sexta-feira, novembro 27, 2015

FECAMEPA, RADUAN, FILOLAU, ADRIENNE, DEPALMA, MIGUEL PAIVA, EFIGÊNIA & MUITO MAIS!


VAMOS APRUMAR A CONVERSA? POR QUE BRASIL, HEM? (Texto originalmente publicado na antologia Guardados e contextos, organizada por Clarisse Maia-Guedes, Editora Guarajás, 2005). - O FECAMEPA - Festival de cagadas melando o país, o mais afuleirado genérico do legendário Febeapá -, passando a limpo tudo daqui, resolve, então, saber: por que Brasil, hem? Isso mesmo: por que Brasil? Bem, pelo menos se propõe a esclarecer a origem, razão e significado do nome, ou não, sempre levado pelo estímulo da doctilóquia sentença chacrínica: vim para confundir e não para explicar. De antemão, eita, parece que esta é mais uma lorota danada, daquelas só para provar que tudo aqui ou não se deve levar realmente a sério, ou como tudo que se planta dá, sem ter mesmo razão de ser ou jeito, melhor deixar como está, num é? É, mas vamos lá! Para começar, melhor esclarecer a origem do nome Brasil. Ih, depois que botei as ventas na direção de tão nobre empreitada, de uma coisa, precavido, eu me certifiquei: nossa, é uma confusão dos diabos. E olhe que quase que me arrependo desde o dia que nasci, quando me deparei com todo nó-cego, ajudado pela empáfia e esquisitice dos pesquisadores e pedantes de sempre. Foi mesmo, é que esses caras se empolgaram tanto, mas tanto tanto, que hoje a gente sabe que tem muita fuleragem e precisa checar direitinho, conferir no amiudado. Mas olhe só, nem esquente. Tudo isso se deu porque várias cordas de guaiamum puxaram cada uma das teorias para a sua banda, coisa bastante comum aqui, né não? Inclusive e indubitavelmente é isso que caracteriza tudo daqui, num é mesmo? Apois, então. De antemão, uma coisa eu confesso: o buruçu é tão de tão que não sei como tudo num se estraçalha de vez na puxada. A corda só aguenta porque o arrumadinho é tão levado no empinado do nariz e na empolgação que, no ajeitado da pinóia, tudo vira carnaval, maior mangação. Pois bem, para se ter ideia, de primeira, uns assinalam ser o Brasil de origem celta, breasail, significando príncipe. Eita, será? Hum, sei não. Vamos nessa. Outros acham que veio do sânscrito bradshita, palavra que não se deve repetir porque pode dar um nó na língua, xá pra lá. Ou do grego brázein, que significa ferver (hum... tá esquentando!). Ou também do baixo latim brasile que significa pegando fogo, em brasa mesmo (eita, tá melhorando!). Ou ainda do toscano verzino, representando pequenas lascas ou cavacos de pau-brasil, na expressão verzino di brasili e do vêneto berzi (hum.... sei não!). Achando pouco, remexem dizendo que não é nada disso, pois que veio do genovês brazil ou brezill que significa coisa fragmentada (ah, agora vai!). Para esculhambar tudo e muito mais, dizem que procede do germânico bras, que quer dizer carvão ardente (lascou, tição!). Moendo mais ainda empestam tudo alegando ser oriundo do aríaco parasil, que significa terra grande (êta, mundo véio, arrevirado e de porteira escancarada, sô! Talqualzinho mermo, oxente!). Para embananar mais, arrotam ser mesmo proveniente da expressão Hy-Brazail, uma ilha do Atlântico povoada pelos índios vermelhos, referida pelos antigos irlandeses (ah, agora sim!). Mas estão pensando que findou a remoeta toda, é? Nada, para ainda mais aumentar o cu-de-boi todo, vem os que defendem ser o nome vindo do tupi ibira-ciri (que significa pau eriçado, ôpa! pau arrepiado, eita!), isso por causa da Caesalpina echinata, uma madeira vermelha mais popularmente conhecida como pau-brasil que, por sinal, também é cheia de espinhos e eriçada. E, também, porque a citada madeira servia para a fabricação de corantes de tinturaria, nada mais raiz carnavalesca, né? Também insistem mesmo assim ainda ser do tupi-guarani, paraci, que significa mãe do mar, mãe da água. É mole? E não bastando mesmo, tudo sem considerar as lengalengas de Pindorama, Vera Cruz e Terra de Santa Cruz. Ufa, enfim, o que existe na verdade é uma porrada de hipóteses que ninguém sabe mesmo de onde é que vem o raio de nome. Para deixar tudo às claras, é importante frisar, portanto, que tudo no nome gira em torno de pau, ou de arrepiado ou de vermelho, fato que é considerável tendo em vista que quando o brasileiro não bota o pau nos outros, significa que eventualmente é enrabado. De outra, o que fica de mesmo, para mim, é que vem de Hy Breazil, a lendária ilha do Atlântico, porque li não sei onde nem me pergunte, que Brasil sempre trouxe a ideia de paraíso terrestre por causa da crença de que todos viviam felizes na misteriosa e paradisíaca ilha. E é natural enfatizar isso porque os europeus já sabiam muito antes de Cabral & Cia., do topônimo Brasil. E também é pertinente porque os maiorais da nação sempre tiverem quizília com qualquer relação avermelhada na nossa vida, por isso os aborígenes da ilha em referência, serem escanteados daqui: são conhecidos como os vermelhos, fato que enfurecia, enraivece e agoniará de chapa a mania anticomunista dos daqui (como se a nossa índole anarquista desse nisso um dia). E para acabar com a confusão, eu digo duas coisas: a primeira, na maior, é que o bom dessa zorra toda é a misturada dando caldo grosso na sopa apetitosa daqui. E, a segunda, digo sem perder a piada na bucha: que é mais preferível admitir que o nome Brasil surgiu mesmo, digamos assim, como de costume, pela mesma circunstância que ele foi invadido, redescoberto, colonizado, virou república, eternizou a zona e é conduzido até hoje: por uma cagada da porra! É ou num é? E ponto final! Pronto, vamos aprumar a conversa aqui, aqui e aqui.

 Imagem: Naakt op divan, do artista plástico holandês Jan Sluyters (1881-1957)


Curtindo o álbum Cello Concertos (Olympia Records, 2003), com obras do compositor alemão Robert Schumann (1810-1856) e do compositor e jornalista russo-americano Alfred Schnittke (1934-1998), na interpretação da violoncelista russa Natalia Gutman & The London Phillarmonic.

O LIMITADO E O ILIMITADO – O filósofo pitagórico Filolau de Crotona viveu no sul da Itália, por volta do século V aC., foi mestre de Democrito e de Arquitas. Diz-se que, obrigado pela pobreza, escreveu um livro sobre a doutrina pitagórica, fato que se reveste da máxima importância porque os fragmentos que chegaram até o presente, representando o mais antigo testemunho escrito sobre a doutrina pitagórica. Esse livro exerceu influencia no pensamento de Platão. Do seu pensamento recolheu-se que: [...] O cosmos é um e começou a vir a ser a partir do centro, e do centro para cima, nos mesmos intervalos de distância que os de baixo. Pois o que está acima do centro se encontra em oposição ao que está abaixo; pois para o que está muito baixo o que está no cetro constitui o mais alto, e assim o restante. Pois com o centro ambos estão nas mesmas relações, apenas invertidos. [...] Há quatro princípios no ser racional: cérebro, coração, umbigo e órgãos genitais. Cabeça é o princípio da inteligência; coração, da alma e da sensação; umbigo, do enraizamento e crescimento do embrião; e os órgãos genitais, da emissão do sêmen e da criação. O cérebro indica o princípio do homem; o coração, o do animal; o umbigo, o da planta; e os órgãos genitais, o de todos eles. Pois tudo floresce e cresce de um sêmen. [...] Com natureza e harmonia, dá-se o seguinte: a essência das coisas, que é eterna, e a própria natureza requerem conhecimento divino e não humano, e seria absolutamente impossível que alguma das coisas existentes se tornasse conhecida por nós, se não existisse a essência das coisas das quais se constituiu o cosmos, tanto nas limitadas como nas ilimitadas. [...]. Veja mais aqui , aqui e aqui.

UM COPO DE CÓLERA – Na obra Um copo de cólera (Companhia das Letras, 2013), do escritor Raduan Nassar, destaco o trecho Na cama: Por uns momentos lá no quarto nós parecíamos dois estranhos que seriam observados por alguém, e este alguém éramos sempre eu e ela, cabendo aos dois ficar de olho no que eu ia fazendo, e não no que ela ia fazendo, por isso eu me sentei na beira da cama e fui tirando calmamente meus sapatos e minhas meias, tomando os pés descalços nas mãos e sentindo-os gostosamente úmidos como se tivessem sido arrancados à terra naquele instante, e me pus em seguida, com propósito certo, a andar pelo assoalho, simulando motivos pequenos pra minha andança no quarto, deixando que a barra da calça tocasse ligeiramente o chão ao mesmo tempo que cobria parcialmente meus pés com algum mistério, sabendo que eles, descalços e muito brancos, incorporavam poderosamente minha nudez antecipada, e logo eu ouvia suas inspirações fundas ali junto da cadeira, onde ela quem sabe já se abandonava ao desespero, atrapalhando-se ao tirar a roupa, embaraçando inclusive os dedos na alça que corria pelo braço, e eu, sempre fingindo, sabia que tudo aquilo era verdadeiro, conhecendo, como conhecia, esse seu pesadelo obsessivo por uns pés, e muito especialmente pelos meus, firmes no porte e bem-feitos de escultura, um tanto nodosos nos dedos, além de marcados nervosamente no peito por veias e tendões, sem que perdessem contudo o jeito tímido de raiz tenra, e eu ia e vinha com meus passos calculados, dilatando sempre a espera com mínimos pretextos, mas assim que ela deixou o quarto e foi por instantes até o banheiro, tirei rápido a calça e a camisa, e me atirando na cama fiquei aguardando por ela já teso e pronto, fruindo em silêncio o algodão do lençol que me cobria, e logo eu fechava os olhos pensando nas artimanhas que empregaria (das tantas que eu sabia), e com isso fui repassando sozinho na cabeça as coisas todas que fazíamos, de como ela vibrava com os trejeitos iniciais da minha boca e o brilho que eu forjava nos meus olhos, onde eu fazia aflorar o que existia em mim de mais torpe e sórdido, sabendo que ela arrebatada pelo meu avesso haveria sempre de gritar “é este canalha que eu amo”, e repassei na cabeça esse outro lance trivial do nosso jogo, preâmbulo contudo de insuspeitadas tramas posteriores, e tão necessário como fazer avançar de começo um simples peão sobre o tabuleiro, e em que eu, fechando minha mão na sua, arrumava-lhe os dedos, imprimindo-lhes coragem, conduzindo-os sob meu comando aos cabelos do meu peito, até que eles, a exemplo dos meus próprios dedos debaixo do lençol, desenvolvessem por si sós uma primorosa atividade clandestina, ou então, em etapa adiantada, depois de criteriosamente vasculhados nossos pelos, caroços e tantos cheiros, quando os dois de joelhos medíamos o caminho mais prolongado de um único beijo, nossas mãos em palma se colando, os braços se abrindo num exercício quase cristão, nossos dentes mordendo ao outro a boca como se mordessem a carne macia do coração, e de olhos fechados, largando a imaginação nas curvas desses rodeios, me vi também às voltas com certas práticas, fosse quando eu em transe, e já soberbamente soerguido da sela do seu ventre, atendia precoce a um dos seus (dos meus) caprichos mais insólitos, atirando em jatos súbitos e violentos o visgo leitoso que lhe aderia à pele do rosto e à pele dos seios, ou fosse aquela outra, menos impulsiva e de lenta maturação, o fruto se desenvolvendo num crescendo mudo e paciente de rijas contrações, e em que eu dentro dela, sem nos mexermos, chegávamos com gritos exasperados aos estertores da mais alta exaltação, e pensei ainda no salto perigoso do reverso, quando ela de bruços me oferecia generosamente um outro pasto, e em que meus braços e minhas mãos, simétricos e quase mecânicos, lhe agarravam por baixo os ombros, comprimindo e ajustando, área por área, a massa untada dos nossos corpos, e ia pensando sempre nas minhas mãos de dorso largo, que eram muito usadas em toda essa geometria passional, tão bem elaborada por mim e que a levava invariavelmente a dizer em franca perdição “magnífico, magnífico, você é especial”, e eu daí entrei pensando nos momentos de renovação, nos cigarros que fumávamos seguindo a cada bolha envenenada de silêncio, quando não fosse ao correr das conversas com café da térmica (escapávamos da cama nus e íamos profanar a mesa da cozinha), e em que ela tentava me descrever sua confusa experiência do gozo, falando sempre da minha segurança e ousadia na condução do ritual, mal escondendo o espanto pelo fato de eu arrolar insistentemente o nome de Deus às minhas obscenidades, me falando sobretudo do quanto eu lhe ensinei, especialmente da consciência no ato através dos nossos olhos que muitas vezes seguiam, pedra por pedra, os trechos todos de uma estrada convulsionada, e era então que eu falava da inteligência dela, que sempre exaltei como a sua melhor qualidade na cama, uma inteligência ágil e atuante (ainda que só debaixo dos meus estímulos), excepcionalmente aberta a todas as incursões, e eu de enfiada acabava falando também de mim, fascinando-a com as contradições intencionais (algumas nem tanto) do meu caráter, ensinando entre outras balelas que eu canalha era puro e casto, e eu ali, de olhos sempre fechados, ainda pensava em muitas outras coisas enquanto ela não vinha, já que a imaginação é muito rápida ou o tempo dela diferente, pois trabalha e embaralha simultaneamente coisas díspares e insuspeitadas, quando pressenti seus passos de volta no corredor, e foi então só o tempo de eu abrir os olhos pra inspecionar a postura correta dos meus pés despontando fora do lençol, dando conta como sempre de que os cabelos castanhos, que brotavam no peito e nos dedos mais longos, lhes davam graça e gravidade ao mesmo tempo, mas tratei logo de fechar de novo os olhos, sentindo que ela ia entrar no quarto, e já adivinhando seu vulto ardente ali por perto, e sabendo como começariam as coisas, quero dizer: que ela de mansinho, muito de mansinho, se achegaria primeiro dos meus pés, que ela um dia comparou com dois lírios brancos. Veja mais aqui.

INICIO, AGOSTO, DA PRISÃO – No libro The Dream of a Common Language – Poems 1974/1977 (Norton, 1978), da poeta, feminista e professora Adrienne Rich (1929-2012), destaco inicialmente o poema Início: Viver na insônia / sob o gesso cheio de cicatrizes / enquanto o gelo se forma sobre a terra / num momento em que nada pode ser feito / para cumprir qualquer decisão / para conhecer a composição do fio / dentro do corpo da aranha / primeiro os átomos da teia / visíveis da manhã / sentir o flamejante futuro / de cada palito de fósforo na cozinha / nada pode ser feito / senão aos poucos. Transcrevo minha vida / hora por hora, palavra por palavra / contemplando a ira de velhas no ônibus / numerando as estrias / de ar dentro dos cubos de gelo / imaginando a existência de alguma coisa incriada / este poema / nossas vidas. / Um homem está dormindo no quarto ao lado / nós somos seus sonhos / nós temos cabeças e seios de mulher / os corpos de aves de rapina / às vezes viramos serpentes prateadas / enquanto ficamos acordadas fumando e conversando sobre a vida / ele se vira na cama e murmura / um homem está dormindo no quarto ao lado / uma neurocirurgiã ingressa em seu sonho / e começa a dissecar seu cérebro / ela não parece uma enfermeira, / está absorvida em seu trabalho / e tem um rosto austero e delicado como o de Maria Curie / ela não é / podia ser uma de nós / um homem está dormindo no quarto ao lado / ele levou um dia inteiro / de pé, lançando pedras no lago escuro / que mantém sua escuridão / fora da moldura de seu sonho nós tropeçamos morro acima / de mãos dadas, tropeçando e guiando uma a uma a outra / sobre a pedra vulcânica cheia de cicatrizes. Também o poema Agosto: Dois cavalos na luz amarela / comendo, debaixo duma árvore, maçãs derrubadas pelo vento / enquanto o verão se desfaz, as plantas cambaleiam / e a relva fica crestada / dizem que há ions no sol / neutralizando campos magnéticos na terra / que maneira de explicar / o que foi esta semana e a que a precedeu! / Se eu sou carne tostando sobre pedras / se eu sou cérebro queimando na luz fluorescente / se eu sou sonho como um fio flamante / pulsando com ele / se eu sou morte para o homem / preciso sabê-lo / sua mente é simples demais. Não posso continuar / compartilhando seus pesadelos / os meus próprios tornam-se mais claros, abrem-se / para a pré-história / que parece um vilarejo aceso com sangue / onde todos os pais estão gritando: Meu filho me pertence! Por fim o poema Da prisão: Sob minhas pálpebras outro olho se abriu / e olha cruamente / a luz / que penetra vindo do mundo da dor / mesmo enquanto durmo / fixamente ele encara / tudo que eu enfrento / e mais / ele vê os cassetetes e as coronhas / levantando e baixando / ele vê / o detalhe que a TV não mostra / os dedos da polícia feminina / esquadrinhando a boceta da jovem prostituta / ele vê / as baratas caindo dentro da panela / onde preparam carne de porco / no presídio / ele vê / a violência / encravada no silêncio / este olho / não é para chorar, / sua visão / deve ser nítida / apesar das lágrimas em meu rosto / seu objetivo é lucidez / nada deve ser esquecido. Veja mais aqui.

A ARTE DO ATOR – No livro A aprendizagem do ator (Ática, 1986), de Antonio Januzelli - Janô, encontro a parte denominada A arte do ator, a qual destaco: O ator em cena atua sempre em sua própria pessoa. Ele não fala de uma personagem imaginária. Sua arte consiste em se por numa situação análoga à da personagem, acrescentando novas suposições e deixando-se envolver por sua natureza inteira: intelectual, física, emocional e espiritual. O objetivo do ator é transmitir suas ideias e sentimentos usando suas próprias emoções, sensações, instintos, sua experiência pessoal de vida, mostrando seus próprios traços, sempre os mais íntimos e secretos, sem ocultar nada. O ator deve comparar os atos da personagem a fatos semelhantes em sua vida, que lhe são familiares. Stanislavski cita um exemplo: Chatski, personagem de um texto russo, é um homem apaixonado. O que faz um homem apaixonado quando, depois de ausente por vários anos, retorna para ver a amada? Que faria o ator, enquanto individuo, se fosse Chatski? Ele deve falar por si mesmo, como alguém colocado nas circunstancias da personagem Chatski. O ator deve encontrar na alma do papel um fragmento de si mesmo, de sua alma, de seus desejos; deve atacar o papel como ele mesmo, segundo a vida, sua, aqui e aqui, e não segundo apenas instruções do autor nem de acordo com os carimbos convencionais. [...] Veja mais aqui, aqui e aqui.

BODY DOUBLE – O suspense Body double (Dublê de corpo, 1984), dirigido pelo cineasta estadunidense Brian DePalma, explora a desordem psíquica e assassinatos, contando a história de um ator de filmes de de terror de segunda categoria, desempregado e claustrofóbico, começa a sentir uma descontrolada obsessão por uma mulher que se despe na janela, no prédio em frente. Mas, vendo que ela está com problemas, ele decide ajudá-la, sem perceber que ele sem querer entra em um jogo de perversão. O destaque do filme é em dose dupla: a premiada atriz estadunidense Melanie Griffith e a também atriz e rainha da beleza estadunidense Deborah Shelton, esta última ex-Miss USA. Veja mais aqui.
 

IMAGEM DO DIA
Sandrão Nua & Crua, do cartunista, escritor, diretor de arte, autor de teatro, ilustrador, publicitário, roteirista e jornalista Miguel Paiva. Veja mais aqui.

DEDICATÓRIA
A edição de hoje é dedicada à poetamiga carioca radicada em Santa Catarina, Efigênia Coutinho Mallemont. Veja aqui.

 

ESPINOZA, AHMADOU KOUROUMA, TOULOUSE-LAUTREC, PSICANÁLISE & DIREITO, GERUSA LEAL, CLARA REDIG, OVÍDIO POLI JÚNIOR & LAJEDO

COMO QUEM ESPERA E JÁ FOI – Imagem: The Hangover , do pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901). - Como quem espera tal pedra...