quinta-feira, janeiro 01, 2015

PAZ, EINSTEIN, KRISHNAMURTI, GAUGUIN & SCRIABIN!


Imagem: D´Ou Vennons-Nous? Qui-Sommes-Nous? Ou allons-Nous? (De Onde Viemos? Que Somos? Para Onde Vamos? - O ciclo da vida e a trajetória humana), Óleo sobre tela, Taiti - 1897, do pintor do pós-impressionismo francês Paul Gauguin (1848-1903).

Ouvindo: L´Acte préalable (Preparation to the final Mystery), do compositor russo Alexander Scriabin (1872--1915), com a Deutsches Symphonie-Orchester Berlin & St Peterburg Chamber Choir

PARA QUÊ AS RIQUEZAS? – Respondendo a essa indagação, o físico alemão Albert Einstein (1879-1955) assevera: “Todas as riquezas do mundo, ainda mesmo nas mãos de um homem inteiramente devotado à ideia do progresso, jamais trarão o menor desenvolvimento moral para a humanidade. Somente seres humanos excepcionais e irrepreensíveis suscitam idéias generosas e ações elevadas. Mas o dinheiro polui tudo e degrada sem piedade a pessoa humana. Não posso comparar a generosidade de um Moisés, de um Jesus ou de um Gandhi com a generosidade de uma Fundação Carnegie qualquer”. (Albert Einstein, Como vejo o mundo). Veja mais aqui, aqui e aqui

A PAZ DE KRISHNAMURTI – Como hoje é o Dia Internacional da Paz, nada melhor que as palavras de reflexão do filosofo, escritor e educador indiano Jiddu Krishnamurti (1895-1986): [...] necessitamos de paz. A paz e a liberdade são uma necessidade absoluta, porque nada pode florescer, funcionar plena e completamente, a não ser na paz, e a paz não é possível sem a liberdade. Há milhões de anos que vivemos em conflito, não só interiormente, mas também exteriormente. Nos últimos cinco mil e quinhentos anos travaram-se catorze mil e tantas guerras – quase três guerras em cada ano, durante a história escrita do homem – e aceitamos tal maneira de viver, aceitamos a guerra como norma da vida. Mas, nada pode funcionar ou florescer no ódio, na confusão, no conflito. Como entes humanos, temos de encontrar uma diferente maneira de viver – de viver neste mundo sem conflito interior. Então, esse sentimento interior de paz poderá expressar-se, em ação, na sociedade. Cumpre, portanto, a cada um averiguar por si próprio se, vivendo em relação com o mundo, como ente humano, é capaz de encontrar aquela paz – não uma paz imaginária, mítica ou mística, fantástica; se é capaz de viver sem nenhuma espécie de conflito interior e de ser totalmente livre, não imaginariamente livre, num certo mundo místico, porem realmente livre, interiormente – pois então esse estado se expressará exteriormente, em todas as suas relações. Eis as duas questões principais. Cumpre-nos descobrir se o homem – vós e eu- tem possibilidade de viver e atuar neste mundo de maneira diferente, sem conflito de espécie alguma, tornando-se, assim, capaz de criar uma estrutura social não baseada na violência. Neste país pregou-se a não violência durante trinta, quarenta anos, ou mais, e todos vós aceitastes esse ideal da não violência, e incessantemente repetíveis essas frase. Durante milhares de anos vos disseram que não deveis matar. De repente, da noite para o dia, tudo isso desapareceu. Isso é um fato, e não uma opinião minha. E é bem estranhável que não hajam aparecido indivíduos capazes de dizer: Não quero matar – e dispostos a enfrentar as consequências. Tudo isso – isto é, viver verbalmente, aceitar facilmente ideais e com igual facilidade abandoná-los – denota uma mente sem nenhuma seriedade, nenhuma gravidade, uma mente leviana e não uma mente interessada a sério nos problemas mundiais. Um dos principais problemas do mundo é a guerra – não importa se ofensiva ou defensiva. Enquanto existirem Estados soberanos, nacionalidades separadas, governos separados, com seus exércitos, fronteiras, nacionalismos, tem de haver guerra. Serão sempre inevitáveis as guerras, enquanto o homem estiver vivendo entre as fronteiras de uma ideologia. Enquanto o homem existir dentro dos limites do nacionalismo, dentro dos limites religiosos ou dos limites dos dogmas – cristão, hinduísta, budista ou maometano – haverá guerras. Porque esses dogmas, essas nacionalidades, essas religiões separam os homens. E, escutando o que está dizendo, naturalmente direis: Que posso eu, como ente humano, fazer quando minha pátria me chama às armas? Tendes de ir para a luta, inevitavelmente. Isso faz parte desta estrutura social, econômica e política. Mas, dessa maneira não se resolve problema algum. Como já disse, houve nos últimos cinco mil e tantos anos quase três guerras em cada ano. Urge, pois, encontrarmos uma diferente maneira de viver – não no céu, porém sobre a terra – uma diferente norma de comportamento, um valor diferente. E isso não será possível se não compreender o problema da paz, que é também o problema da liberdade. Por conseguinte, a primeira necessidade é de descobrirmos se é possível a cada um de nós, nas suas relações – no lar, no trabalho, em todos os setores da vida – acabar com o conflito. Isso não significa isolar-se, tornar-se monge, refugiar-se num certo recesso da imaginação, da fantasia; significa, sim, viver neste mundo com compreensão do conflito. Porque, enquanto houver conflito de alguma espécie, nossa mente, nosso coração, nosso cérebro, não poderão funcionar com o máximo de eficiência. Só podem funcionar a pleno quando não há atrito, quando há clareza. E só há clareza quando a mente, que é o todo – o organismo físico, as células cerebrais – quando essa totalidade que se chama mente se encontra num estado de não conflito, funcionando sem atrito algum; só então pode haver paz. (Jiddu Krishnamurti, A mutação da mente).

DIA INTERNACIONAL DA PAZ



REFERÊNCIAS
EINSTEIN, Albert. Como vejo o mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.
KRISHNAMURTI, Jiddu. Viagem por um mar desconhecido. Rio de Janeiro: Três, 1973.


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