sexta-feira, agosto 26, 2011

A MULHER NO BRASIL IMPÉRIO & ZINE TATARITARITATÁ!




A MULHER NO BRASIL IMPÉRIO - No Império, segundo Bauer (2001) se deu o cenário de profundas mudanças econômicas, políticas e sociais, nas quais a situação social da mulher praticamente manteve-se inalterada na sociedade brasileira durante todo período. Para ele, “[...] operaram-se pequenas e pouco visíveis transformações. Houve, inclusive, mulheres que destacaram-se e enfrentando toda sorte de dificuldades, inscreveram o seu nome na história do país” (BAUER, 2001, p, 127). É que o reafirma Teles (2003), ao considerar que nesta fase histórica, a condição da mulher permaneceu imutável no seu papel de mãe, esposa e dona-de-casa. Os centros de decisão política eram exclusivos dos homens. Mesmo assim, houve mulheres que se destacaram, ao lado de escravos e intelectuais, em lutas sangrentas pela Independência e pela abolição da escravatura. Foi no séc. XIX que as mulheres começaram a reivindicar seu direito à educação. Isso porque em 1827 só era admitido para as meninas a escola de 1º grau, proibida de níveis mais altos. Estas meninas eram preparadas para trabalhos de agulha só podendo aprender as 4 operações. As professoras ganhavam sempre menos. O ingresso da primeira mulher no curso superior se deu em 1881, quando foi graduada doutora em medicina Rita Lobato Velho Lopes, contrariamente a este evento, a mulher competia o papel de dona-de-casa, esposa e mãe. Neste cenário é devido destacar o papel da revolucionária brasileira Anita Garibaldi, que lutou na Guerra dos Farrapos e tombou, ao lado do seu marido Giuseppe, combatendo pela Unificação Italiana, transformando-se em heroína e glorificada naquele pais. É considerável também destacar a figura de Nísia Floresta Brasileira Augusta que defendia a abolição da escravatura ao lado de propostas como educação e a emancipação da mulher, e instauração da República. Dedicou-se ao magistério, publicou e traduziu livros, fundou um colégio para meninas no Rio de Janeiro, mudou-se para Europa, tornando-se adepta e amiga de Auguste Comte. Merece também registro neste período, segundo Teles (2003), o aparecimento do primeiro jornal feminino no Brasil: foi o Jornal das Senhoras, lançado em 1852, editado pela argentina Joana de Paulo Manso, em Santos. Depois outra publicação denominada Belo Sexo, em 1862, editada por Julia Albuquerque Sandy Aguiar. Deu-se também o surgimento da publicação O Sexo Feminino, dirigido por Francisca Senhorinha da Motta Diniz, em Minas Gerais, em 1873, que era destacada lutadora pelo direito ao voto e pela abolição da escravatura. Em 1889, Sexo Feminino vira Quinze Novembro do Sexo Feminino. Veja mais aqui.
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