terça-feira, setembro 13, 2016

A MENSTRUAÇÃO MENTAL DO ROBIMAGAIVER PUTO DA VIDA


A MENSTRUAÇÃO MENTAL DO ROBIMAGAIVER PUTO DA VIDA – De repente Robigmagaiver emputeceu-se, fúria das brabas mesmo, dele dar uma sumida de quase ser esquecido completamente em Alagoinhanduba. Oxe, aindagora mesmo o cara estava bonzinho da silva, mangando da cornice de um, da cagada da má sorte de outro, do revestrés de tantos, do enterro voltando dum bocado, da dedada da vida no furico doutros, todo nas folganças das camaradagens, pra lá de chistoso com um caçuá de pilhéria pra cima de todos, não escapando mesmo ninguém da sua língua sarcástica. De uma hora pra outra, o cara trancou-se na dele de zarpar com caras de poucos amigos. Deu tempo, quem perguntasse ouvia um sei não por resposta, dando trela pras maiores deduções: ah, invocou-se de enfiar a cara no próprio cu! Nada, enfezou-se com ele mesmo de não querer mais nem botar a cara pro mundo! Não, é que a primeira gaia no quengo do corno fica dando circuito, aí o cara funde a cuca de tanto morrer de vergonha! Vixe, foi não!?! Avalie, o cara viu que a vida dele não valia um cocô de louro de nada! Será que vai se matar? Podexá, o chifre come devagarinho! Danou-se! Dias depois ele reaparece com uma barba que não tem mais tamanho, todo arrepiado, cara inchada com beiço saliente e venta empinada, bufando que só no tórax armado – parecia que ele ia pruma briga macha mesmo -, entrando e saindo dos cantos sem dizer uma palavra sequer. Que é que deu nesse desgraçado, hem? Quem era doido de perguntar a ele? Cismei no canto e encarei o bicho: - Que é que tá havendo, Robi? Ele parou de repente, me olhou dos pés à cabeça, cuspiu grosso e ronronou: - Tô invisível! Ué, invisível? Todo mundo está lhe vendo pra cima e pra baixo todo sisudão de raivento, ora! Tô puto da vida, meu! Qual o problema? Se abra, vá? Tenho salvação não! Desembucha! Aí ele fez uma careta e começou o blábláblá de tanta bunduda reboculosa se rebolando pra cima e pra baixo, ele liso com a praga sem um centavo pra furunfar na nega, ora! Ora, ora. Melhor morrer e virar invisível! Calma, rapaz. O fodido só serve pra se foder mesmo! Eita! Essa vida de pobre lascado me cansou, vou arribar. Isso não tem a menor graça. Pedi arrego, num existo mais, fui! E foi-se mesmo, ninguém sabe pra onde, nunca mais deu as caras, nem se teve notícia da catinga dele em qualquer lugar do mundo. Sobraram as lorotas que os caras descascam da lembrança dele. Vôte! Cada doidice que me aparece. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. Veja mais aqui.

UMA MÚSICA
Curtindo o álbum The Swan (EMI, 2011), da violoncelista e maestrina sul-coreana Han-Na Chang, com a Philarmonia Orchestra, sob a regência de Leonard Slatkin.

PESQUISA: SOCIOLOGIA ECONÔMICA - [...] Os argumentos teóricos rejeitam por hipótese todo impacto da estrutura social e das relações sociais sobre a produção, a distribuição e o consumo. Em mercados competitivos, nenhum produtor ou consumidor notadamente influencia a demanda ou a oferta agregada, e, portanto, os preços ou outros termos de troca. [...] Comentários mais recentes de economistas sobre as influencias sociais explicam isso como processos por meio dos quais os atores adquirem costumes, hábitos ou normas que são seguidos mecânica e automaticamente, independente da influência da escolha racional. [...]. Trecho do artigo Ação econômica e estrutura social: o problema da imersão, do sociólogo e professor estadunidense Mark Granovetter, extraído da obra Redes e sociologia econômica (EdUFSCart, 2009), organizado por na Cristina Braga Martes, com o propósito de contribuir para que sociólogos se debrucem sobre os fenômenos centrais da vida econômica.

UM LIVRO: 
[...] Jeanne, que não se sentia nem um pouco satisfeita com o enfoque que Tom dera a seu papel de Maria Antonieta, vista através dos olhos de Cedric, a caminho da guilhotina. O flash-forward mostrava Jeanne dentro da carroça, maquiada para se parecer com o desenho da rainha desesperada feito pelo pintor David – sem peruca, o cabelo desgrenhado, no estilo gamon, o rosto prematuramente envelhecido [...].
Trecho da obra Realidade e sonhos (Companhia das Letras, 2001), da escritora escocesa Muriel Spark (1918-2006), contando a história de um diretor de cinema que, após um acidente em uma filmagem, enfrenta uma nova realidade profissional, familiar e afetiva, durante a convalescença forçada.


PENSAMENTO DO DIA: O MUNDO DA VIDA COTIDIANA - [...] O mundo da vida cotidiana não somente é tomado como uma realidade certa pelos membros ordinários da sociedade na conduta subjetivamente dotada de sentido que imprimem a suas vidas, mas é um mundo que se oriogina no pensamento e na ação dos homens comuns, sendo afirmado como real por eles. Antes, portanto, de empreendermos nossa principal tarefa devemos tentar esclarecer os fundamentos do conhecimento na vida cotidiana, a saber, as objetivações dos processos (e significações) subjetivas graças às quais é construído o mundo intersubjetivo do senso comum [...]. Trecho extraído da obra A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento (Vozes, 1973), dos professores estadunidenses Peter L. Berger e Thomas Luckmann, tratando acerca dos fundamentos do conhecimento da vida cotidiana e da sua realidade, a interação social, a linguagem, a sociedade como realidade objetiva, organismo e atividade, institucionalização, entre outras outras abordagens e assuntos .

UMA IMAGEM
A arte do fotógrafo estadunidense Greg Gorman.

Veja mais sobre Theodor Adorno, Charles Bukowski, Johann Haydn, Glauber Rocha, Maria Kliegel, Glauce Rocha, Johan Tobias Sergel, Isaac Lázaro Israëls, Ezequias Pessoa de Siqueira & Literatura Infantil aqui.

E mais:
Os perós do achamento e invasão de Pindorama, João Ubaldo Ribeiro, Constança Capdeville, Alcmeón de Crotona, Eleonora Duse, Alexander Sokurov, Ignacio Zuloaga y Zabaleta, Mariya Kuznetsova, Caroline Corr, Fred Moore & Marco Polo Guimarães aqui.
Libambo na Maxambeta, Stéphane Mallarmé, Érico Veríssimo, Hegel, Jean Cohen, Terêncio, Phillip Noyce, Linda Lepomme, Do Thi Hai Yen, Lesley-Anne Down & Steve Hanks aqui.
Bambaquerê no elastério, Arthur Schopenhauer, Comenius, Luís da Câmara Cascudo, Brian De Palma, Malcolm Liepke, Júlia Lemmertz, Rebecca Romijn, Edward Hopper, Sandra Duailibe & Wanderlúcia Welerson Sott Meyer aqui.

DESTAQUE: 
Nude with skeleton (2011) da artista performativa sérvia Marina Abramović, exposição Memórias da obsolescência (2015).

CRÔNICA DE AMOR POR ELA
Nude, do fotógrafo estadunidense Alfred Cheney.
Veja aqui e aqui.

CANTARAU: VAMOS APRUMAR A CONVERSA
Paz na Terra
Recital Musical Tataritaritatá - Fanpage.
Veja  aqui e aqui.