quarta-feira, julho 01, 2015

LEIBNIZ, ANTÔNIO CÂNDIDO, LOPE DE VEGA, EMMA GOLDMAN, MACKELLAR, KOZORIZ, ALCEU & SAMICO.

 VAMOS APRUMAR A CONVERSA? DEVAGAR E SEMPRE! (Imagem: The Letter, da artista plástica Nina Kozoriz) - Sempre fui muito avexado, tanto que parecia mais que eu tinha um cotoco de não parar quieto. Era mesmo inheto e para quem já viu bem de perto cipó de boi zunindo no toitiço, eu era o que se convencionava chamar de os pés da doida – o nome popular do que hoje, com certeza, diagnosticam de TDAH. Galhos de urtiga? Da muita. A-há, era cada lamborada de esquentar o esqueleto. E não me emendava, sempre reincidente a maluvido: o casmurro das trelas. Tanto que fui criado na base de meizinhas e xarope brabo. Assim fui menino até adulto e, por isso mesmo, errei demasiadamente, mas o que acertei – certo que pouco – teve primazia. Afinal, quem anda apressado não acha o que procura. E o que achei não estava perdido, nem era de ninguém. Era o merecido. Por bem ou por mal. Tinha comigo que sapo não pulava por gosto, mas por precisão. E que precisão eu tinha? Sei lá, vexames da idade, urgência de viver. Hoje estou, como se diz no popular, tuxelando. Cinquentão, mais pra poeta de arrumação com meus versos de obra de carregação: só no balanço do navio. Já paguei todos os patos, os meus e até os dos outros. O que me resta? Feito xexéu, vou cantarolando Tocando em frente, dos poetas Almir Sater e Renato Teixeira: Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais... e vou arremedando com os versos da minha canção Cantador: ...vou com meu canto em cada canto, lado a lado, vou com cuidado e afinando o meu gogó, sem ter espanto todo só de luz armado, tino aceso e aprumado, evitando um quiproquó... Hoje estou mais para repetir o poeta romano clássico Virgílio: Omnia vincit Amor! Ou seja, o amor tudo vence. E o também escritor romano Publílio Siro: Nec mortem effugere quisquam, nec amorem potest. Ou melhor: Ninguém pode fugir nem ao amor, nem à morte. Sabedor disso, vou agora devagar e sempre! E vamos aprumar a conversa. Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

Imagem: xilogravura do pintor, desenhista e gravurista Gilvan Samico (1928-2013).

Curtindo o álbum ao vivo Oropa, França e Bahia (BMG Ariola, 1989) do cantor e compositor Alceu Valença. Veja mais aqui.

BRINCARTE DO NITOLINO – O projeto Brincarte do Nitolino compreende uma série de atividades voltadas para o público infanto-juvenil. Nasceu na segunda metade da década dos anos 1990, com o Prêmio Nascente de Arte Infanto-Juvenil que culminou com a publicação de duas antologias Brincarte, editadas pelas Edições Nascente, nos anos de 1998 e 1999. A partir de então foi transformado em blog, peças teatrais, recreações educativas, livros, músicas e estudos que envolvem as áreas de Educação Infantil, Psicologia Infantil e Direito da Criança e dos Adolescentes. A partir de 2008 foi transformado em programa radiofônico e que, nos últimos anos, é apresentado pela garota Isis Corrêa Naves, no Projeto MCLAM, todos os domingos, a partir das 10hs e com reprise todas as quartas, nos horários das 10hs e das 15hs. Confira detalhes aqui e aqui.


MONADOLOGIA – A obra Os princípios da filosofia ditos a monadologia (1714), do cientista, filósofo, matemático, diplomata e bibliotecário alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), foi publicado postumamente em 1720, apresentando a sustentação de uma metafísica das substâncias simples e expondo globalmente o seu sistema das mônadas – elementos máximos do universo: eternos, indecompostos, individuais, sujeitos às suas próprias leis, refletindo o universo dentro de uma harmonia preestabelecida. As mônadas estão fundamentadas na matemática pelo cáculo infinitesimal e suas conclusões antiatomistas; na física pelas teorias das forças vivas; na metafisica pelo principio da razão suficiente; na psicologia pelo postulado das ideias inatas dos Novos ensaios sobre o entendimento humano; e na biologia pela pré-formação seminal dos corpos e a subdivisão de funções em seu desenvolvimento orgânico. Da obra destaco os trechos: [...] Ora, onde não há partes, não há extensão, nem figura, nem divisibilidade possíveis. E tais Mônadas são os verdadeiros Átomos da Natureza e, em uma palavra, os Elementos das coisas. [...] Tampouco há dissolução a temer e não há como se conceber um modo pelo qual uma substância simples possa perecer naturalmente. Pela mesma razão, não há modo pelo qual uma substância simples possa começar naturalmente, já que não pode ser formada por composição. Portanto, pode dizer-se que as Mônadas só podem começar e acabar instantaneamente, isto é, que só podem começar por criação e acabar por aniquilamento, ao passo que o composto começa e acaba por partes. Tampouco há meios de explicar como uma Mônada possa ser alterada ou modificada internamente por qualquer outra criatura, pois nada se lhe pode transpor, nem se pode conceber nela qualquer movimento interno que possa ser excitado, dirigido, aumentado ou diminuído lá dentro, tal como ocorre nos compostos, onde há mudança entre as partes. As Mônadas não possuem janelas através das quais algo possa entrar ou sair. Os acidentes não podem destacar-se, nem passear fora das substâncias, como faziam outrora as espécies sensíveis dos Escolásticos. Assim, nem substância, nem acidente podem entrar em uma Mônada a partir do exterior. Todavia, as Mônadas precisam ter algumas qualidades, do contrário nem mesmo seriam entes. E se as substâncias simples não diferissem por suas qualidades, não haveria modo de apercebermos qualquer modificação nas coisas, já que aquilo que está no composto só pode vir de seus ingredientes simples, e se as Mônadas carecessem de qualidades, seriam indistinguíveis umas das outras, já que também não diferem em quantidade; e, conseqüentemente, suposto o pleno, cada lugar receberia sempre, no movimento, só o Equivalente do que antes havia tido, e um estado de coisas seria indiscernível de outro. É mesmo necessário que cada Mônada seja diferente de qualquer outra. Pois nunca há, na natureza, dois seres que sejam perfeitamente idênticos e nos quais não seja possível encontrar uma diferença interna, ou fundada em uma denominação intrínseca. Dou também por aceito que todo ser criado está sujeito à mudança, e, consequentemente, também a Mônada criada e inclusive que tal mudança é contínua em cada uma delas [...]. Veja mais aqui ,aqui e aqui.

ESTUDO DO POEMA – O livro O estudo analítico do poema (Humanitas/USP, 1996), do ensaísta e escritor Antônio Cândido, realiza comentários e interpretações literárias acerca do poema, da teoria de Grammont, rima, o destino das palavras no poemas, as modalidades de palavras figuradas, a retórica tradicional, a natureza da metáfora, estudo analítico do poema, os fundamentos, a sonoridade, ritmo, metro, figura, unidades expressivas, imagem, tema, alegoria, símbolo, estrutura, princípios estruturais e organizadores, os significados, sistemas de integração, sentido ostensivo e latência, tradução ideológica, poesia direta e oblíqua, clareza e obscuridade, unidade, entre outros temas. Da obra destaco o trecho Os fundamentos do poema / Sonoridade: [...] Todo poema é basicamente uma estrutura sonora. Antes de qualquer aspecto significativo mais profundo, tem esta realidade liminar, que é um dos níveis ou camadas da sua realidade total. A sonoridade do poema, ou seu "substrato fônico" como diz Roman Ingarden, pode ser altamente regular, muito perceptível, determinando uma melodia própria na ordenação dos sons, ou pode ser de tal maneira discreta que praticamente não se distingue da prosa. Mas também a prosa tem uma camada sonora constitutiva, que faz parte do seu valor expressivo total [...] Veja mais aqui, aqui, aqui e aqui.

MY COUNTRY – A escritora australiana Dorothea Mackellar (1885-1968) possui um dos poemas mais belos e dedicados a um país de nascimento, denominado My Country (Meu País) do qual destaco os versos a seguir: O amor pelo campo e moitas, / Pelo verde e pelas veredas sombreadas, / Pelas madeiras ordenadas e jardins, / Está correndo em suas veias. / Amor forte pela distância azul-acinzentada, / Córregos marrons e macios céus turvos, / Eu conheço mas não posso compartilhar, / Meu amor é diferente. / Amo um país bronzeado, / Uma terra de planícies vastas, / De uma cordilheira escarpada, / De secas e chuvas inundantes. / Amo seus horizontes distantes, / Amo a jóia de seu oceano, / Sua beleza e seu terror, / Esta vasta terra marrom pra mim. / As florestas de áspera cobertura branca, / Todas trágicas para a Lua, / As montanhas de névoa safira, / A tranquilidade dourada do meio-dia, / A bagunça verde das moitas, / Onde as flexíveis trepadeiras se enrolam, / E orquídeas vestem as copas das árvores, / E samambaias aquecem o solo quente. / Essência do meu coração, meu país! / Seu incansável céu azul, / Quando doente no coração ao nosso redor / Vemos o gado morrer – / Mas as nuvens cinzas se ajuntam, / E podemos dar graças outra vez, / O rufar de um exército, / A constante chuva que encharca. / Essência do meu coração, meu país! / Terra do ouro arco-íris, / Por inundação e fogo e penúria / Ela nos retribui três vezes. / Sobre os pastos sedentos / Assiste, depois de muitos dias, / O indistinto véu de verdura / Que engrossa enquanto encaramos. / Um país de coração opala, / Uma terra teimosa, pródiga – / Todos vocês que não a amaram, / Não irão entender – / Mesmo a terra tendo muitos esplendores, / Aonde quer que eu morra, / Sei pra qual país marrom / Meus pensamentos patriotas irão voar. Veja mais aqui.

ARTE DE FAZER COMÉDIAS – A obra A arte nova de fazer comédias neste tempo (1609), do poeta e dramaturgo espanhol Lope de Vega (1562-1635), realizou uma nova concepção do teatro por meio de uma ruptura com os preceitos do teatro classicista, misturando o trágico e o cômico, versos e estrofes, intercalação de elementos líricos e variedade de estilo: Quando tenho de escrever uma comédia, / encerro os preceitos com seis chaves; / saco a Terencio e Plauto de meu estudo, / para que não me dêem vozes: que costuma / dar gritos a verdade em livros mudos; / e escrevo pela arte que inventaram / os que o vulgar aplauso pretenderam; [...] Mas contra nenhum deles me permito / levantar minha voz, porque me atrevo / a dar preceitos de arte e na corrente / vulgar me deixo ir... Já ignorante / me chamam França e Itália! Que fazer?!? / Que poderei fazer, se tenho escritas, / com uma que acabei esta semana, / quatrocentas e oitenta e três comédias, / e, fora seis, todas as mais pecaram, / pecaram gravemente contra a arte? / Sustento, enfim, o que escrevi e eu sei / que, embora bem melhor de outra maneira, / não teriam o gosto que tiveram, / que, às vezes, o que está contra o que é justo / por essa razão mesma apraz ao gosto. / porque, como as paga o vulgo, é justo / falar-lhe em néscio para dar-lhe gosto. Ele é autor de mais de mil e quinhentas obras teatrais, em sua maioria perdidas no tempo. Veja mais aqui.

LOPE – O drama espanhol brasileiro Lope (2011), do cineasta brasileiro Andrucha Waddington com roteiro de Jordi Gasull e Ignácio del Moral, e música de Fernando Velázquez, é baseado na vida do poeta e dramaturgo espanhol Lope de Vega (1562-1635), contando a história de um jovem poeta ambicioso e eterno apaixonado que vive mais o presente que pensar no futuro, entregando-se ao amor de duas mulheres para desafiar as regras que podem transformá-lo de herói a vilão, trazendo ao mesmo tempo glória e desgraça para sua vida. Diante desses conflitos, surgem centenas de peças teatrais, poemas, romances, comédias, lirismo, tragicidade e força dramática do autor. Como apresentado mais acima, o autor teve uma atividade artística bastante criativa e envolvendo os mais diversos gêneros, desde teatro, poesias, romances e outras modalidades literárias para expressão do seu talento. Destaque para atuação das atrizes Leonor Watling e Pilar López de Ayala. Veja mais aqui.

IMAGEM DO DIA
 
Foto em homenagem à anarquista e ativista libertária lituana Emma Goldman (1869-1940), o livro da sua autobiografia Living my life (1931), cartaz da IWW (1911) ilustrando a pirâmide de exploração do capitalismo e uma faixa sustentada por jovens anarcofeminista com citação do seu pensamento: Aos que ousam o futuro pertence.

VAMOS APRUMAR A CONVERSA?
Imagem: Ciranda, Cirandinha, do artista popular e xilogravador Amaro Francisco Borges.


Veja mais sobre:
Lagoa da Prata, O folclore no Brasil de Basílio de Magalhães, Chão de mínimos amantes de Moacir da Costa Lopes, Culturas e artes do pós-humano de Lucia Santaella, a música de Belchior, a fotografia de Tatiana Mikhina, a arte de Joseph Mallord William Turner & Wesley Duke Lee aqui.

E mais:
Folia Caeté, O trabalho do antropólogo de Roberto Cardoso de Oliveira, Monções de Sérgio Buarque de Holanda, a poesia de Luis de Góngora y Argote, O poeta dramático e a história de Karl Georg Büchner, a música de Antônio Carlos Gomes, o cinema de Alfred E. Green & Carmen Miranda, a arte de William Orpen, a pintura de Ivan Gregorewitch Olinsky & Charles-Antoine Coypel aqui.
Raízes do Brasil de Sérgio Buarque de Holanda, a música de Antonio Carlos Gomes & Quinteto Violado, Joana Ramos & Givaldo Kleber aqui.
Recontando Caetano Veloso & Podres poderes aqui.
História dos hebreus de Flávio Josefo, Vidas paralelas de Plutarco, A civilização hispano-moura de Philipe Aziz, Cronologia pernambucana de Nelson Barbalho, Violência: crimes de trãnsito & arma de fogo aqui.
Umas do Doro & o jabá, Multimidiação do processo artístico de Augusto de Campos, Vila dos confins de Mário Palmério, Artêmis, a música de Rossini & Olga Peretyatko, o cinema de Jacques Rivette, a arte de Mademoiselle Rachel & Marie McDonald, a fotografia de Greg Williams & a poesia de Dalinha Catunda aqui.
Paixão Legendária & Santanna O Cantador, A patente de Luigi Pirandello, A história do mundo de Mel Brooks, As ciências e as artes de Jean-Jacques Rousseau, Guilhermina Suggia, a xilogravura de Nena Borges, Brincarte do Nitolino, a crônica de Aldemar Paiva, a poesia de Marly de Oliveira, a música de Felipe Radicetti & pintura de Maria Luisa Persson aqui.
A culpa é da Dilma, O Projeto Atman de Ken Wilber, a música de Heitor Villa-Lobos, O sermão do bom ladrão de Padre Antônio Vieira, a pintura de Peter Paul Rubens, a poesia de Henriqueta Lisboa, Prometeu acorrentado de Ésquilo, o cinema de Abbas Kiarostami & Juliette Binoche, a arte de Alex Toth & Ekaterina Mortensen aqui.
Preciso de um culpado, Platónov de Anton Tchékov, Peri Physeos de Anaxímenes de Mileto, A arte de furtar de Padre Antônio Vieira, As odes píticas de Píndaro, o cinema de Walter Lang & Susan Hayward, a arte de Dave Saint-Pierre, a música de Stanley Clarke, a pintura de Horace Vernet & Malcolm Liepke aqui.
Lugome, sua familia, seu infortúnio, A poesia erótica de José Paulo Paes, a música de Gina Biver, Fundamentos da História do Direito, O combate à corrupção nas prefeituras do Brasil, a pintura de Sofan Chan, a fotografia de Luiza Machado, a arte de Eiko Ojala & Rudson Costa aqui.
A arte de Tunga, Estética teatral de Redondo Junior, a poesia de César Vallejo, a música de Ná Ozzetti, a fotografia de Ruy Carvalho, a arte de Sônia Braga, Fecamepa & Os sapos na política de Edson Moura aqui.
Semáforos de sempre, vida adiante, Amor em tempos sombrios de Colm Tóibín, O serviço social de Marilda Villela Iamamoto, Ética & Marketing Social, a fotografia de Spencer Tunick & Esdras Rebouças Nobre, a arte de Vik Muniz & a música de Claudio Nucci aqui.
A sexta é dia da deusa, da musa, rainha, poeta, mulher, A história de Goethe, a literatura de Machado de Assis, Gozo fabuloso de Paulo Leminski, a música de Alexandra Stan, a fotografia de Marcos Guerra & a arte de Luciah Lopez aqui.
Na Volta da Jurema, Semiologia & comunicação lingüística de Eric Buyssen, Arrowsmith de Sinclair Lewis, O pensamento de Confúcio, a música de Guinga, a arte de Ida Zam & Laerte Coutinho aqui.
O amor dos namorados, A arte de amar de Erich Fromm, Sonetos de amor de Pablo Neruda, Cânticos dos Cânticos, A música de Edith Piaf, o cinema de Derek Cianfrance & Michelle Williams, a pintura de Julia Watkin & Cornelis le Mair, a arte de Henry Asencio & Grupo Femen aqui.
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HERMILO, MARCEL PROUST, FRANÇOIS CHESNAIS, GIORGIO DE CHIRICO, DOWBOR, MAWU, LUCIAH LOPEZ & XEXÉU

CONVERSA DE SINAL – Imagem: La barca dei bagni misteriosi , do pintor italiano Giorgio de Chirico (1888-1978) - Lá vou eu entre avistad...