sábado, julho 18, 2015

KUHN, YEVTUSHENKO, LEILAH, ROHMER, CORBIÈRE, DEBUSSY, RIGAUD, PIAU, POLIDORO & QUASE MEIO DIA!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? QUASE MEIO DIA – É sexta feira. Quase meio dia na praça centenária e a criança a dormir sem vida à sombra da estátua, entre o lixo e o descaso, o sono e a fome. É quase meio dia, mas tanto faz, tanto fez, sábado ou sei lá, podia ser meia noite, ou qualquer coisa. Não há sonhos, só comer as horas esfomeadas. É julho e o frio toma conta insone no inverno. Só dá pra pregar o olho ao raiar do sol quando aquece a pele enrilhada, afagando o seu desvalor. Ontem quando desperto, nenhum sonho ou pensamento além do trocado no semáforo para comida qualquer dos restos nas lixeiras dos bares ou das casas de caras fechadas. Tanto faz, tanto fez, hoje, ontem, amanhã, anteontem, é quase meio dia. Tem é de relutar sem escolhas e encurralado na paisagem das sombras invisíveis, superpostas e efervescentes, entre os automóveis velozes, transeuntes avexados, as cores da ruína extremamente cruel, tudo desbotado no meio dos monturos, algaravias, privações, sirenes, alarmes, embaixo da ponte, ou das marquises, sem saber de nada, saber pra quê? Não há acordo ao encalço de nada: só matar a fome. Dito ou não dito, dizer ou desdizer, tanto faz; nada faz sentido, tudo é porque é no seu embotamento. É tudo descorado no repertório de gestos. A casa é a rua, o abrigo é o dia, tanto faz, tanto fez. É quase meio dia de ontem e logo adiante nem é amanhã, é o ronco da mãe no cobertor esfarrapado de folhas de jornais e papelões, ao lado da cadela prenha enganchada no gradeado da loja abandonada. É como anteontem, não há afeto em sua pouquidade, tudo já é demais da conta e nem se distingue manhã, tarde ou noite. Tudo é madrugada de sol pleno e o que importa é vencer a fome, salvar-se da morte, o resto Deus dá. Destá. É quase meio dia e a vida é matar a fome. (Quase meio dia, Luiz Alberto Machado). Veja mais aqui.

Imagem: La Menasseuse (1709), do pintor francês Hyacinthe Rigaud (1659– 1743). Veja mais aqui.

Curtindo Mélodies de Jeunesse: Aparição, Romance, Les paillons, Calmes sans le demi-jour, Regret (Ingênua, 2002), do inovador músico e compositor francês Claude Debussy (1852-1918), com a soprano francesa Sandrine Piau & e o pianista Jos van Immerseel. Veja mais aqui.

A ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS – O livro A estrutura das revoluções científicas (Perspectiva, 1998), do filósofo e físico estadunidense Thomas Samuel Kuhn (1922-1996), aborda temas como o papel da história, a natureza da ciência normal, resolução de quebra-cabeças, prioridade dos paradigmas, anomalia e a emergência das descobertas científicas, as crises e a emergência da natureza, necessidade das revoluções científicas, as revoluções como mudanças de concepção de mundo, a invisibilidade e a resolução das revoluções, os paradigmas e a estrutura da comunidade e a constelação dos compromissos de grupo, exemplos compartilhados, conhecimento tácito e intuição, exemplares e incomensurabilidade, revoluções e relativismo, entre outros assuntos. Da obra destaco o trecho: Se a História fosse vista como um repositório para algo mais do que anedotas ou cronologias, poderia produzir uma transformação decisiva na imagem de ciência que atualmente nos domina. Mesmo os próprios cientistas têm haurido essa imagem principalmente no estudo das realizações científicas acabadas, tal como estão registradas nos clássicos e, mais recentemente, nos manuais que cada nova geração utiliza para aprender seu ofício. Contudo, o objetivo de tais livros é inevitavelmente persuasivo e pedagógico; um conceito de ciência deles haurido terá tantas probabilidades de assemelhar-se ao empreendimento que os produziu como a imagem de uma cultura nacional obtida através de um folheto turístico ou um manual de línguas. Este ensaio tenta mostrar que esses livros nos têm enganado em aspectos fundamentais. Seu objetivo é esboçar um conceito de ciência bastante diverso que pode emergir dos registros históricos da própria atividade de pesquisa. Contudo, mesmo se partirmos da História, esse novo conceito não surgirá se continuarmos a procurar e perscrutar os dados históricos sobretudo para responder a questões postas pelo estereótipo a-histórico extraído dos textos científicos. Por exemplo, esses textos frequentemente parecem implicar que o conteúdo da ciência é exemplificado de maneira ímpar pelas observações, leis e teorias descritas em suas páginas. Com quase igual regularidade, os mesmos livros têm sido interpretados como se afirmassem que os métodos científicos são simplesmente aqueles ilustrados pelas técnicas de manipulação empregadas na coleta de dados de manuais, juntamente com as operações lógicas utilizadas ao relacionar esses dados às generalizações teóricas desses manuais. O resultado tem sido um conceito de ciência com implicações profundas no que diz respeito à sua natureza e desenvolvimento. Se a ciência é a reunião de fatos, teorias e métodos reunidos nos textos atuais, então os cientistas são homens que, com ou sem sucesso, empenharam-se em contribuir com um ou outro elemento para essa constelação específica. O desenvolvimento torna-se o processo gradativo através do qual esses itens foram adicionados, isoladamente ou em combinação, ao estoque sempre crescente que constitui o conhecimento e a técnica científicos. E a História da Ciência torna-se a disciplina que registra tanto esses aumentos sucessivos como os obstáculos que inibiram sua acumulação. Preocupado com o desenvolvimento científico, o historiador parece então ter duas tarefas principais. De um lado deve determinar quando e por quem cada fato, teoria ou lei científica contemporânea foi descoberta ou inventada. De outro lado, deve descrever e explicar os amontoados de erros, mitos e superstições que inibiram a acumulação mais rápida dos elementos constituintes do moderno texto científico. Muita pesquisa foi dirigida para esses fins e alguma ainda é. Veja mais aqui e aqui.

NÃO MORRA ANTES DE MORRER – O romance Não morra antes de morrer (Don’t Die before you’re Dead – Record, 1999), do escritor e ativista político russo Yevgeny Yevtushenko, na tradução de Gabriel Zide Neto, traz uma narrativa lírica sobre três dias da trama de um golpe de Estado em 1991, quando um ato coletivo se torna uma verdadeira barricada humana em defesa da democracia e do nascimento de uma nova nação, misturando lembranças políticas, fantasmas da ex-União Soviética, do comunismo para a democracia, da bandeira vermelha para a tricolor russa, a alma do povo carente da maturidade autossuficiente, a guerra no Afeganistão, as máfias, as delações, a KGB, a repressão, angústias e medos, amor universal e irrestrito pela humanidade, a visão do mundo em ebulição. Trata-se de um épico poético que mistura autobiografia daquele que foi a voz solitária contra o stalinismo e que recusou a condecoração da Ordem da Amizade entre os povos por causa da sangrenta invasão na Chechênia, com histórias de amor e suspense político que fazem da obra um documento histórico que se torna um retrato fiel da Rússia moderna. Veja mais aqui e aqui.

OS AMORES AMARELOS – O livro Os amores amarelos (Iluminuras, 1996), é a única obra do poeta francês Tristan Corbière (Édouard-Joachim Corbière - 1845-1875), tradução de Marcos Antônio Siscar, um poeta desconhecido até Paul Verlaine incluí-lo no ensaio Os poetas malditos (Les Poètes maudits, 1883), transformando-o em um dos mestres reconhecidos do Simbolismo e precursor do Surrealismo, influenciando Ezra Pound que o destaca no seu livro ABC da Literatura. Da obra destaco Paisagem má: Praias de velhos ossos – a onda / Dobra: som a som ela estertora ... / Paul pálido, onde a lua ronda / Buscando vermes, noite afora / - Calma de peste, onde a febre, / Como um duende danado, arde... / - Erva fétida, onde a lebre / Foge, feito um bruxo covarde... / - A Lavadeira branca lida / Na roupa dos mortos encardida, / Ao sol dos lobos ... – E singelo, / O sapo, cantor melancólico, / Envenena com sua cólica, / A própria casa, o cogumelo. Também o Aventura Galante e Fortuna: Eu faço o ponto, quando belo vai o dia, / Para a passante que, com satisfação, / À ponta da sombrinha me fisgaria / O piscar da pupila, a pele do coração. / E acho que estou feliz- um pouco- é a vida: / O mendigo distrai a fome na bebida... / Um belo dia- triste ofício! - eu assim,- / Ofício!...- velejava. Ela passou por mim. / - Ela quem? - A Passante! E a sombrinha também! / Lacaio de carrasco, toquei-a...-porém, / Contendo um sorriso, Ela espiou meus botões / E... estendeu a mão, e... me deu uns tostões. Por fim, Infante em seu lençol: O prazer te foi duro, mais fácil é o mal / Deixa-o vir à luz do dia. / À musa funesta já não se faz madrigal; / Vais e o anjo fica — à revelia — / Teu lenço conhece o pus, e teu lençol o fel; / Canta, mas deixa essa mania / De sair à rua estendendo teu chapéu, / Por vinténs de amor ou ironia. / Agora dorme: eis o sono que liberta; / Com tua agonia a Morte brinca esperta, / Como o gato magro e o rato; / Sorrateira, a pata te lança ou te deita. / E o velho paroxismo ainda te deleita: / Torce a boca, escuma... e seja grato. Veja mais aqui e aqui.

A CONSCIÊNCIA DA MULHER – O livro A Consciência da Mulher (Imprensa Oficial, 2007), traz uma reunião de textos da dramaturga e pedagoga brasileira Leilah Assumpção, entre os quais destaco o Capítulo VI - A manequim no teatro: Aqui em São Paulo, fiz cursos de desenho, publicidade e moda, tanto que meu primeiro emprego foi de desenhista de moda de Madame Boriska. Fiquei um mês, era exaustivo, ela não me deixava ficar um minuto sem desenhar, mas, em compensação, foi com meu primeiro salário da Boriska que comprei uma máquina Remington de datilografia e escrevi nela, em uma noite, Fala Baixo Senão Eu Grito. Fiz também cursos de teatro com a Renata Pallottini, o Miroel Silveira e o Eugênio Kusnet – método Stanislavski – e fui então trabalhar como atriz, uma quase figuração, em Vereda da Salvação, do Jorge Andrade, com direção do Antunes Filho. Atuei também na Ópera dos Três Vinténs, do Bertold Brecht, como a prostituta do bordel, então já com algumas falas – eu ainda era virgem nessa época, como no meu tempo inteiro de manequim, e a Ruth Escobar defendia com unhas e dentes a minha virgindade, ela conta isso até em livro. Gostei da experiência de atriz, mas foi o suficiente para eu ver que meu talento era mediano e eu queria fazer alguma coisa mais que mediano. Se uma segurança eu sempre tive, foi a da minha criatividade, e desde criança. [...] Também no Capítulo VII - Fala Baixo: a obra-prima: Um belo dia, esqueci tudo que tinha lido e estudado sobre carpintaria e escrevi Fala Baixo Senão Eu Grito, que quase não tem carpintaria e é um texto todo emocional, a história de uma solteirona que está no seu quarto de pensionato, de madrugada, quando entra um ladrão. Esse homem acaba não com suas joias, mas com todos os seus sonhos e ilusões. A Maria Gurtovenco, do pensionato, foi quem inspirou a Mariazinha Mendonça de Moraes, uma mulher boa, virgem, romântica. Baseei-me também em três amigas minhas virgens, solteironas mesmo, que mal saíam do quarto, não tinham namorados. A peça me veio quando eu perguntei a uma delas: Você sente orgasmo? E ela respondeu: Não. Eu insisti: Nem sozinha? E ela: Eu tento, mas não consigo. [...] Por fim, o Capítulo XI - Enfrentando o machismo: Minha peça Jorginho, o Machão trata dos conflitos profissionais e amorosos de um jovem moderno que não sabe se quer ser arquiteto ou pintor, e se deseja a seu lado a mulher conservadora ou a liberal. Foi montada em 1971, com sucesso, mesmo que nessa época as palavras machão e machista não fossem usadas, eram consideradas quase que palavrões. O jornal O Estado de S. Paulo proibiu o uso da palavra machão, substituía pelo termo sistema patriarcal. Jorginho era um homem frustrado, quase um bebê que não sabia o que queria – por incrível que pareça, um homem de hoje, tanto que acredito que não mexeria em nada do texto. A peça foi feita pelo Pedro Paulo Rangel na montagem paulista, com a Nonóca Bruno, o Cláudio Corrêa e Castro, a Maria Isabel de Lizandra como a namorada moderninha que encarna a liberação sexual e a Suely Franco como a namorada do interior. No Rio de Janeiro, com o Gracindo Jr., a Maria Gládys e a Marieta Severo fazendo a namorada antiquada. Jorginho era a semente do homem de hoje. [...] Veja mais aqui e aqui.

MA NUIT CHEZ MAUD – A comédia romântica Ma nuit chez Maud (Minha noite com ela, 1969), do cineasta, crítico de arte, roteirista e professor francês Eric Rohmer (1920-2010), conta a história de um fervoroso católico que encontrou a sua parceira ideal na celebração de uma missa, tornando-se sua namorada, desenrolando-se numa trama de alto nível, razão pela qual o diretor tornou-se uma das figuras mais importantes da nouvelle vague, além de se tornar editor de um influente jornal francês Cahiers du cinéma. O filme inteiro já é um destaque pela grandiosidade da obra, chamando, além disso, apenas atenção para a atuação da exuberante atriz argelina Françoise Fabian como a protagonista da história, bem como para a então belíssima atriz hoje setentona Marie-Christine Barrault. Veja mais aqui e aqui.

IMAGEM DO DIA
Capas e fotos da publicação New Erotic Photography, do editor e historiador-Dian Hanson & do fotógrafo Eric Kroll.

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Eita! Vou por ali no que vem e que vai, Viajante numa noite de inverno de Ítalo Calvino, Os tempos da Praieira de Costa Porto, O efêmero de Louise Glück, Neurofilosofia & Neurociência Cognitiva, a música de Edson Zampronha, a arte de Laszlo Moholy-Nagy & Anke Catesby, Mike Edwards & Betina Muller aqui.

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