sábado, março 29, 2008

NEUROEDUCAÇÃO


NEUROEDUCAÇÃO - O presente estudo foi desenvolvido sobre a temática do papel da neuroeducação no processo de ensino-aprendizagem e na qualidade de vida de cada indivíduo. Para tanto, tornou-se necessário entender inicialmente que o sistema nervoso é sumamente importante por ter a responsabilidade de regulação dos mecanismos garantidores da sobrevivência humana, tais como respiração, liberação de hormônios, digestão, regulação da pressão arterial, sensações, movimentos voluntários, comportamentos, entre outras. O sistema nervoso possui a capacidade de modificação diante da ação de estímulos ambientais com a ocorrência da formação de novos circuitos neurais que reconfiguram a árvore dendrítica e alteram a atividade sináptica de determinados circuitos e grupos de neurônios. A esse processo é dado o nove de plasticidade que caracteriza a transformação constante por que passa o sistema nervoso, permitindo a aquisição de novas habilidades cognitivas, motoras e emocionais, além de aperfeiçoar as habilidades já existentes. Esse sistema é dividido em sistema nervoso central, periférico e autônomo. O sistema nervoso central compreende as estruturas que se encontram localizadas na caixa craniana e na coluna vertebral, envolvendo na primeira o encéfalo, cérebro, cerebelo e tronco encefálico, enquanto que na segunda envolve a medula espinhal. Assim, por ser o órgão de coordenação da atividade corporal humana, esse sistema possui outras funções além dessa coordenação que são específicas como a motora e a sensibilidade, contribuindo para o normal funcionamento dos sentidos humanos e expressão dos afetos e da linguagem. Nesse sistema ocorrem doenças mentais de base orgânica identificas como neuropsicopatologias, como também são incluídas as síndromes comportamentais e os transtornos mentais orgânicos, sintomáticos e do desenvolvimento psicológico. O sistema nervoso periférico compreende as diversas estruturas do sistema nervoso que se encontram distribuídas por todo organismo humano, tais como nervos espinhais e cranianos, gânglios e terminações nervosas. O sistema nervoso autônomo que também recebe a denominação de sistema nervoso visceral ou neurovegetativo, integra o sistema nervoso como parte relacionada ao controle das funções da respiração, temperatura, homeostase, circulação do sangue e digestão. Entre as partes mais importantes do SN está o córtex cerebral que compreende uma fina camada de substância cinzenta revestindo o centro branco medular do cérebro, recebendo os impulsos provenientes de todas as vias sensoriais para interpretação e integração. Dessa mesma estrutura são distribuídos os impulsos nervosos que possibilitam os movimentos voluntários. Além disso, o córtex cerebral exerce diversas funções intelectuais e psíquicas. Está dividido em lobos que operam de forma integradora para diversas funções mentais. Em vista disso, compreende-se que o sistema nervoso em sua completude possui uma enorme complexidade funcional e anatômica. A compreensão dessas atividades possibilita o aperfeiçoamento das diversas funções cerebrais, proporcionando intervenções eficazes para o processo de aprendizagem. É, em vista disso, que se realiza o presente estudo, a partir da relevância do sistema nervoso na vida do ser humano, especialmente pela adoção de conhecimentos nas áreas de neurociências, neurologia e neuroeducação, possibilitando a todos melhor perfomance de aprendizagem e, consequentemente, melhor qualidade de vida. Tal justificativa se embasa tendo em vista que a neurociência está voltada para a aprendizagem ou de como o cérebro se torna aprendente e aprende, entendendo-se a forma como as redes neurais desenvolvem suas atividades e de que maneira se processa o trânsito dos estímulos que chegam para ação cerebral de recepção, decodificação, consolidação e armazenamento das informações recebidas e memorizadas. Por outro lado, a neurologia é compreendida como a área médica que se propõe ao diagnóstico e tratamento dos sistemas nervoso central, periférico e autônomo, por meio do estudo da compreensão do sistema nervoso integrando as funções de movimento, sensação, emoção, pensamento, entre outras. Já com relação à neuroeducação ou neuroaprendizagem é a ciência que estuda a ação do cérebro aplicada à educação e à aprendizagem, voltada, assim, para situações de aprendizagem em ambiente clínico e educacional, para compreensão e domínio dos processos mentais que atuam na relação ensino-aprendizagem, com o objetivo de promover o desenvolvimento e crescimento humano. Por essa razão, procura compreender as atividades cerebrais e as emoções no processamento das informações para garantia da assimilação, apreensão, manutenção da memória, recuperação e uso das informações. O objetivo do presente estudo está direcionado para identificação do papel da neurociência, neurologia e neuroeducação na educação e na melhoria da qualidade de vida do individuo. A metodologia aplicada na realização deste estudo compreende o material disponibilizado em sala de aula pela professora que ministra a disciplina, resultado, portanto, na revisão da literatura disponível em livros, revistas especializadas e sites da internet. Em vista disso, o presente estudo abordará as áreas científicas da Neurociência, Neurologia e Neuroeducação na educação e na qualidade de vida do ser humano.
A NEUROEDUCAÇÃO – A neurociência é compreendida como o estudo científico que se desenvolve acerca dos aspectos de desenvolvimento, funcionais, estruturais, celulares, moleculares, evolutivos e médicos do sistema nervoso. Surgida no sec. XX, a neurociência se desenvolveu como campo cientifico, agregando conhecimento oriundos das mais diversas áreas, voltados para o tratamento das doenças neurológicas, buscando conhecer o funcionamento cerebral e melhoria da qualidade de vida do ser humano, notadamente no desenvolvimento de papel importante na área de educação, tornando-se guia para elaboração de estratégias de ensino-aprendizagem. Os estudos realizados na área das neurociências possibilitaram o entendimento de que o processo de aprendizagem se dá por meio da modificação dos comportamentos humano, quando ocorre um novo conhecimento para uma nova habilidade, seja ela de natureza cognitiva, psicomotora ou afetiva. Esses estudos levaram ao entendimento de que a aprendizagem possui íntima dependência da interação entre o individuo e o seu meio, tornando-se significativa com da adoção educacional da prática inclusiva, afastando segregação ou discriminações. Tal fato proporcionou a abertura de novos horizontes, especialmente pelo fato de que a aprendizagem deixa claro que há necessidade física de mudança cerebral com o crescimento das espículas dendríticas para que o comportamento seja devidamente modificado. Com essas mudanças cerebrais é que ocorre a consolidação da aprendizagem, resultantes do aumento das espinhas dendríticas hoje acompanhadas e monitoradas por meio de equipamentos que identificam as atividades neurais. Por consequência, os estudos neurocientíficos possibilitaram o entendimento de que a aquisição de novos conhecimentos e habilidades que resultam na aprendizagem, proporciona a mudança do comportamento, em razão da informação ou conhecimento recolhido passou da memória operacional para ser consolidado na memória de longo prazo. Para que isso ocorra é preciso que haja equilíbrio em diversas funções físicas, principalmente do equilíbrio do sono para que tal aprendizagem seja efetivada. Percebeu-se, portanto, que as descobertas e avanços ocorridos na área da neurociência relacionada com o processo de ensino-aprendizagem, tornaram-se indubitavelmente importantes para a área educacional, tendo em vista as direções tomadas para o estudo do cérebro que aprende. Tal fato se deve à constatação de que a aprendizagem e todo processual educacional envolve processos neurais que estão relacionadas com as atividades sinápticas do complexo e maravilhoso processamento de reação de estímulos do ambiente efetuado pelo cérebro, efetuando ligações entre os neurônios, tornando-se intensa a comunicação entre os estímulos que transitam para formarem circuitos processadores das informações que serão consolidadas na mudança comportamental. Tem-se, com isso, a certidão de que a neurociência passou a desvendar a função matricial do cérebro no processo de aprendizagem, por meio da identificação das funções dos lobos, sulcos, regiões e reentrâncias cerebrais de forma interativa e articulada entre si. Tais funções consolidam a memória e possibilitam o mecanismo da atenção, da memorização, da cognição, da escrita e da linguagem. Por consequência, tais conhecimentos proporcionaram a adoção de estratégias adequadas para o ensino-aprendizagem, contribuindo, assim, para aquisição, produção e reprodução do conhecimento, bem como da melhoria da qualidade de vida do indivíduo na prática educacional. Por outro lado, a neurologia é a área médica especializada no estudo das doenças estruturais e para tratamento dos distúrbios mentais do sistema nervoso, lidando especificamente com o levantamento diagnóstico e tratamento das categorias gerais das doenças que envolvem os sistemas nervosos central, periférico e autônomo, incluindo-se os tecidos, vasos sanguíneos, músculos e revestimentos. O especialista dessa área é o neurologista com competências e habilidade para investigação, diagnóstico e tratamento dos distúrbios neurológicos, bem como para a realização da neurocirurgia e atendimento neuropediátrico por seu envolvimento em ensaios clínicos e na pesquisa clinica e científica na área da medicina. Entende esse profissional que uma doença estrutural se identifica por alterações neroanatômica ou neurofisiológica que provocam lesão no nível genético-molecular, bioquímico e tecidual. A lesão genético-molecular ocorre por uma mutação do material genético DNA. A lesão bioquímica ocorre pela alteração proteínica ou enzimática responsável por reações químicas na manutenção das funções dos sistemas, órgãos ou tecidos. A lesão tecidual ocorre pela alteração morfológica ou histológica de cada sistema, órgão ou tecido. Os diagnósticos neurológicos são identificados como sindrômico e anatômico ou topográfico. O diagnóstico sindrômico compreende o exercício de associação dos sintomas e sinais neurológicos apresentados, enquanto que o anatômico ou topográfico pelo tipo de função alterada e estrutura anatômica associada. A neurologia é subdividida em três grandes áreas compreendidas por Neurologia Geral, Neurologia Infantil e Neurocirurgia, evidenciando que o conhecimento dessas áreas possibilitam melhor compreensão dos processos biológicos que envolve o movimento, o pensamento, a percepção, o aprender, a lembrança, entre outros processos, que resultam das reflexões das funções cerebrais. O conhecimento neurológico permite a apreensão de que o cérebro se modifica e se alarga na porção anterior do sistema nervoso central, circundado por três membranas que são denominadas de meninges e exercem funções protetoras que se ajustam dentro da cavidade craniana. Por conseguinte, passa-se a entender que o cérebro é formado de células nervosas denominadas de neurônios e das células gliais. Os neurônio são células de natureza nervosa e atuam comandando a sensibilidade, a motricidade e a consciência. Por sua vez, as células gliais atuam na sustentação e manutenção da vida dos neurônios, integrando a informação sensorial e dirigindo as respostas motoras. Por conta disso, passou a perceber que o cérebro é formado por dois hemisférios que são separados pela fissura longitudinal que possui o corpo caloso identificado por um espesso feixe de fibras nervosas que fornecem caminho para a comunicação entre os hemisférios. Cada hemisfério possui uma função definida, o direito controla a parte esquerda e o esquerdo controla a parte direita do corpo humano em virtude do cruzamos das fibras nervosas ocorridas no bulbo. Estes hemisférios são divididos por sulcos central e lateral que dividem as seções chamadas de lobos. O córtex cerebral também é dividido em lobos: cerebral, frontal, parietal, occipital e límbico. Esse córtex exerce funções especializadas nas mais diversas áreas com funções e limites definidos. A partir de tais conhecimentos, observa-se que o neurologista possui instrumentalização competente para definição da ação necessária a ser adotada em caso de prejuízo, principalmente de aprendizagem, apresentando e apontando formas e tratamentos adequados para o processo de habilitação. Sendo, portanto, um neurocientista, o neurologista é capaz de examinar para identificar as mais diversas condições de normalidade ou anormalidade no processo educacional, além de identificar e efetuar a definição etiológica do quadro e perfil das deficiências e dificuldades presentes na pratica educativa, possibilitando a adoção de medidas preventivas ou corretivas de tratamento, bem como adoção de estratégias que intervenham na forma mais eficiente, eficaz e rápida para a prática de ensino-aprendizagem. Dessa forma, o neurologista poderá determinar o perfil neuropsicológico, permitindo a adoção de canais terapêuticos que possam investir no desenvolvimento das habilidades e competências dos educandos. Com a realização e identificação do diagnóstico sindrônico e funcional possibilitará no auxilio e no reconhecimento das condições neurológicas manifestadas ou que possam se manifestar, identificando preventivamente distúrbios ou transtornos de comportamento e de aprendizagem. Dá-se, com isso, o entendimento de que a identificação precoce possibilita uma melhor intervenção profissional para tratar ou erradicar qualquer distúrbio ou transtorno. Além disso, o neurologista poderá trazer ferramental adequado para a relação entre os componentes da sala de aula com aqueles portadores de necessidades especiais, favorecendo a inclusão social e escolar, principalmente naqueles tipos de PNEs que precisam de utilização de alguma medicação psicoafetiva identificando os efeitos colaterais e suas ações incidentes no sistema nervoso.
A EDUCAÇÃO E A NEUROEDUCAÇÃO - O acompanhamento e participação do profissional de neurologia ou neuropsicologia na educação é importante também para no caso de identificação de dificuldades ou enfermidades, prescrever psicofármacos que sejam benéficos para melhoria da aprendizagem, minimização de problemas comportamentais ou interferência nas dificuldades de relação na vida escolar. A parceira educação com neurologia indubitavelmente proporcionará melhorias eventuais pela melhor compreensão que se terá do quadro clínico de cada aluno que se encontre com deficiência ou dificuldade, para instaurar um efetivo quadro de inclusão social e escolar. Já a neuroeducação foi criada por Susan Leigib com o objetivo de trabalhar com as informações do sistema mental com base no conceito do mapa holográfico cerebral, construído pelo cérebro na codificação da realidade. Compreende, portanto, um composto de técnicas com estrutura da mecânica quântica que permite a neuroprogramação das matrizes de inteligência, para intervenção em áreas específicas do sistema mental e criação de possibilidade que potencializem as matrizes lógicas. Trata-se de um processo que objetiva a potencialização do uso cerebral por meio do processo educacional, a partir do conceito de tela mental e imaginação por meio de ferramentas capazes de intervir sobre as deficiências ou dificuldades de aprendizagem para torná-la fácil, rápida e acessível a todos. Por consequência, esse ferramental possibilita ao individuo atingir o máximo potencial de funcionalidade e capacidade para melhoria da qualidade de vida do individuo. A neuroeducação é a área científica que estuda e procura compreender os distúrbios, doenças nervosas e mentais que afetam o processo de aprendizagem, possibilitando ao profissional da educação na identificação de problemas que possam ocorrer na sala de aula. Atua na identificação e tratamento das dificuldades de aprendizagem, deficiências de audição e visão, dislexia, discalculia, dispraxia, gagueira, hiperatividade e desordem de atenção, disfunções cerebrais e do desenvolvimento, retardamento mental, lesões cerebrais, além de doenças istêmicas. doenças mentais como depressão, ansiedade, entre outras. Está voltada para tornar o ato de estudar, frequentar escola, leitura de livros, pensar, aprender novas coisas como uma atividade muito interessante, prazerosa, fácil e ao alcance de todos, com o objetivo de trabalhar na superação de incapacidades de aprendizagem e para expansão dos conhecimentos específicos. Assim sendo, atua no tratamento das dificuldades de aprendizagem no estudo formal, memorização, execução de instrumentos musicais, concentração e motivação, entre outras atividades. Em vista do exposto, a neuroeducação e neuroaprendizagem objetivam a criação das melhores condições de ensino e aprendizagem, tanto para os profissionais da educação para os clínicos em geral. Atua, portanto, na identificação, compreensão e criação de estratégias que possibilitem o desenvolvimento e estimulação dos processos neurocognitivos fundamentais que envolvem o ato de aprender. Além disso, procura criar métodos eficazes de ensino-aprendizagem nas mais diversas situações, compreendendo as bases neurocientíficas dos processos que envolvem a relação ensino-aprendizagem, identificação dos perfis neuropsicológicos na normalidade e nos principais transtornos que possam ocorrer no processo de aprendizagem; aplicação prática de conhecimentos e estratégias neurocientíficas que possibilitem a garantia de um melhor processo de ensino-aprendizagem; desenvolvimento e aplicação de estratégias de ensino na educação especial com o objetivo da inclusão escolar e social.
CONCLUSÃO - Observou-se conclusivamente com o estudo ora realizado, que o conhecimento ofertado pelas neurociências acerca da função do sistema nervoso, possibilita uma maior compreensão entre os comportamentos e sintomas dos alunos que se encontrem na condição de sadios, como aqueles que apresentem dificuldades ou enfermidades que possam ser tratadas. Tem-se que esse profissional da área das neurociências possui aptidão efetiva e de forma ampla pelo estudo e habilitação médica para atuar na área assistencial e educacional. Por outro lado, o conhecimento da áreas científicas da neurologia e neuropsicologia possibilitam a compreensão das estruturas do sistema nervoso pela sua identificação anatômica, do modo de funcionamento de cada uma dessas estruturas por meio do conhecimento neurofisiológico e dos mais diferentes tipos de alterações possíveis nessas estruturas e função desse sistema por meio da semiologia, bem como das doenças de natureza neurológica que incidem alterando de maneira diversa e produzem os mais diferentes tipos de sintomas e sinais na função e na estrutura do sistema nervoso. É pelo conhecimento da área de neurologia que se terá conhecimento dos distúrbios e suas caracterizações, principalmente os de natureza crônicodegenerativa, como a que foi exemplificada com a visualização do filme O óleo de Lorenzo, bem como das mais diversas formas e tipos das doenças neurológicas, O conhecimento neurológico e neuropsicológico permite ter uma melhor compreensão de distúrbios e transtornos, pela possibilidade de diagnóstico propiciado para orientação acerca do tratamento adequado, melhorando a relação médico-paciente pela sua constante necessidade de atualização e estudos na interpretação do seu exercício e exames. Já a neuroeducação permite a realização de um trabalho terapêutico individualizado com o objetivo de possibilitar a reorganização das estruturas neurológicas, a organização das construções sinápticas e dos meios eficientes e eficazes para a melhor funcionalidade do aparelho cerebral. Percebeu-se, portanto, com o estudo ora realizado que a articulação da neurociência, neurologia, neuropsicologia e neuroeducação contribuem para a prática educacional na relação ensino-aprendizagem, por se encontrarem relacionadas com a percepção das emoções e das cognições que se fazem presentes nas relações sociais e educacionais. Tendo em vista a importante ação e função do cérebro no organismo humano, ficou compreendido o comportamento humano é o resultado da atividade exercida em conjunto pelas células nervosas que compõem as redes neurais e que se constituem no sistema nervoso do ser humano. As mudanças de comportamento humano dependem diretamente do número de neurônios e das substancias químicas resultantes das suas atividades, bem como das conexões neurais organizadas nas trocas de informações sinápticas. Tendo-se o fato de que o cérebro é o importante órgão que se encontra responsável pela aprendizagem e que, por outro lado, os professores e educadores atuam em suas práticas profissionais no fornecimento de estimulo que serão direcionados para identificação, consolidação, seleção, decodificação e armazenamento dessas informações, possibilitando, assim, o desenvolvimento do aprendizado e mudanças de comportamento. É em vista disso que a neurociência, a neurologia, neuropsicologia e a neuroeducação assumem papel relevante na prática educacional, notadamente na relação ensino-aprendizagem, por terem por foco o estudo e as pesquisas acerca do sistema nervoso, suas células e moléculas, órgãos, estruturas e funções específicas que incidem diretamente nas mudanças do comportamento humano. Os avanços nessas áreas científicas trouxeram uma maior compreensão do funcionamento e operação do sistema nervoso, notadamente acerca das funções e atividades do cérebro, possibilitando uma melhor adoção de praticas cientificas no processo educacional. Faz-se mister, portanto, que preocupando-se com o processo de ensino-aprendizagem, há que se valorizar substancialmente os conteúdos oriundos das áreas científicas estudadas, entendendo que cada uma delas favorece uma prática educacional mais consistente, humanizada e inclusiva. Torna-se inquestionável a importância da neurociência, neurologia, neuropsicologia e neuroeducação pelo devido conhecimento e compreensão dos processos cerebrais, sinapses, funções, estruturas e atividades, percebendo o quão necessário se faz para se entender as necessidades e potencialidades dos alunos na sala de aula. Tais conhecimentos adquiridos embasam e robustecem o arcabouço intelectual do profissional de educação e de outras áreas, no atendimento de pacientes ou de alunos, experimentando possibilidades de entendimento acerca da apreensão de conteúdos, promoção de habilidades e competências, bem como de se entender o trâmite do processo de aprendizagem que vai desde a recepção do estímulo e os demais processos neurais até a apreensão e armazenamento dos conhecimentos. Tais áreas científicas possibilitam a adoção de estratégias educacionais para uma adequada forma de ensino-aprendizagem, garantindo o aprender de todas as formas, possibilitando que esse aprender seja determinantemente efetuado de formas a promover habilidades e competências. São exatamente essas áreas científicas que possibilitam a ampliação de pesquisa na busca por modelos amplos para aplicação prática no interior da sala de aula. Por fim, há que se observar que o conhecimento adquirido nos estudos ora realizados, desenvolvidos acerca do papel da neurociência, neurologia e neuroeducação reverte-se em benefícios para a pratica pedagógica dos profissionais de educação e do melhor atendimento dos alunos que se encontrem com dificuldades ou enfermidades de aprendizagem.
REFERÊNCIAS
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REED, Umbertina. Neurologia: noções básicas sobre a especialidade. Disponível em http://www2.fm.usp.br/pdf/neurologia.pdf. Acesso em 10 jul 2014. Veja mais aqui e aqui.



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