segunda-feira, fevereiro 21, 2011

INESQUECÍVEL VIAGEM AO PRAZER & POEMA MATUTO


INESQUECÍVEL VIAGEM AO PRAZER - Imagem: Arte by Ísis Nefelibata - Como sempre, naquela noite eu estava carente dela. Estacionei o carro na calçada e fui até sua janela onde bati chamando por seu nome. Era madrugada. Ela logo acordou e veio abrir o portão. Linda fatal de sempre, trajava um vestido longo daqueles colado no corpo pronunciando suas curvas, um decote agudo deixando a mostra seus seios generosos, um lascão entre as pernas insinuando a visualização de seu segredo pélvico delicioso. Eu lambia os beiços e tremia o corpo todo com a tesão de agarrá-la ali, beijá-la imensamente e abraçá-la com todo furor excitado que crescia dentro de mim. Enquanto ela abria os cadeados da corrente e a fechadura, eu já imaginava destrancando todas as suas portas e tramelas, invadindo seus esconderijos corporais e me deliciando do seu transcendente prazer por todas as suas funduras. Portão aberto, eu caí de boca sobre seus lábios sedosos num beijo profundo de paixão adiada de séculos. Enquanto isso, eu me apossava de seu corpo e minhas mãos vasculhavam suas intimidades, tomando conta do seu corpo e de sua gostosura toda. As plantas do jardim conferiam certa exclusividade à nossa loucura amante, mas não poupavam curiosos passantes de nos flagrar ali entregues aos remexidos mais libidinosos de nossas volúpias arraigadas. Ela jeitosamente entregue aos beijos, dançava enlouquecida e me encaminhava em seus passos para o fundo do jardim onde poderíamos ficar à sombra de uma das colunas e lá nos acariciar safadamente até suprir todas as necessidades dos nossos corpos. Beijávamo-nos aos montes e desbragados, agarrados um ao outro, de corpo colado e com despudor. Percebi logo que ela sentia na sua intimidade o meu membro rijo estourando a calça, enquanto eu beijava suas faces, lábios, pele, ombros e seios, alisando seu dorso e tomando conta de toda sua carne maciça. Logo ela tomava conta de tudo e apalpava acariciando toda extensão da minha arma em riste até abrir o zíper para conferir toda vibração do meu caralho e tocá-lo ao vivo e em cores com seus dedos macios de profissional massageadora. Libertando o meu pênis, logo eu lhe levantava o vestido até a cintura e deixava-o roçando sua vagina orvalhada, pronta para ser explorada na minha mais irredutível expedição. Ao se extasiar com esse contato intimo com meu cajado deslizando por toda redondeza de sua profundidade pubiana, logo ela foi arriando aos beijos por meus ombros, caixa toráxica, umbigo, ventre e encarou faminta toda minha mais astuta virilidade. Cheguei a vê-la acocorada e vesga encarando de frente toda dureza da minha masculinidade, quando de forma terna e carinhosa começou a beijar a glande muitas vezes e levar seus beijos por toda a extensão da minha pose macha como se fosse a clava da sua felicidade mais safada. Aos beijos ela passou a lamber minha pica de forma enternecedora, ora voraz e gulosa, ora com a suavidade de quem degusta o picolé mais saboroso dos meus desejos. Lambia e sugava calma e ternamente, até adquirir uma sofreguidão que me roubou os sentidos e me deixou a ponto de explodir todo caldo da minha tesão insaciável. E engolia freneticamente até alcançar o cabo da minha espada e ela ronronava brava num entre e sai dominado por sua língua poderosa que me roubava todas as forças e me deixava em êxtase perene. Abusou mais ao manipular com propriedade as mãos esfregando minha rola enquanto lambia e engolia por inteiro, friccionando e chupando, empurrando tudo até que alcançasse sua garganta ávida e me deleitava com a promessa de um gozo inesquecível. Com sua exímia felação eu delirava e cada vez mais ela genuflexa imprimia ritmo com frenética gula como quem rezava exaltada em busca da sua salvação, enquanto eu agoniado pelo exaspero do gozo, deixei derramar todo sêmen do prazer. Como insatisfeita, ela se servia como quem lambia os pratos e os dedos depois do repasto, mantendo carinhosamente a chupada arfante, como quem queria que eu enlouquecesse exangue a me roubar todo senso e coerência. Ela demorou por horas recolhendo todo resquício da minha seiva, como quem lavava com a língua todo meu pau salivado. Por horas fiquei extasiado com o seu domínio de felatriz feliz que não queria largar meu tacape para que novas ereções emergissem e eu morresse de vez na sua boca requerente. Essa situação emotiva se repetiu várias vezes por várias noites e anos, tornando-se ela inesquecível nas minhas fantasias e povoando todas as minhas lembranças mais prazerosas. © Luiz Alberto Machado.. Veja mais aqui.
 POEMA MATUTO

Lucia Helena Galvão Maya

Já se viu falar, seu moço,
de quem diz como puxa o arado,
de quem ensina a tocar o gado...
Mas quem diz pra onde tocar a vida?

Tem carência ou tô errado?
Sabe lá dizer, seu moço,
se a foice afiada da lida,
só faz por maldade a ferida,
rasga a carne e mostra o osso?
Ou é coisa já entendida?

Faz favor dizer, seu moço,
se as noite que vou matutando,
ruminando, mascando meu mato,
é noite ganha ou perdida?
Se conta, nas conta da vida?

Mas pense e me diga, seu moço,
se o lombo, marcado de canga,
sem sonho, só soldo e comida,
faz marca nas senda da vida
ou é só baruio e alvoroço?
Diz proaí que o amor é grande, seu moço...

Sei quais nada de sentimento...
Em menos que o cabra, danado,
tome tino, tome tento,
tome as rédea ao pensamento
e num pense qual menino
que quer o balão de vento,
e quando ele vai simbora,
chora e arenga com o destino.

Se diz tanta coisa, seu moço,
nesse mundão de Deus meu...
E eu, caçando meu rumo,
tomando do meu chapéu,
vou cruzando sol, de dia,
mas, noitinha, busco o céu,
cheio d’estrela que alumia,
pra ver se alumia as idéia
desse matuto tinhoso,
que estica seus dedo de prosa,
buscando os dedo de Deus...


LUCIA HELENA GALVÃO MAYA – A poeta e professora Lucia Helena Galvão Maya edita o extraordinário blog Poesias para despertar Sophia e participa do Luz, Camera, Filosofia.



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CRÔNICA DE AMOR POR ELA
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(Arte by Ísis Nefelibata)
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HERMILO, MARCEL PROUST, FRANÇOIS CHESNAIS, GIORGIO DE CHIRICO, DOWBOR, MAWU, LUCIAH LOPEZ & XEXÉU

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