quarta-feira, novembro 26, 2008

EDUCAÇÃO SEXUAL & GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA



EDUCAÇÃO SEXUAL & GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA – Nos dias atuais, quando os jovens iniciam a sexualidade tão precocemente, desavisados dos altos riscos que poderão advir, nada mais sensato do que se lhes prestar toda a gama de informações a respeito. Isto porque o aumento progressivo de gravidez de adolescentes e o grande avanço das doenças sexualmente transmissíveis estão a exigir urgentes providências, para que os alunos estejam perfeitamente informados. Mediante tais fatos, é importante que a escola esteja pronta para ministrar, instruir e, consequentemente, formar jovens, principalmente aos alunos do Ensino Fundamental, cuja idade varia de sete aos quatorze anos, quando seus interesses começam a voltar-se para a sexualidade. Principalmente depois da edição da Lei 9.394/96, estabelecendo as diretrizes e bases da educação nacional, onde a educação passa a abranger os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. A partir da citada lei, vieram os parâmetros curriculares nacionais e, com ele, a adoção da orientação sexual como tema transversal, perpassando toda as disciplinas do ensino fundamental, visando uma globalização curricular. Com isso que se evidencia o presente estudo de pesquisa pautado na temática "Educação sexual & gravidez na adolescência no contexto do ensino fundamental", no sentido observar os princípios da LDB, a normatização estabelecida nos PCN´s, a transversalização da orientação sexual, a aprendizagem e a formação do aluno do ensino fundamental mediante tal temática.
A ADOLESCÊNCIA - A adolescência é um período de mudanças orgânicas e psicológicas e, ao mesmo tempo, um momento de descobertas, dentro e fora de si próprio. E pelo fato de que o  adolescente vive em busca de conhecimentos, principalmente em relação à sexualidade com questionamentos que com certeza geraria uma lista imensa. Tendo em vista as inquietações que assolam o adolescente, é necessário que se enfoque os mais diversos temas que envolvem a sexualidade, no sentido de proporcionar uma verdadeira e eficiente orientação sexual. Por outro lado, a gravidez precoce é uma das ocorrências mais preocupantes relacionadas à sexualidade da adolescência, com sérias conseqüências para a vida dos adolescentes envolvidos, de seus filhos que nascerão e de suas famílias.  Por esta razão, que o presente se justifica, pelo o entendimento de que a sexualidade surge em todas as idades, pela necessidade de se responder às dúvidas diretamente sobre o assunto, incluindo temas sobre educação sexual e cabendo ao educador desenvolver uma ação crítica e reflexiva sobre o assunto. Justifica-se mais porque a orientação sexual no tocante à gravidez na adolescência deve contribuir para que os alunos exerçam sua sexualidade com prazer e responsabilidade, exercitando a cidadania, respeitando a si e aos outros, garantindo direitos básicos como a saúde, informação e conhecimento.
EDUCAÇÃO E GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA - Tem sido tarefa difícil explicar a causa de existir tantas adolescentes grávidas, e seu crescente número a cada ano. De um lado, alguns profissionais apontam para a falta de informação, de outro, a questão centra-se numa busca pela identidade por parte dos adolescentes. Cabe o estudo e a reflexão acerca das várias possibilidades que levam à gravidez na adolescência. A partir disso, observa-se que Kalina (1999) define que na adolescência, ocorre uma profunda desestruturação da personalidade e que com o passar dos anos vai acontecendo um processo de reestruturação, onde a questão familiar e social funciona como co-determinante no que resulta enquanto crise, especialmente, à conquista de uma nova identidade. O amadurecimento sexual do adolescente, de acordo com Tiba (1996), acontece de forma rápida, simultaneamente ao amadurecimento emocional e intelectivo, iniciando então, o processar na formação dos valores de independência, que acaba por gerar pensamentos e atitudes contraditórios, especialmente quanto a parceiros e profissões. Já Aberastury (1983) diz se tratar de uma luta difícil para o adolescente encontrar uma identidade, que ocorre num processo de longa duração, além de lento, neste período, em que os jovens vão construindo a base final da personalidade, de seu perfil adulto. Este processo acontece por meio de tentativa e erro, em sua maior parte, buscando o verdadeiro eu, e acaba por sofrer agonias e dúvidas, querendo ser diferente do que fora em sua infância, num buscar uma identificação própria e diferente.  Vê-se, com isso, a enorme responsabilidade educacional durante o processo de adolescência, e Sayão (1995) confirma tal postura com relação aos filhos, que crescem e aos pais cabe a preparação sobre as mudanças no corpo e o aprendizado de como lidar com as questões sexuais, usando de honestidade e se preocupando em transmitir valores, além das regras. Ao se tratar sobre prevenção da gravidez, pode-se encontrar inúmeras pesquisas realizadas através de universidades ou do ministério da saúde brasileiro, onde revelam constantemente que grande parte da população tem tido a informação básica necessária sobre o uso de anticoncepcionais, e que apesar dos adolescentes possuírem este conhecimento, acabam mantendo um relacionamento sexual sem tomar os cuidados necessários e assim, engravidam inesperadamente. Conforme Duarte (1997), pode-se compreender que a gravidez na adolescência não é um episódio, mas um processo de busca, onde a adolescente pode encontrar dificuldade e acaba por assumir atitudes de rebeldia. Assim, aumentar a freqüência de informações dentro das escolas, através das aulas é uma boa forma colaboradora, até que este assunto se incorpore definitivamente na cultura do adolescente, isso porque a televisão em seus diversos horários, inclusive os de grande audiência, transmite cenas de erotismo e sensualidade, podendo, também, apresentar cenas de prevenção e cuidados a este respeito, em boa dose e intensidade, não apenas em alguns momentos especiais, aumentando conseqüentemente, o estímulo a esta prática fundamental de prevenção, que se dá muito por meio da vontade. Partindo então do princípio de que a Orientação Sexual se propõe a fornecer informações sobre sexualidade e a organizar um espaço de reflexões e questionamento sobre postura, tabus, crenças e valores a respeito de relacionamentos e comportamento sexuais, passa, então, a abranger o desenvolvimento sexual compreendido como: saúde reprodutiva, relações interpessoais, afetividade, imagem corporal, auto-estima e relações de gênero; e enfocando as dimensões fisiológicas, psicológicas e socioculturais da sexualidade através do desenvolvimento das áreas cognitiva, afetiva e comportamental, incluindo as habilidades para a comunicação eficaz e a tomada responsável de decisões. Desta forma, o trabalho de Orientação Sexual procura ajudar crianças e adolescentes a terem uma visão positiva da sexualidade, a desenvolverem uma comunicação clara nas relações interpessoais, a elaborarem seus próprios valores a partir de um pensamento crítico, a compreenderem o seu comportamento e o do outro e a tomarem decisões responsáveis a respeito da vida sexual, agora e no futuro. Por esta razão, a escola e o professor assumem papéis fundamentais na abordagem da sexualidade, notadamente a gravidez na adolescência, no sentido de, assim, prevenir através das observações a respeito das causas e seus danosos efeitos na vida do adolescente. E é neste sentido que se faz necessário articular a educação, buscando a partir da LDB, dos PCN´s , da transversalização do tema orientação sexual, das diversas teorias disponíveis a respeito dos estudos efetuados por autoridades no assunto, da própria observação do comportamento e entendimento do aluno na sala de aula a respeito do tema proposto, além da investigação de que forma pode se efetivar uma prática pedagógica eficiente para prevenir a gravidez na adolescência entre os alunos do ensino fundamental.
REFERÊNCIAS:
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VITIELLO, N. Sexualidade: quem educa o educador. Um manual para jovens, pais e educadores. São Paulo: Iglu, 1997. Veja mais aqui, aqui e aqui.



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