sábado, janeiro 10, 2015

BEETHOVEN, KANDEL, HERMETO, LINDA LOVELACE E NINA KOZORIZ


Imagem: Mystic flowers I Tempera on cardboard, da artista plástica Nina Kozoriz.

Ouvindo: Slaves Mass, álbum de 1977, do compositor, arranjador e multi-instrumentista alagoano, Hermelo Pascoal.

O SEGREDO DA VIDA DE BEETHOVEN – O gênio da música, o compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827), em mais um momento de profunda inspiração, falou a respeito do segredo da vida: Feliz aquele que, tendo aprendido a dominar todas as paixões, emprega sua energia no cumprimento das tarefas impostas pela vida sem se preocupar com o resultado. O objetivo do teu esforço deve ser a ação, e não aquilo que ela produzirá. Não sejas um daqueles que, para agir, necessita do estímulo representado pela esperança da recompensa! Não deixes teus dias se evanescerem na indolência. Sê trabalhador e cumpre com teu dever sem te inquietares com as consequências, sejam elas bons ou maus produtos; essa indiferença atrairá tua atenção para as considerações espirituais. Busca refugio apenas na sabedoria, pois apegar-se aos resultados causa infelicidade e sofrimento. O verdadeiro sábio não se ocupa daquilo que é bom ou mão no mundo. Pensa sempre nessa direção: eis o segredo da vida! Veja mais aqui.

EM BUSCA DA MEMÓRIA – Em um dos seus livros, Em busca da memória: o nascimento de uma nova ciência da mente, o neurocientista austríaco Eric Richard Kandel fala da maravilha que é a faculdade de lembrarmos do que nos ocorreu na vida, destacando a nova revolução científica acerca dos estudos da mente. Ele destaca no início da obra que: A memória sempre me fascinou. Pense no que ela é capaz de nos proporcionar. Podemos nos lembrar, por vontade própria, de nosso primeiro dia de aula na escola secundária, de nosso primeiro encontro, de nosso primeiro amor. Ao fazer isso, não nos recordamos somente do evento em si, mas experimentamos também a atmosfera em que ele ocorreu — os cenários, os sons, os cheiros, o ambiente social, o momento do dia, as conversas e o clima emocional. Recordar o passado é uma forma de viagem mental no tempo. Ela nos liberta dos limites temporais e espaciais e permite que nos movamos livremente ao longo de dimensões completamente outras. Veja mais aqui.

LINDA LOVELACE – A atriz norteamericana Linda Susan Boreman tornou-se famosa com o nome artístico de Linda Lovelace (1949-2002), ao protagonizar o filme Deep Throat, em 1972 – um filme que se fez maravilhoso no imaginário da minha adolescência: é que nessa época eu tinha apenas meus 12 anos de idade e sob a petulância de um bigodinho ralo embaixo da venta que me dava a empáfia de um adulto precoce que não tinha tirado ainda nem a catinga do mijo, consegui burlar os porteiros e me deliciar com as cenas desse clássico do erotismo (ou pornográfico? Qual a distância entre o erótico e o pornográfico? Um cabelinho de sapo. Cada um com seu olhar e fim de papo: cada qual, cada qual. Enfim, por causa desse filme, Linda foi regia e devidamente homenageada nos meus prazeres solitários noitedias). E depois vieram outros tantos filmes que culminaram no lançamento de uma autobiografia Ordeal contando sua atribulada vida de sucesso e decadência. Mãe de dois filhos, vítima de uma série de problemas de saúde e de muitos altos e baixos, tornou-se uma ativista ferrenha contra a indústria pornográfica, até morrer de um acidente de automóvel. Sua vida trágica foi transformada num filme em 2013, o Lovelace, dirigido por Rob Epstein e Jeffrey Friedman, e estrelado pela lindíssima Amanda Seyfried numa atuação, a meu ver, fenomenal. Como já dizia Caetano Veloso: “Cada sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Veja mais aqui


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