quinta-feira, janeiro 31, 2008

BIG SHIT BÔBRAS




O CARNAVAL, A TERCEIRA EMBOANÇA


Entra Zé Peiúdo reclamando:
- Gente, o sobrado é só monturo!? Vamos organizar essa zona! A partir de agora vamos definir as tarefas e atividades de cada um no sobrado. A líder escolhida foi a Vera, ela perdeu metade dos poderes, mas se mantém líder e com 10 pontos, enquanto os outros continuam com um zero redondo. E hoje ela vai indicar os 3 que vão para o primeiro paredão para ser metralhado com uma saraivada de bosta e expulso do recinto. Então vamos começar agora o sorteio da primeira atividade: quem será o baba-ovo da líder? Hum... vamos ver... vamos ver.... o sorteado foi... foi... foi! Zefa, a jumentuda doida-de-pedra!
- Toma desgraçada, agora tu vai ter qui fazê tudo quela mandar, visse, endoidada? -, satirizou Doro.
- Agora vamos sortear os 7 que irão cozinhar durante a semana, então, primeiro: Mamão, na segunda. O segundo: Rolivânio, na terça. Tonha, na quarta. Volange, na quinta. Bestinha, na sexta. Jurema, no sábado. E no domingo....
- Eu!
- Eu quem?
- Eu quero cozinhar no domingo -, gritou o Doro.
- Nãoooooooo! -, gritaram todos.
- Bem -, disse Zé Peiúdo -, no regulamento não consta que ninguém que se apresente seja negado, então no domingo será o Doro mesmo!
- Agora que a gente vai pra casa da peste -, reclamou Magaiver.
- A gente vai morrer tudo inturido! -, arrematou Zé-Corninho.
Foi aí que Zé-Corninho achou de ficar brincando com um guenzo que apareceu. Espia só. Ele cascaviou um osso no lixo e ficou brincando com o cachorro. Como ele estava com aquela tanguinha mamãe-quero-ser-gay, todo penduricalho do abestado estava do lado de fora. Lá pras tantas dessa brincadeira: tchum!




Ah, o nhenhenhem do perdigueiro-fajuto na carne molezinha do apaideguado deu tempo. E queria largar? O negócio prossegue sem ninguém dar conta da gritaria do Zé-Corninho com o cachorro agarrado mordendo o seu pingulim.
- Agora – continuou Zé Peiúdo -, vamos escolher quem vai varrer a casa. Na segunda, vai ser: Marcialita! Na terça, Afredo Bocoió! Na quarta, Vera, a líder. Na quinta, Volange. Na sexta, Penisvaldo. No sábado, Prazeres-do-céu. E no domingo: Xica-doida.
- Lasquei-me -, reprovou Xica.
- Agora – prosseguiu Zé Peiúdo -, vamos sortear quem vai lavar o banheiro todos os dias da semana. Na segunda, Mamão. Na terça, Vaginalda. Na quarta, Quiba. Na quinta, Biritoaldo. Na sexta, Bestinha. No sábado, Afredo Bocoió. E no domingo, Zé-Bilôla.
- Fudi-me -, arrotou Zé-Bilola.
- E eu que mi estrupiei-me todo!? -, comparou Bestinha agitando o quelelê.
- Agora, vamos escolher quem vai lavar a louça...
A trabuzana prosseguia levando alvoroço. Mais tumulto, cada um anotando as suas obrigações diárias.
O furdunço ia se agigantando com sorteio das tarefas: quem ia lavar e passar roupa, quem indicado para fazer compra, quem vigiaria o recinto e, duas outras meio estranha: quem vai tomar no cu e quem vai ser o bôbo-da-corte. Bem, foi assim que a ripada deixou todo mundo cabreiro no maior quebra-pau. Um protesto de quase derrubar o prédio e encaçapar pro reino dos que não tem volta o apresentador. Como ninguém se entendia, acharam por bem sufocar a gritaria com um evento carnavalesco. Então, deu-se o sucedido. Para animar o sobrado, a Alagoinhanduba AMFM, resolveu patrocinar um evento para ver quem saía da linha e ia pro paredão. Foi que contratou a banda de Mane Preto pra fazer um assustado no recinto.



Imagem: Marcio Baraldi.

O Doro querendo agradar os adversários, distribuiu logo a sua criação etílica, a Teibei, aquela que não só matou o guarda como provocou a maior hagiomaquia entre os santos, arcanjos e anjos no céu.





Quando o som rolou, a frevança comeu no centro e deu-se o estrupício: todo mundo bebericou da mardita e o negócio virou maior zungú! Foi uma ripada da peste da travação virar geral a ponto da Prazeres-do-céu somente com um gole da carraspana, perder a vergonha e a calcinha, fazendo o maior streep tease provocativo.


Imagem: Foto recebida por mail sem indicação de autoria.


Quem vai encarar? A coisa rolou assim. As que possuíam seu lençol esquentado foram logo se aprochegando aos seus manés e se mandaram pros cafofos. Sobraram: padre Bidião que ficou batendo uma bronha enquanto rezava suas orações; o Afredo porque ficou hipnotizado com a dança da beata; a Zefa que estava de buticão em cima do pra-te-vai do reverendo; a Xica Doida que estava intrigada do Biritoaldo porque ele se achegou na Jurema, mas ela se safou na bimba-de-mangueira do Mamão que não desgrudava o olho das partes pudendas da rezadeira nua e endemoninhada; a Volange porque estava reclamando que o Zé-Corninho estava de peia inchada pelas mordidas do vira-lata e não era de mais nada só ficando de queixo caído com a baba escorrendo pelo canto da boca com a sedução da religiosa; Quiba que tava invocada porque o Tolinho ficou brechando pela fechadura a trepada do Bestinha com a Vera; e a bagunçada toda findou ninguém sabe como.



Imagem: recolhida de mail recebido sem autoria.


Uns se envultaram, outros desapareceram e uns tantos restaram zarolhos de bebaços. Resultado: como cu de bebo não tem dono, foi a maior caça às pregas dois dias depois de passada a ressaca e todos encontraram um recado no adro do sobrado:



Imagem: Recado circulando na rede sem indicação de autoria.


Foi aí quando o Zé Peiúdo anunciou a próxima tarefa: quem vai para o paredão? A votação começaria agora e o resultado será anunciado no próximo capítulo. Iéié!!!!



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quarta-feira, janeiro 30, 2008

TEIBEI, A BATIDA




TEIBEI, A BATIDA




Batida, pelo que conheço, é no sentido de bater - cada bufe-bufe do sujeito ficar estirado agonizante. Ou, é descompostura severa de deixar o cara mais raso que o chão numa reprimenda e mais cheio de pernas sem ter onde se socar de vergonha. Ou é vestígio deixado por maloqueiro que quando não caga na entrada, deixa o tolote fedorento na saída. Ou, é um acidente estuporado, daquelas barroadas envolvendo uma carroça-de-burro, três bicicletas, duas motos, quarenta e cinco automóveis avexados, oitenta e dois ônibus enfiados, noventa e seis caminhões trucados, um treminhão arretado e, de quebra, uma daquelas aeronaves medonhas que gostam de cair assim arrebentando tudo e que, por cagada da porra, inventou de cair no meio dessa emboança, de só se ver o escarcéu tirar distância até onde os cacos de coisas foram bater. Ou, também, encalço de polícia por meliante quando o sujeito está enturmado lavando a jega num mosqueiro atraente, chega revistando tudo, não antes escapulir uns três malencarados, e a gente apalpado na integridade, na vergonha até perceber que na verdade ocorrera um rapa de não sobrar nem a cara-de-pau para se queixar. Ou mais, é treino de briga de galo no terreiro. Ou, ainda, espécie de rapadura vitaminada. Ou, enfim, aperitivo popular feito com limão e açúcar ou mel. Pronto, tem mais, mas estes bastam.
Acontece que o Doro, o maior fuçador das doidices mais trampolineiras que se tenha notícia, parece mais que tem um cotôco de num parar quieto num canto. Consegue, então, ele reunir estas acepções todas numa só: Teibei!





Previno, antes de tudo, que, não se sabendo porque cargas d´água, todo ser humano possui a mania de colecionar alguma coisa por mais irrisória que seja, de taco de papel à caçola véia, ou seja, todo tipo de brebotes, tranqueiras, o escambau, o Doro, não fugindo à regra, também coleciona algo, só que inusitado: só faz merda, o maior fabricante de bosta que se imagine, colecionando o maior inventário de despropósitos. Esse, o cara.
Advirto por total respeito que, se porventura algum leitor ou leitora, identificar algum ponto luminoso no firmamento, não caia na esparrela de perder tempo, vez que, evidentemente, não será nem objeto voador não-identificado muito menos identificado, nem o Superman, nem nenhum avoador piscando o tareco, nem nenhuma estrela cadente ou passagem de meteoro avassalador pegando fogo na atmosfera. Nada disso. Com certeza, será o Doro testando o seu próprio invento. Ele, pra sorte de todos, é cobaia do feitiço dele mesmo. Nem Benjamim Franklin ousara tanto constatando cientificamente o seu experimento.
Para se ter idéia, o Doro é hors-concurs de uma provada bem descabelada na conhecida A-que-matou-o-guarda, expert em acender a lanterna com a Amansa-corno, especialista em alertar as idéias na permeável atitude de sorver a Arrebenta-peito, celebridade máxima em virar-o-cangote engulindo a Sete-virtudes; provador respeitado da Nego-no-tapa, Pau-de-índio, Raiz-de-pau, Cai-na-porta e outras malvadas carraspanas exorcistas, não deixando, portanto, de rotular uma confraternização de sua candidatura com uma teibei, capaz de mudar o destino e o curso da história do planeta. Não era para chegar a tanto, mas ousadia dá cada uma, hem?
Pois bem, reunindo todas as significações anteriormente relatadas, Doro preparara a sua invenção: a Teibei! Isso com a sua peculiar originalidade inventiva, reunindo neste aperitivo além dos ingredientes convencionais, todos os seus conhecimentos alquímicos buscados na pedra filosofal e na tábua de Esmeralda, e noutras esquisitices de seu transcendentalismo amalucado.
- Essa jurubeba-dupla é a tirineta certa pra incher o chifre! O melhor pileque de todos os paus de fogo, apropriada para homenagear o santo e ficar pronto! Garanto, o espritado que fizer uma boquinha fica puxando-um-trem, cheio das meropéias só com uma meiota, a ponto de esquentar o tampão do pinguço e de deslizar o disco de embreagem do maluvido! Eita, ponche ineivado!!! Arreia a ripa, nego!
É isso que ele garante arrotando todo pabo, pois quem dela usa numa golada boa, leva um esquento de ficar de fogo aceso cuspindo-bala, de gritar: Iaiá-me-acode! E tem mais uma virtude incontestável:
- Essa possui a propriedade de deixar o freguës invisível!
Arrepare, só. Pois bem, empolgado com a adesão popular à sua candidatura contestatória a Presidente do Brasil, Doro chegou a exceder os seus próprios limites.
- Todo bêbo é rico e bota pra rachar!! Num é não? Por isso, vou empenar tudo!
E empenou mesmo. No maior aguaceiro regado a uma beberagem exclusiva inaugurando seu próprio fabrico, popularmente alcunhada na redondeza de Arranca-tampo, deu-se a festança com o que de mais insólito ocorrera: teve neguinho que desapareceu, se envultando dum jeito de só encontrá-lo ao cabo de dias completamente desmiolado. Que houve? Quem se lembra.
Depois de muita peitica, eis que fui tomando pé do sucedido.
A festança começara com uma goelada do elixir-do-diabo, inventado ocultamente em sua adega secreta improvisada: o banheiro de sua casa. A cada talagada o sujeito embicava decilitrado.
- Tá queimado, nego? Essa cura-tudo é de lascar!
- Oxe, tá tostadinho, chumbado e chamando cachorro-de-meu-tio!
- Vôte! Aquele tá tão bicado de chamar urubu de meu louro!
- Eita, canjebrina macha!!! Com essa o cristão beija-o-santo e tá de corpo fechado!
Para se ter idéia do espalhafato, o cabra mal tomava pé na abrideira, a água de briga fazia efeito de deixá-lo entregue na lequéssia, trocando as pernas e achando a rua estreita. Depois, só se vê o amuo: o ramado parece que levou uma bordoada de num poder ficar nem em pé, uma cipoada de amarrar o bode arreado, de farol baixo e bandeira a meio pau, caindo na maior dormideira cheio dos birinaites, com o cobertor-de-pobre, u-ru!
- Minha véia, tô dormente do cabelo do quengo até a unha encravada do pé!
Isso depois de bicado ter provado da dois-dedos mais forte que qualquer pau dentro, mamãe-me-sacode, rabo-de-galo, semente-de-arenga, travanquante, três-tombos ou a bexiga lixa.
E ela, a distinta esposa, mais injuriada que nunca, ainda sapeca:
- Eu quero que vosmicê se estrupie, arranhe a fuça na terra e arranque as gaias da testa, seu corno!
Quando se dá conta no outro dia, o cabra está no banco dos réus do departamento da vergonha, com os chifres inchados, o juizo turbado, um gosto-de-cabo-de-guarda-chuva-véio na boca, o bucho pegando-fogo, as tripas dando um nó e as pregas do bocal-da-quartinha num aguentando nem passar vento fresco. Não tem quem não reclame jurando vingar-se de Doro depois daquela.
Eu mesmo quis desvendar o mistério do xarope-de-bêbo que ele inventara. Mas só depois de muita manha do sabido, consegui que ele reduzisse tudo numa receita hermética que só depois de muito implicado, ele deu-me de mão beijada. E cadê decifrar? Só sei que era só virar o copo e se tornar um verdadeiro foguete sideral. Que droga é isso, Doro? Ele tentava disfarçar mais que descabreado.
Foi ai que vi, num papel, a inscrição teibei e depois oâmil, racuça e loocal orup. Intriguei-me com o pantim dele. Era munganga demais para o meu gosto. Virei, desvirei o papel, e saquei que não era esperanto, nem língua remota, nem alienígena, era um enigma mesmo.
Quando desdobrei o resto do papel havia outras inscrições ininteligíveis pelo garrancho de sua caligrafia horrível. Nossa, tudo aquilo jamais revelador.
Foi aí que ele saiu soletrando contrariado: álcool etílico, açúcar, limão, canela, sapopemba, boldo, caldo de avelóis, urtiga ralada, uns pingos de estricnina, soda cáustica, solução de bateria e extrato-hepático; e, por fim, mel-de-abelha, pronto, está feito o mijo de Zé Pilintra.




Para quem tem amor aos seus possuídos, não é aconselhável chegar perto, nem mesmo cheirar essa mandureba, correndo o risco de ficar grogue só com a cheirada, evitando qualquer aproximação desse estrupício todo. Mas que a raça mamadora faz maior festa quando Doro anuncia que vai fazer a teibei, isso faz. Bié, bié, glup, glup!!!

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.



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terça-feira, janeiro 29, 2008

BIG SHIT BÔBRAS




LIDERANÇA, A SEGUNDA EMBOANÇA.

O FECAMEPA, o festival que transformou o escambau no mais revolucionário modelo educacional do universo, tem a honra de apresentar: o BIG SHIT BÔBRAS! E com vocês, o mais requintado, o inimitável, o apoteótico galã número 1 da Alagoinhanduba AMFM, Zé Peiudo!

- Gente da minha gente -, aparece Zé-Peiúdo todo engalanado e com uma voz pastosa de quem comeu e não gostou -, vamos ao primeiro momento de decisão dentro do sobrado onde estão reunidos os mais audaciosos participantes do maior reality show da paróquia, o Big Shit Bôbras! Como vão todos?
- Maiômeno -, delatou Zé-Corninho?
- Mais ou menos, Zé-Corninho, por que?
- Issaqui é um fartura!
- Tem de tudo, né?
- Hum... de tudo? Só tem porquera e farta de desorganização.
- Você quer dizer falta de organização?
- De desorganização mermo....
- Cala boca, viado -, gritou Robimagaiver -, esse cara num sabe de nada! Isso é um bocó da peste.
- Ô seu Zé-Peiudo!? -, chamou Mamão.
- Diga Mamão!
- Quano é qui a genti vai forunfar liberado, hem? -, perguntou Mamão.
- Cala boca, abestalhado! -, gritou Vera -, olhai, seu Zé-Peiudo, diga logo ao que veio que a gente tem mais o que fazer.
- Bom, bom -, disse Zé-Peiudo -, pois bem, estão todos reunidos aí?
- Sim, todos!
- Então vocês terão que escolher o líder de vocês.
- Opa, isso é comigo -, adiantou-se Doro.
- Sai pra lá, rafamé, o nosso líder é o Padre Bidião -, exigiu Afredo Bocoió.
- Nada disso, eu sou o líder! -, sentenciou Zé Bilôla.
- Ôxe, que macharia mais retardada, a líder sou eu, Vera, a maioral! -, sapecou Vera com o apoio e aplauso das outras mulheres.
- Então, meus amigos e amigas – retomou Zé Peiúdo -, temos, então, 4 concorrentes: o Doro, o padre Bidião, o Zé Bilôla e a Vera. Vamos começar a votação.
- Já instou inleito! -, disse o Doro.
Começa então a maior corta-brocha, todo mundo se achando no direito de liderar a todos, um horror.
Como ninguém se entende na derriça, Zé Peiúdo tenta resolver a querela com voto em secreto, mas a mundiçada não aceitou.
- Quem quiser votar que declare seu voto! -, sacudiu Vera
- Assim nós inleitores nos sintiremos acuados, ora! -, argüiu Zé-Corninho.
- O voto, como em qualquer lugar do mundo, é secreto! -, bateu o martelo Zé-Peiúdo e saiu distribuindo uma cédula de votação a cada um para que fossem individualmente à cabine de votação. Um ré-pra-trás da gota!
Ao cabo de umas 3 horas, os trastes deram por votados. Zé Peiúdo então, abriu a urna e começou a contagem mencionando o nome dos contendores. Resultado: Vera, 13 votos, Padre Bidião, 5 votos, Doro 3 votos, Zé Bilôla, 3 votos.
- Eita, se tem 12 homi e 12 mulé, por que a Vera tevi 13 votos? -, perguntou Doro.
- Alguém cagou fora do caco -, disse Robimagaiver.
- E eu já desconfio de quem seja.... -, desconfiado Doro fitava de soslaio pro Zé-Corinho.
- Num foi eu não -, se defendeu Zé- Corninho.
Um a um dos marmanjos tiveram conferência detalhada das feições pelo Doro e o Ribimagaiver, menos o padre Bidião que era insuspeito. As mulheres comemoravam a vitória. E no meio da conferência, obviamente, a culpa recaiu mesmo exatamente no Zé-Corninho que, pela segunda vez consecutiva, melava o voto.
- Foi você seu corno! -, disse Robimagaiver já metendo uns bofetes bem dados no dissidente, apoiado por Mamão, Afredo, Doro e Zé Bilôla.
- Minha gente, vamos se organizar -, chamou na grande o Zé Peiúdo -, e agora a líder Vera que ganhou 10 pontos, o quarto mais ajeitado da casa, o direito de escolher um parceiro para furunfar, indicar 3 nomes pro primeiro paredão, direito a não fazer nada e mandar todos cumprirem suas tarefas, isenta do quizz, imunidade para fazer o que bem entender, fiscalização das condutas e castigar os infratores, agora vai dar a sua primeira determinação. Com vocês, a líder Vera!
- Meus amigos, amigas, eleitores e radiouvintes, quero agradecer a minha mãe por ter me parido, ao meu pai por ter me educado, aos meus avós por terem me mimado, aos meus tios e tias por me ajudarem a ser quem sou, aos meus amigos e amigas por dividirem comigo a vida toda, menos os meus 3 ex-maridos que são tudo uns feladasputas! Também quero agradecer a rádio Alagoinhanduba AM/FM, na pessoa do seu ilustre locutor, o safado do Zé Peiúdo que já me tentou umas 5 vezes mas tasquei-lhe processo de assédio nas costelas para ele aprender a ter vergonha na cara à base de óleo de peroba e chamo atenção das minhas colegas, amigas e eleitoras: macho tem que se foder de rachar o tampo. E vou começar com a minha primeira determinação assim: todos os homens deste sobrado têm que ficar nu, de 4 com o fiofó pra cima, com uma vela de 7 dia acesa e enfiada no bocal da quartinha até queimar as pregas dos nojentos. Pronto esta é a minha primeira determinação.
Virou um escarcéu! Zé Peiúdo estava entre corado de vergonha e lívido de decepção pelas denúncias da Vera. Mas se riu meio amarelado com a determinação:
- Isso é um vitupério! -, mangou o locutor.
O bafafá não chegou a um consenso, mulheres e homens trocavam de posição, fixando a maior discórdia já vista. Ao lado de Vera somente Rolivânio, Penisvaldo, Vaginalda e Bucetildes que, depois disso, formaram a maior panelinha. O restante, tudo do contra. Vera exigiu cumprimento da sua determinação. Não houve acordo. Zé Peiúdo partiu para votação, se juntaram e novamente depositaram seu voto na urna. Resultado: 5 votos pró-Vera, 21 do contra. Foi a primeira desmoralização da liderança. Ela perdeu, então, mais da metade dos poderes.
- Isso é uma sacanagem, fui traída! -, gritou Vera puta-da-vida!
Aí fechou a conta e mandou ver.



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