segunda-feira, maio 04, 2015

MARCUSE, AMOS OZ, MACHADO, SAFO, DALE, HEPBURN, GOLIAS, CHURCH & HARING.

Imagem Sunset Jamaica, July 1865 - Oil on paper mounted on canvas, 12-1/8 x 18-1/8 inches. OL, do pintor estadunidense Frederic Edwin Church (1826–1900).

Todo dia o Sol se põe para uma nova alvorada...

Eu quero aurora dos meus olhos
Viver a eclosão do dia
Esse parto retratado
No rastro meu que se vadia
Pra lá das mãos
Pra lá do mar
Nas veredas desse céu
Que vai além do meu cantar
Da minha voz que traz
Esse céu que desvirgina
As entranhas do meu corpo
Que se perde pelos vales
E só me resta seguir, ir
As veias mornas da manhã
Até abrir as comportas do meu coração
(AURORA, música e letra de Luiz Alberto Machado).
Veja mais aqui e aqui.

Ouvindo o álbum musical Such Sweet Thunder (1999), com as performances da suíte Sarabande de Georg Händel (1685-1759) e a sonata em mi menor de Anton Vivaldi (1678-1741), da violoncelista britânica Caroline Dale.
  
A UMA MULHER AMADA (Imagem: Sappho, do pintor francês François Gerard (1770-1837) - A poeta grega Safo (séc. VII-VI aC), considerada a décima musa pelo respeito que sempre lhe dedicaram é autora desse poema A amada: Ventura, que iguala aos deuses, / Em meu conceito, desfruta / Quem, junto de ti sentada, / As doces falas te escuta, / Goza teu mago sorrir. / Quando imagino em tal gosto / é minha alma um labirinto; / Expira-me a voz nos lábios; / Nas veias um fogo sinto; / Sinto os ouvidos zunir. / Gelado suor me inunda; / O corpo se me arrepia; / Foge-me as cores do rosto, / Como ao vir da quadra fria / Entra a folha a desmaiar. / Respiro a custo, e já cuido / Que se esvai a doce vida! / Arrisquemo-nos a tudo... / Contra uma angústia insofrida tudo se deve tentar. [...] Toca, minha amiga, / as cordas puras da tua lira. / Já a idade fez secar meu corpo, / embranquecendo-me os cabelos que eram pretos, / tornando-me os joelhos mais que frouxos. Também dela esse belo poema A uma mulher amada: Ditosa que ao teu lado só por ti suspiro! / Quem goza o prazer de te escutar, / quem vê, às vezes, teu doce sorriso. / Nem os deuses felizes o podem igualar. / Sinto um fogo sutil correr de veia em veia por minha carne, / ó suave bem querida, e no transporte doce que a minha alma enleia / eu sinto asperamente a voz emudecida. / Uma nuvem confusa me enevoa o olhar. / Não ouço mais. / Eu caio num langor supremo; / E pálida e perdida e febril e sem ar, / um frêmito me abala... / eu quase morro... eu tremo. Veja mais aqui, aqui e aqui.

O HOMEM UNIDIMENSIONAL NA IDEOLOGIA DA SOCIEDADE INDUSTRAL – No livro A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional (Zahar, 1973), do sociólogo e filosofo alemão pertencente à Escola de Frankfurt, Herbert Marcuse (1898-1979), são abordados temas como a paralisia da crítica e a sociedade sem oposição, sociedade unidimensional, as novas formas de controle, o fechamento do universo político, a conquista da consciência infeliz e a dessublimação repressiva, o fechamento do universo da locução, o pensamento unidimensional, o pensamento negativo e a derrota da lógica do protesto, do pensamento negativo para o positivo e a racionalidade tecnológica e a lógica da dominação, a vitória do pensamento positivo e a filosofia unidimensional, a oportunidade das alternativas, o compromisso histórico da filosofia, a catástrofe da libertação, entre outros importantes assuntos. Da obra destaco o seguinte trecho: [...] A ameaça de uma catástrofe atômica, que poderia exterminar a raça humana, não servirá, também, para proteger as próprias fôrças que perpetuam esse perigo? Os esforços para impedir tal catástrofe ofuscam a procura de suas causas potenciais na sociedade industrial contemporânea. Essas causas ainda não foram identificadas, reveladas e consideradas pelo público porque refluem diante da ameaça do exterior, demasiado visível do Oriente contra o Ocidente, do Ocidente contra o Oriente. f: igualmente óbvia a necessidade de se estar preparado, de se viver à beira do abismo, de se aceitar o desafio. Nós nos submetemos à produção pacífica dos meios de destruição, à perfeição do desperdício, a ser educados para uma defesa que deforma os defensores e aquilo que estes defendem. Se tentamos relacionar as causas do perigo com a forma pela qual a sociedade é organizada e organiza os seus membros, defrontamos, imediatamente, com o fato de a sociedade indus-trial desenvolvida se tornar mais rica, maior e melhor ao perpetuar o perigo. A estrutura da defesa torna a vida mais fácil para um maior número de criaturas e expande o domínio do homem sobre a natureza. Em tais circunstâncias, os nossos meios de informação em massa encontram pouca dificuldade em fazer aceitar interesses particulares como sendo de todos os homens sensatos. As necessidades políticas da sociedade se tornam necessidades e aspirações individuais, sua satisfação promove os negócios e a comunidade, e o conjunto parece constituir a própria personificação da Razão [...]. Veja mais aqui.

DE REPENTE, NAS PROFUNDEZAS DO BOSQUE – No livro De repente, nas Profundezas do Bosque (Cia das Letras, 2007), do escritor e pacifista israelense Amos Oz, é contada a história de uma pequena aldeia atravessada por um rio cristalino e rodeada por um bosque frondoso, onde não há uma única vida animal e dois garotos Mati e Maia enfrentam a proibição de entrar no bosque para enfrentar o temível demônio das montanhas, Nehi. Da obra destaco o trecho: A aldeia era cinzenta e triste. À volta dela apenas montes e bosques, nuvens e vento. Não havia outras aldeias nas redondezas. Quase nunca chegavam forasteiros, nem sequer visitantes ocasionais. Trinta, talvez quarenta casas pequenas se espalhavam ao longo do declive, no vale fechado e rodeado por montes íngremes. Somente a oeste havia uma abertura estrita entre as montanhas, e por essa abertura passava o único caminho que levava à aldeia, mas não ia adiante, porque não havia nenhum adiante: ali terminava o mundo. [...] Vez por outra aparecia um vendedor ambulante, ou algum artesão, ou simplesmente algum mendigo perdido. Mas nenhum peregrino pemanência mais que duas noites, porque a aldeia era amaldiçoada: um “estranho silêncio” pairava sempre ali, nenhuma vaca mugia, nenhum burro zurrava, nenhum pássaro chilreava, nenhum grupo de gansos selvagens cortava o céu vazio, tampouco os aldeões falavam entre si, só o estritamente necessário. Veja mais aqui.

NÃO CONSULTES MÉDICO – A peça teatral Não consultes médico (1896), do escritor Machado de Assis (1839-1908), conta a história de uma velha casamenteira que autointitula médica, D. Leocádia, curando as pessoas por meio do amor. Da obra destaco o trecho: MAGALHÃES — Por isso mesmo deves sujeitar-te aos seus remédios. Se e não curar, dar-te-ia alguma distração, e é o que eu quero. (Abre a charuteira que está vazia). Olha, espera aqui, lê algum livro; eu vou buscar charutos. (Sai; Cavalcante pega num livro e senta-se). CENA V Cavalcante, D. Carlota, aparecendo ao fundo. D. CARLOTA — Primo... (Vendo Cavalcante) Ah! perdão! CAVALCANTE (erguendo-se) — Perdão de que! D. CARLOTA — Cuidei que meu primo estava aqui; vim buscar um livro de gravuras de prima Adelaide; está aqui... CAVALCANTE — A senhora viu-me passar a cavalo, há uma hora, numa posição incômoda e inexplicável. D. CARLOTA — Perdão, mas... CAVALCANTE — Quero dizer que eu levava na cabeça uma idéia séria, um negócio grave. D. CARLOTA — Creio. CAVALCANTE — Deus queira que nunca possa entender o que era! Basta crer. Foi a distração que me deu aquela postura inexplicável. Na minha família quase todos são distraídos. Um dos meus tios morreu na guerra do Paraguai por causa de uma distração; era capitão de engenharia. D. CARLOTA (perturbada) — Oh! não me fale! CAVALCANTE — Por que?Não pode tê-lo conhecido. D. CARLOTA — Não, senhor; desculpe-me, sou um pouco tonta. Vou levar o livro à minha prima. CAVALCANTE — Peço-lhe perdão, mas... D. CARLOTA — Passe bem. (Vai à porta). CAVALCANTE — Mas, eu desejava saber... D. CARLOTA — Não, não, perdoe-me. (Sai.). CENA VI CAVALCANTE (só) — Não compreendo: não sei se a ofendi. Falei no tio João Pedro, que morreu no Paraguai, antes dela nascer... CENA VII Cavalcante, D. Leocádia D. LEOCÁDIA (ao fundo, à parte) Está pensando (Desce). Bom dia, Dr. Cavalcante! CAVALCANTE — Como passou, minha senhora? D. LEOCÁDIA — Bem, obrigada. Então meu sobrinho deixou-o aqui só? CAVALCANTE — Foi buscar charutos, já volta. D. LEOCÁDIA — Os senhores são muito amigos. CAVALCANTE Somos como dois irmãos. D. LEOCÁDIA — Magalhães é um coração de ouro e o senhor parece-me outro. Acho-lhe só um defeito, doutor... Desculpe-me esta franqueza de velha; acho que o senhor fala trocado. CAVALCANTE — Disse-lhe ontem algumas tolices, não? D. LEOCÁDIA — Tolices, é muito; umas palavras sem sentido. CAVALCANTE — Sem sentido, insensatas, vem a dar no mesmo. D. LEOCÁDIA (pegando-lhe nas mãos) — Olhe bem para mim. (Pausa). Suspire. (Cavalcante suspira). O senhor está doente: não negue que está doente — moralmente, entenda-se; não negue! (Solta-lhe as mãos).CAVALCANTE — Negar seria mentir. Sim, minha senhora, confesso que tive um grandíssimo desgosto D. LEOCÁDIA — Jogo de praça? CAVALCANTE — Não, senhora. D. LEOCÁDIA — Ambições políticas mal-logradas? CAVALCANTE — Não conheço política. D. LEOCÁDIA — Algum livro mal recebido pela imprensa? CAVALCANTE — Só escrevo cartas particulares. D. LEOCÁDIA — Não atino. Diga francamente; eu sou médico de enfermidades morais e posso curá-lo. Ao médico diz-se tudo. Ande, fale, conte-me tudo, tudo, tudo. Não se trata de amores?... CAVALCANTE (suspirando) — Trata-se justamente de amores. D. LEOCÁDIA — Paixão grande? CAVALCANTE — Oh! imensa! D. LEOCÁDIA — Não quero saber o nome da pessoa, não é preciso. Naturalmente bonita? CAVALCANTE — Como um anjo! D. LEOCÁDIA. — O coração também era de anjo? CAVALCANTE — Pode ser, mas de anjo mau. D. LEOCÁDIA — Uma ingrata... CAVALCANTE — Uma perversa! D. LEOCÁDIA — Diabólica... CAVALCANTE — Sem entranhas! D. LEOCÁDIA — Vê que estou adivinhando. Console-se; uma criatura dessas não acha casamento. CAVALCANTE — Já achou! D. LEOCÁDIA — Já? CAVALCANTE — Casou, minha senhora; teve a crueldade de casar com um primo. D. LEOCÁDIA — Os primos quase que não nascem para outra coisa. Diga-me, não procurou esquecer o mal nas folias próprias de rapazes? CAVALCANTE — Oh! não! Meu único prazer é pensar nela. D. LEOCÁDIA — Desgraçado! Assim nunca há de sarar. CAVALCANTE — Vou tratar de esquecê-la. D. LEOCÁDIA — De que modo? CAVALCANTE — De um modo velho, alguns dizem que já obsoleto e arcaico. Penso em fazer-me frade. Há de haver em algum recanto do mundo um claustro em que não penetre sol nem lua. D. LEOCÁDIA — Que ilusão! Lá mesmo achará a sua namorada. Há de vê-la nas paredes da cela, no teto, no chão, nas folhas do breviário. O silêncio far-se-á boca da moça, a solidão será o seu corpo. CAVALCANTE — Então estou perdido. Onde acharei paz e esquecimento? D. LEOCÁDIA — Pode ser frade sem ficar no convento. No seu caso o remédio naturalmente indicado é ir pregar... na China, por exemplo. Vá pregar aos infiéis na China. Paredes de convento são mais perigosas que olhos de chinesas. Ande, vá pregar na China. No fim de dez anos está curado. Volte, meta-se no convento e não achará lá o diabo. CAVALCANTE — Está certa que na China... D. LEOCÁDIA — Certíssima. CAVALCANTE — O seu remédio é muito amargo! Por que é que me não manda antes para o Egito? Também é país de infiéis. D. LEOCÁDIA — Não serve; é a terra daquela rainha... Como se chama? CAVALCANTE — Cleópatra? Morreu há tantos séculos! D. LEOCÁDIA — Meu marido disse que era uma desmiolada. CAVALCANTE — Seu marido era, talvez, um erudito. Minha senhora, não se aprende amor nos livros velhos, mas nos olhos bonitos; por isso, estou certo de que ele adorava a V. Excia. D. LEOCÁDIA — Ah! ah! Já o doente começa a adular o médico. Não, senhor, há de ir à China. Lá há mais livros velhos que olhos bonitos. Ou não tem confiança em mim? CAVALCANTE — Oh! tenho; tenho. Mas ao doente é permitido fazer uma careta antes de engolir a pílula. Obedeço; vou para a China. Dez anos, não? D. LEOCÁDIA (levanta-se) — Dez ou quinze, se quiser; mas antes dos quinze está curado. CAVALCANTE — Vou. D. LEOCÁDIA — Muito bem. A sua doença é tal que só com remédios fortes. Vá; dez anos passam depressa. CAVALCANTE — Obrigado, minha senhora. D. LEOCÁDIA — Até logo. CAVALCANTE — Não, minha senhora, vou já. D. LEOCÁDIA — Já para a China! CAVALCANTE — Vou arranjar as malas e amanhã embarco para a Europa; vou a Roma, depois sigo imediatamente para a China... Até daqui a dez anos. (Estende-lhe a mão).D. LEOCÁDIA — Fique ainda uns dias... CAVALCANTE — Não posso. D. LEOCÁDIA — Gosto de ver essa pressa; mas, enfim, pode esperar ainda uma semana. CAVALCANTE — Não, não devo esperar. Quero ir às pílulas quanto antes; é preciso obedecer religiosamente ao médico. D. LEOCÁDIA — Como eu gosto de ver um doente assim! O senhor tem fé no médico. O pior é que daqui a pouco, talvez, não se lembre dele. CAVALCANTE — Oh! não! Hei de lembrar-me sempre, sempre! D. LEOCÁDIA — No fim de dois anos escreva-me; informe-me sobre o seu estado e talvez eu o faça voltar. Mas, não minta, olhe lá; se já tiver esquecido a namorada, consentirei que volte. CAVALCANTE — Obrigado. Vou ter com seu sobrinho e depois vou arranjar as malas. D. LEOCÁDIA — Então não volta mais a esta casa? CAVALCANTE — Virei daqui a pouco, uma visita de dez minutos, e depois desço, vou tomar passagem no paquete de amanhã. D. LEOCÁDIA — Jante, ao menos, conosco. CAVALCANTE — Janto na cidade. D. LEOCÁDIA — Bem, adeus; guardemos o nosso segredo. Adeus, Dr. Cavalcante. Creia-me: o senhor merece estar doente. Há pessoas que adoecem sem merecimento nenhum; ao contrário, não merecem outra coisa mais que uma saúde de ferro. O senhor nasceu para adoecer; que obediência ao médico! que facilidade em engolir todas as nossas pílulas! Adeus! CAVALCANTE — Adeus, D. Leocádia. (Sai pelo fundo). Veja mais aqui.

Ô CRIDE, QUÊDI O BRONCO DINOSAURO? – Uma das figuras mais hilárias presentes desde a minha mais tenra meninice até os dias de hoje, é a do memorável ator e comediante Ronald Golias (1929-2005), que aprendi a assistir na extinta Tv Tupi, vez que ele foi considerado um dos pioneiros da televisão. Também vi e revi muitos dos seus filmes, não perdia um: Golias contra o homem das bolinhas (1969), O homem que roubou a copa do mundo (1962), entre outros, como também suas participações na Família Trapo, o seriado Bronco Total, o Superbronco, Bronco, a Escolinha do Golias e Meu cunhado. Morria de rir com sua irreverência e talento. Saudade do Golias, salve, salve. Veja mais aqui.

BREAKFAST AT TIFFANY´S – A memorável e premiada comédia e drama Breakfast at Tiffany´s (Bonequinha de luxo, 1961), dirigido por Blake Edwards ao roteiro adaptado por George Axelrod do livro homônimo de Truman Capote, com música de Henri Mancini, traz a presença marcante e bela da premiada atriz e humanista inglesa de origem belga Audrey Hepburn (1929-1993), que povoou meus sonhos e imaginário da infância e adolescência. Tanto é que tanto vi e revi a película, dias e dias, sempre curtindo a faceira e belíssima expressão da atriz, dando pausa a cada jeito seu e a cada detalhe de sua exposição na cena. Sonhos de infância e adolescência que passaram a me perseguir por toda vida. O filme conta a história da socialite Holly Golightly que sonha casar-se com um homem rico e tornar-se uma estrela de Hollywood. Com esse desejo ela passa a ser apadrinhada por um mafioso e ela começa a trabalhar rumo aos seus sonhos. Imperdível. Veja mais aqui


IMAGEM DO DIA
A arte do artista gráfico e ativista estadunidense Keith Haring (1958-1990)
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Todo dia é dia dos namorados: crônica de amor por ela aqui.
O amor dos namorados, A arte de amar de Erich Fromm, Sonetos de amor de Pablo Neruda, Cânticos de Salomão, a música de Edith Piaf, o cinema de Derek Cianfrance & Michelle Williams, a arte de Cornelis le Mair, Grupo Femen, a pintura de Julia Watkin & Henry Asencio aqui.
Todo dia é dia dos namorados, Inteligência do amor de Ledo Ivo, Diário de Anne Frank, A ética do anarquismo de Luce Fabbri, A prisão de São Benedito de Luiz Berto, A filha de Solveig Nordlund, a música de Geraldo Azevedo, a pintura de Wellington Virgolino & a arte de Carmem Verônica aqui.
A arte no horizonte do provável de Augusto de Campos & Falando com as paredes de Jacques Lacan aqui.
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O QUE É DE ARTE E CULTURA QUE EU NÃO SEI – Josedácio cometia uns versos brejeiros, coisas de seu; como não tinha escola, era só tirocínio,...