sábado, maio 10, 2014

NANDO LAURIA


 Foto: Nando Li.

NANDO LAURIA – Desde menino fui levado a sempre buscar e me surpreender com novidades musicais, uma lição aprendida com meu guru Afonso Paulo Lins. E isso era além do que se convenciona pelo senso comum de oito a oitenta, vez que abrangia muito além desses limites: o horizonte. Foi exatamente a partir disso que comecei a me antenar com o que se fazia de música e literatura fora dos circuitos comerciais e, ainda por cima, numa cidadezinha do interior de Pernambuco. 

Já quase adolescente me tornei vizinho do Tininho que, além de ser o meu professor de Matemática no Ginásio Municipal, era um audiófilo de primeira. Para minha maior satisfação, era a casa de Tininho o ponto de reencontro com o Afonso. Foi daí que começou: todos os sábados, seja na casa de um ou de outro, ouvíamos as novidades que cada um tinha para mostrar: discos, livros e muito bate papo. 

Segui a trilha dos dois por uma estrada renovada todos os sábados, regadas por muita literatura, boa música e bom papo no meio dumas cervejinhas que se estendia desde manhazinha até tarde adentro.

Depois disso, consegui manter esses encontros adolescentes lá em casa com os meus amigos Luciano Azevedo, Jaorish Telles e Tomé. O mote era: novidades musicais todos os sábados. 

Mesmo na minha vida andeja de sempre, morando aqui e acolá, mantive esse hábito de sempre procurar por novidades. 

Muito depois, numa dessas tarde de mil novecentos e noventa e tanto, tive a grata satisfação de ser presenteado por meu amigo Luciano Azevedo com dois DVDs do Pat Metheny. Que presentaço! Foi o que me fez reouvir os CDs desse grande músico. Foi exatamente por causa desse presente que apareceu o nome de Nando Lauria. Graças ao Luciano, pude desviar minha atenção para o talento desse músico. Pronto, bastou a menção do meu amigo e, curioso como sempre, passei a ouvir mais atentamente esse excelente talento. 

Primeiro me chegou Episode, uma música digna de nota. Belíssima. 

Na levada veio Thinking of Recife, quando fui levado a reviver minha infância e adolescência, bordejando peralta na bicicleta do primo Wadson pelas areias Boa Viagem, ou embalado e com olhos vidrados nos passeios com Tia Nadeje e Tio Zezé, ou nos encontros fortuitos com a prima Jane, ou me perdendo noite alta nas esquinas do Pina procurando por Tia Lourdes, ou mergulhando nas estantes da Livro 7, de olhos pregados nas sessões de arte da AIP, até me perder no meio das biritadas com Gulu e Fernando Bigodinho na Imbiribeira. 

Quando ouvi Sonho (Dream), If I Fell e Dreaming of you, fui obrigado a admitir: esse Nando Lauria é bom demais. 

Aí músicas como Back Home, Lyle Mays Saudade (Longing), Que xote (What a rhythm), Take Two e Shall We passaram a ser a trilha sonora preferida das audições. 

Não me contive e vasculhei a discografia do rapaz e colei o ouvido nos Passion, Points of View, Novo Brasil e Narada Decade.
 
Foi aí que soube se tratar do violonista e compositor pernambucano que, ainda em Recife, estudou no conservatório de música. Depois se graduou no Boston´s Berklee College of Music, fez parte do Pat Metheny Group ao lado do baixista argentino Pedro Aznar e do percussionista pernambucano NanáVasconcelos, além de participar do grupo Special EFX.
Mas uma coisa eu digo: melhor que ler sobre Nando Lauria é ouvi-lo. E eu convido você a conhecer sua música no Itunes ou mesmo singrando os muitos clipes dele no YouTube. Podem conferir e constatem. Parabéns, Nando Lauria, aplausos de pé!

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