que essas experiências revelam, estimulam e satisfazem à nossa natureza interna, elas são experiências desejáveis. Está cada vez mais claro que essas experiências têm algo a ver com um sentido de realização e de robustez do ego; e, portanto, com o sentido de salutar amor-próprio e autoconfiança. A pessoa que não conquistou, não resistiu e não superou continua duvidando de que possa consegui-lo. Isso é certo não só a respeito dos perigos externos; também é válido para a capacidade de controlar e de protelar os próprios impulsos e, portanto, para não ter medo deles. Assinale-se que, se a verdade desses pressupostos for demonstrada, eles prometem uma ética científica, um sistema natural de valores, uma corte de apelação suprema para a determinação do bem e do mal, do certo e errado [...]. Veja mais aqui.

DA UBIQUIDADE OBCESSIONAL – No livro O exercício do caos (1961 – Antologia Poética – Imago, 1998), do poeta maranhense Nauro Machado, encontro o poema Ubiquidade Obcessional: Morre um pouco de mim no meu inicio ambíguo / a mente circunscreve o mundo à minha forma, / a fonte à minha boca, teu sonho, Jocasta, / a terra estiolada, e teu sangue materno. / No entanto as bestas mesmas soem ser felizes / pois, quando – não pensadas – as carnes se empenham. / E o ter-me em outros! Falta-me, em mim, minha vida / embora em sua excedência, morro na escassez. / Tudo que vive sem mim minha essência ambígua / consubstancia, embora seja só e inconsútil. Veja mais aqui.



LUZ DEL FUEGOLuz del Fuego é o nome artístico adotado pela bailarina, vedete, naturista e feminista brasileira Dora Vivacqua (1917-1967) que criou a Ilha do Sol, em 1954, a primeira área naturista do país e o Clube Naturista Brasileiro, na ilha de Tapuama de Dentro, na Baía de Guanabara (RJ). Ela foi assassinada em 1967, juntamente com seu caseiro, amarrados e seus corpos jogados no fundo do mar. Sua história foi adaptada para o cinema em 1982, pelo diretor David Neves e estrelado pela atriz Lucélia Santos. Veja mais aqui.



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A terra & o porvir da humanidade, Fecamepa, a pintura de Paul Gauguin, a música de Nivaldo Ornelas & a literatura de Adelino Magalhães aqui.

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A literatura de Clarice Lispector, o pensamento de Emil Cioran & Hilton Japiassu, Darcy Ribeiro & Fecamepa aqui.
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Cantarau, a poesia de Thiago de Mello & Paul Verlaine, Hannah Arendt, Melanie Klein, o teatro de José Celso Martinez Corrêa, a pintura de Francisco de Goya & Vincent Van Gogh, a música de Tracy Chapman, o cinema de Warren Beatty, a arte de Méry Laurent & Paulo Cesar Barros aqui.
Nênia de Abril, Os filhos do barro de Octavio Paz, Jorge Tufic & Rogel Samuel, o Cogito de René Descartes, a música de Joseph Haydn, o cinema de Nagisa Oshima, a pintura de William Morris Hunt & Programa Tataritaritatá aqui.
Do amor e da vida, a História da Sexualidade de Michel Foucault, a educação sexual de Isaura Guimarães, a pintura de Di Cavalcanti & Daphne Todd, a música de Giacomo Meyerbeer, a poesia de Antônio Cícero, Nascente & a entrevista de Marina Lima aqui.
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Pelo jeito, o doro agora vai, a literatura de Antônio Alcântara Machado, a poesia de Eugénio de Andrade, a biopsicologia de John P. J. Pinel, a música de Mary Jane Lamond, a fotografia de Harry Fayt & a pintura de Ana Maia Nobre aqui.
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